CORDILHEIRA DOS ANDES

CORDILHEIRA DOS ANDES
Complexo Hoteleiro localizado a 3 mil metros de altitude na Cordilheira dos Andes, na estação de sky Valle Nevado em Santiago do Chile - Foto 03.05.2012

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ameaças Ocultas

Reféns enclausurados em seu próprio estado de dependência, o drogado é presa fácil para todo narcotraficante poderoso, misturado ao nosso meio, ousadamente de disfarçada referência no modelo de comportamento a filhos(as) ou parceiros (as). A melhor de todas as escolas nesta seara também vem dos programas de televisão sobretudo das novelas e filmes.
As políticas públicas fracassaram diante do avanço assombroso do tráfico de drogas, embora devamos aqui reconhecer o combate quase que heróico, e desmedido, dos muitos policiais, civis, militares, a quem rendemos nossa sincera homenagem.
O assunto não diz respeito somente ao setor público. Muitas famílias se desmancham em desespero quando os pais descobrem o envolvimento de sua prole no consumo da droga. Aliás, tudo principia com a bebida alcoólica, e daí o caminho está aberto para outras drogas mais pesadas, como cocaína, cracke, etc.
A droga é ameaça oculta, letal quando não atacada em tempo. Não vislumbro na rigidez da violência, forma de tratamento contra o dependente químico, bem como não serão ações como passar a mão sobre a cabeça para recuperar o dependente do mundo irreal que vive. Serão ações conjuntas do grupo familiar, o porto seguro para recuperação do drogado.
Além de vida curta, ele causa um furor no núcleo familiar. O viciado deve ser afastado do meio contaminado pelo vício do tráfico. Os alegados “amigos” consumidores afetos à companhia, de amigo nada tem. Pelo contrário, os verdadeiros amigos jamais permitirão que o dependente químico continue se afogando na maldição que ameaça a humanidade que é a droga como gênero da qual o cracke é arrasador.
Na China, por exemplo, qualquer turista, ao desembarcar em solo chinês ou mesmo o natural, é advertido das conseqüências de quem é pego com droga. A pena é incondicionalmente a execução.
O Brasil gasta grandes somas em dinheiro com a recuperação de drogados sem ir à causa, tratando apenas os efeitos. O que é inadmissível permitir, que nas escolas, públicas ou particulares, os pilantras de plantão aliciem jovens inocentes, despertando-os ao consumo de droga de toda espécie. A polícia, que embora realizando seu trabalho de combate ao tráfico, se sente muitas vezes desprotegida diante da pesada artilharia dos narcotraficantes além de carecerem de melhor treinamento. Faz o que pode.
A cidade de Novo Hamburgo, pequena ilha no universo de tantos outros palcos de negócios com o tráfico, tem pontos específicos em alguns bares noturnos bem destacados, onde a droga corre sem limites. Claro que não interessa o pequeno traficante. O perigoso chefão do tráfico precisa ser capturado, confiscando as luxuosas mansões adquiridas por conta da destruição de vidas humanas, submetendo o fruto do confisco à Lei 7.560/86 aplicando os recursos na recuperação dos dependentes químicos.
Penso que passou da hora da Câmara Federal, Ministério Público, entidades familiares, Ong´s, Igrejas se envolverem conjuntamente numa mega operação, investido da responsabilidade que tem para agir em defesa da sociedade, das famílias, a fim de coibir a ação, cada vez mais ousada dos delinquentes do tráfico. A barbárie que vem ceifando vidas humanas, leva mães e pais a beira da loucura, quando constatam o envolvimento de algum ente familiar neste fosso negro do vício das drogas. Além da ação coercitiva e enérgica, deve haver denúncia de qualquer comércio do tráfico de entorpecentes aos órgãos de segurança pública. Este ato não é uma faculdade de agir e sim obrigação em denunciar.
E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog.: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lideres sem liderança

Há muito vem se discutindo o modelo de partidos políticos no Brasil sem que se chegue a um denominador comum. A imprensa a cada momento divulga fatos novos contra políticos extravagantes numa verdadeira ciranda de gastos de dinheiro do contribuinte.
Os partidos políticos vivem um drama para as próximas eleições em face da ausência de nomes que mobilize o eleitor a votar em alternativas eficazes no combate aos problemas que atingem toda população gaúcha. Um destes problemas a ser enfrentado é a corrupção nas três esferas do poder.
Não existe mais espaço e, nada que justifica manter o atual modelo financiador de políticos e seus partidos em toda em toda estrutura partidária. O Congresso Nacional do Brasil é indiscutivelmente o mais pesado dos fardos carregado pelo povo da República tupiniquim, pois é o parlamento mais caro do planeta. A grande maioria dos partidos e seus representantes ocupantes de cargos eletivos não atendem mais aos anseios da população e tão pouco se traduz em modelo de democracia representativa.
Notória é a dificuldade para as eleições de 2010, sobretudo, quando se trata da reposição de peças políticas outrora eleitos para outros cargos. Resolveram atropelar seus mandatos concorrendo em novas eleições, de onde saíram vitoriosos. Aqui vale resgatar alguns nomes para demonstrar esta desrespeitosa realidade política partidária.
O Vale do Rio do Sinos, sobretudo, o setor do sapato, perdeu Júlio Redecker em trágico acidente aéreo, representante na Câmara dos Deputados. Traindo as expectativas de seus eleitores, Tarcísio Zimmermann, renunciou ao mandato de Deputado Federal para se candidatar se ao cargo de Prefeito por Novo Hamburgo na última eleição de 2008 de onde saiu vitorioso. Ao deixar o parlamento brasileiro, como derradeiro representante regional naquela casa legislativa, patrocinou a orfandade da região.
Para este parlamentar, como tantos outros, não importa o prejuízo político que podem causar à região ou na representação de suas respectivas bases sociais. Importa que estejam em algum cargo político a fim de induzir o eleitor ao erro na solução de seus problemas.
O modelo de democracia “participativa” merece reforma de valores de parte do eleitor. A mudança de comportamento deve principiar com quem é dono do voto, mudando o hábito de eleger os mesmos nomes, eleição após eleição como se não houvessem outros. É preciso um basta ao modelo vigente, reivindicando mudança de nomes que gozem de respeitabilidade na gestão pública e na representação. Muitos representantes de setores da sociedade, economia, esporte, turismo, que concorreram a cargos eletivos anteriores, em nada se comprometeram ou pouco envolvidos no suporte do ônus e da responsabilidade na representação, senão com seus próprios interesses e de seus partidos.
A partir da mudança de postura do eleitor e, evitando o voto nos nomes e partidos que já demonstraram o fracasso modelo político vigente, poderá haver mudança de paradigma. Mudança que começa com outros nomes, embora militantes em partidos tradicionais, podem representar setores importantes na economia regional. É o caso do ex-vereador de Picada Café Eugênio Spier do PTB, cujo apoio em favor de sua candidatura a Deputado Federal em 20010 vem do Senador Sérgio Zambiazi (PTB) maior expoente de votos no Rio Grande do Sul da legenda, assim como do eleitor no Vale do Sinos. Não basta mudar. É preciso inovar para um novo modelo de gestão política para a República Riograndense.
E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog.: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Os Piratas de Plantão.

Manifestei em outro artigo publicado nesta coluna sobre a situação econômica enfrentada pela Universidade Luterana do Brasil que vem do ano passado. Importante que se diga que não possuo qualquer tipo de juízo de parcialidade sobre a situação, externando tão somente meu ponto de vista, como acadêmico, em torno da greve dos professores. Entretanto algumas curiosidades chamam atenção neste episódio. Qualquer cidadão, de mediano juízo, que gasta seu dinheiro, quer contrapartida, ou seja, quer algo em troca. Assim, quem paga mensalidade escolar, valorizada ainda por curso universitário que não é barata, quer receber aula. Na greve dos professores da Universidade, semana passada, poucos estavam presentes na mobilização. A grande maioria era acadêmica, de localidades diversas, sequer se sabe se eram alunos da Ulbra. Tudo leva a crer que a mobilização do sindicato dos professores trouxe muitos manifestantes que nada tem a ver com a instituição. O que não se consegue entender é que: se a greve era dos professores, que finalidade teria a adesão de agitados acadêmicos à greve a custo de suas mensalidades? A partir da crise financeira internacional que vem devastando o império econômico de grandes empresas multinacionais, também arrasou economias de países considerados sólidos desde a quebra da instituição financeira Lemon Brothers dos Estados Unidos ano passado. O modelo capitalista de Adam Smith em volta do planeta foi atingido no alvo. Terá sido a Ulbra a única instituição a enfrentar conseqüências de uma crise financeira mundial? Deus queira que outras instituições educacionais coirmãs afetadas pelo mesmo vírus, estejam imunes ao tendencioso bombardeio da imprensa. A Ulbra em todo seu complexo educacional goza de muita respeitabilidade e todos sabem do momento delicado que vive reflexo da ação de diversos agentes. Aqui também a homenagem a muitos professores, solidários com os alunos, que permaneceram em sala de aula, a fim de que não houvesse prejuízo aos mesmos. Neste momento, o acadêmico deve evitar se ausentar da sala de aula. Não será “a retirada, a força” do Reitor, como único responsável, exageradamente promovida pela imprensa e sindicato, que modificará o “status” financeiro da instituição. Isto nos leva a conclusão lógica de que os fortes (a instituição) são alvo de ataques dos fracos “piratas de plantão” amesquinhados pelo desejo de saquear o que lhes interessa no mar da prosperidade a “qualquer custo”. Embora a Ulbra tenha tido seu certificado de filantropia restabelecido desde o dia 07 de fevereiro de 2009, a Medida Provisória 449 do Governo Federal também possibilita parcelamento de impostos eventualmente existentes. Assim, a solução dos conflitos não será com atitudes desagregadoras. Esperamos que o bom senso prevaleça e que ninguém saia prejudicado nesta história, sobretudo, para quem está em vias de se formar neste ano. Com o acerto dos salários, novo calendário acadêmico deverá ser elaborado, segundo comunicado publicado no site da Ulbra esta semana. Enquanto isto, nós, graduandos e pós-graduandos, torcemos pelo melhor desfecho do impasse o mais breve possível, para o bem geral da nação de acadêmicos, funcionários e professores. E-mail: cos.schneider@gmail.com

terça-feira, 7 de abril de 2009

A Falência da Educação

O Brasil vem acumulando dia após dia títulos nada recomendável para a sociedade tupiniquim resultado do relaxamento do dever do estado em dar proteção a quem ministra aulas e proporcionar ensino de qualidade para quem quer aprender.
Lamentavelmente as escolas públicas brasileiras se transformaram numa arena de box onde tudo vale em sala de aula, menos estudar. Assim, nada ruim para o Brasil,cumular o título do pior modelo de ensino na América Latina. Que o digam os lamentáveis episódios ocorridos nos últimos dias no Rio Grande do Sul comandado pela Governadora, Yeda Crusius do PSDB.
Tento evitar comentar assuntos sobre agressões físicas no meio social, até porque esta não é uma coluna policial. Mas não há como deixar de comentar questão nevrálgica da agressão de alunos a professores, sobretudo, em escolas públicas.
Este tema causa, além de preocupação aos educadores, arrepio à sociedade como um todo, pois os pais criam em casa o próprio modelo de educação que o filho leva às escolas. Inverteram-se os valores da disciplina onde o aluno entra em sala de aula como autoridade e o professor como aprendiz.
Pois bem, em um dos episódios que acabou levando uma professora de escola pública a UTI do hospital em Porto Alegre, o Estado falhou. É proibido a justiça com as próprias mãos segundo preceitua o Código Penal Brasileiro. A razão da agressão desta aluna a professora em sala de aula, traz ingredientes intrigantes e preocupantes para quem quer dar aula nas escolas públicas. Foi deflagrada a caça aos professores... Se esta moda pegar, e parece que já pegou, não haverá mais professor ou professora que queiram dar aula nas escolas públicas. Pior do que assistir a agressão contra educadores é a passividade do Estado através de seu órgão educador. Sustenta ele publicamente que a aluna agressora à professora em sala de aula, tem a liberdade de escolher outro educandário estatal, pois ela poderia não se sentir bem na escola em que agrediu a professora. Pasmem!!! É a sugestão do Estado. É o mesmo que dizer a todos os alunos das escolas públicas: baixem o porrete nos professores.
Onde vamos parar? Que tipo de modelo político estamos construindo através do voto? Que poder exerce o voto para plantar tanta erva daninha no seio da política gaúcha a tal ponto que não consegue mais oferecer segurança aos agentes do Estado, muito menos cidadãos?
Somos nós eleitores, responsáveis por conduzir estes vândalos a ocuparem o poder se locupletando da pratica da politicagem imoral. O Estado não cumpre mais suas funções de zelar pela ordem pública, pois faliu... Assim vem transformando a educação numa mercadoria de segunda categoria, na prática sofista pós-modernidade.
O reflexo disso é o sistema penitenciário brasileiro, lotado de apenados na demonstração cabal da desordem social. Transformaram-se os presídios num depósito de lixo humano. A preocupação aumenta na medida das estatísticas brasileiras que apontaram no ano passado que, 7 em cada 10 crimes foram praticados por mulheres. Em algum momento se perdeu a referência na construção dos valores morais, éticos. Penso que o modelo de televisão e intervenção do Estado na construção do modelo de família, levou a tudo isto.
Nunca se viu no Rio Grande do Sul tamanha anarquia como neste governo! Há momentos em que o próprio modelo de Estado de Direito Democrático está ameaçado face aos vândalos que se alojaram no poder da República Riograndense e na capital do país acima do Rio Mampituba. E-mail: cos.schneider@gmail.com

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os Limites da Tolerância

Recentes embates travados no meio acadêmico ascenderam os ânimos em torno da perda ou da inversão de valores afetos ao homem público, face a corrupção envolvendo a administração pública e da coisa pública. Estamos chegando ao limite da tolerância diante a promiscuidade política regional e nacional. A questão é: o político é reflexo do voto ou este é o destinatário dos incorretos modelos de gestão?
Percebe-se que a Governadora do Estado do Rio Grande do Sul, PSDB, eleita em 2006, reveste-se de títulos incomuns em ofensa a cordialidade e no relacionamento da boa vizinhança. Isto é tão verdade que em recentes pesquisas realizada nos 27 estados da federação, o Governo Gaúcho amarga o último lugar. Não é toa tal incômodo. Desde que assumiu o governo só arrumou encrenca, confusão, discórdia, intolerância de ambas as partes e com o maior número de trocas de secretários comparados com os últimos governos.
Esta semana, a presidente estadual do PSDB, Zilá Breitenbach, e toda cúpula do partido, resolveu expulsar quem denunciou a corrupção no Governo Yeda. Disse a digna representante do partido que era uma perda insignificante para o PSDB. Repito... Insignificante. Será inútil, insignificante alguém por denunciar a sujeira no corpo administrativo pública? Em que pese a moralidade, é obrigação de qualquer ocupante de cargo de governo ou de estado, zelar pela moralidade, legalidade, publicidade, razoabilidade, etc, princípios constitucionais que é dever do servidor público denunciar ou corrigir.
Evito aqui entrar no mérito do comportamento de denunciante das irregularidades na Administração Pública e levadas ao Ministério Público por meio de gravações. Se legítimas ou não, é outro tema do qual podemos nos ocupar em outro artigo. O fato que o atual governo do estado, crivado de conflitos, de arrogância, parte do princípio de que seu modelo de governo é único, o “jeito do PSDB de governar” focado em zerar o déficit público as custas do servidor público, levando a bancarrota colocando a máquina arrecadatória nas ruas sem medir as desastrosas conseqüências políticas, econômicas e sociais.
O Rio Grande do Sul que sempre pautou pela melhor qualidade de vida dos gaúchos, inverteu a ordem social. Hoje, possui os piores índices da malha rodoviária do país, embora com mais de 45 praças de pedágios. O sistema carcerário é o segundo pior da América Latina, perdendo apenas para o México. O pior programa de investimento social sem contar o decadente modelo de ensino público comparado a outros estados da federação brasileira.
A questão que se impõe neste momento único da política gaúcha é saber o que somos, para onde vamos e onde queremos chegar. O Rio Grande perdeu o foco e a direção.
O governo nasce do povo, pelo povo e para o povo. Ora, a democracia é poder. Se o poder é fruto do voto e o voto somos todos nós, em que momento erramos na escolha de nossos dirigentes, se é que erramos? Será o governo fruto da manifestação do voto?... Se assim for verdadeiro, é momento de reflexão para descobrir onde perdemos o valor da dignidade quando escolhemos a quem que não merece nosso voto.
São por atitudes como as do atual governo do estado que nos remete para uma profunda reforma de valores e, sobretudo, das peças que irão compor o futuro o parlamento gaúcho e brasileiro. Renovar toda estrutura administrativa governamental, escolhendo pessoas que nos são afetas, que nos permite voltar a acreditar no político como legítimo representante do incontrolável desejo de justiça e honestidade, não tenho dúvida, começa a despertar o eleitorado gaúcho. Não são só os partidos que impões as políticas públicas ao país através de seus agentes. São as pessoas que se revestem do poder legitimado pelo voto muitas vezes inscrevendo candidatos que não possuem qualquer identidade partidária. A corrupção política é fruto do voto. Mal eleito.... Mal representado... Consequências danosas de quatro anos de sofrimento e angúsutia. E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog.: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Presidente Trapalhão

Semana passada o cidadão e Presidente da República Federativa do Brasil Luis Inácio Lula da Silva escancarou a máscara racista de seu governo numa infeliz entrevista concedida à imprensa, causando impacto no mundo econômico. Acusou, de forma irresponsável, os “brancos de olhos azuis” pela crise financeira mundial. Afirmou que estes “sabiam tudo sobre economia, mas não sabem nada”. Criticou a ausência de banqueiros negros.
Em primeiro lugar, nunca se viu, na história do país, nenhuma declaração tão infeliz, que repercute no mundo inteiro. Visto pela ótica do presidente trapalhão, pela imoralidade da política brasileira, ao presidente só faltam os olhos azuis. O desastroso episódio de suas declarações serviu para ascender o ódio de negros contra brancos e estes contra aqueles, estabelecendo o conflito fratricida. Em nada... Absolutamente em nada constroem suas infelizes manifestações. Cravou, isto sim, o punhal da ignorância nas garantias e direitos fundamentais assegurados na Constituição Brasileira.
Culpar os brancos de olhos azuis pela falência da economia mundial é culpar os negros pela sua pobreza. Vamos lá... Lula e seus pares acusados de saqueadores do erário público, sobretudo, das campanhas eleitorais, em programas chamados de “mensalão” em que o astuto presidente da república e seus asseclas do partido, construíram as grandes falcatruas.
É preciso bom senso, para não cair no mesquinho e odioso ranço da discriminação racial alimentado pelas infelizes declarações presidenciais. Estariam ressuscitados os novos perseguidores contra ordem de Jesus Cristo que também com seus olhos azuis pregava o amor, fraternidade e igualdade entre os homens? No Brasil o discurso da igualdade racial se presta no papel. Viu-se que na prática, o espírito da discriminação reverbera em alta ressonância, sobretudo, entre os homens eleitos que deveriam zelar pela paz social, apontam o odioso ranço racial contra os brancos de há longos anos.
Teria o presidente concedido a entrevista sob efeito de alguma droga afogado no ódio e raiva contra os povos brancos?. É tão evidente a prática da discriminação contra esta gente e seus olhos azuis que em 1993, uma repórter patrocinada pela Rede Globo veio do Rio de Janeiro para completar sua missão e depois desapareceu. Ridicularizou os descentes europeus no Rio Grande do Sul, ofendeu a memória farroupilha e tentou a guerra étnica.
O que deixa chocada a população é o fato das declarações terem partido do Presidente da República do Brasil e não de qualquer pessoa. Seu relacionamento com o mundo dos negócios, não tem cor, credo, idade, sexo. Se a prática de racismo for apenas contra negros e pardos, que se mude a atual constituição dita “cidadã”. O Presidente da República, investido do poder, tem o direito de proferir discursos, porém no estrito cumprimento da ordem legal. Fora isto, comete as mesmas barbáries de qualquer cidadão comum. Deve estrito cumprimento a Constituição Federal, sob a qual prestou juramento e obediência ao assumir o Poder Executivo depois de eleito. Verifica-se o grande despreparo na representação do país em assuntos sérios. Não expôs apenas seu governo em xeque, mas toda nação brasileira. São atitudes de um presidente atrapalhado, despreparado para lidar com a diplomacia.
Gravíssimo comportamento da grande mídia. Abafou as infelizes declarações do executivo federal como se nada tivesse ocorido. Se na Europa ou Estados Unidos não tem banqueiros negros, certamente em outro continente os existem.
Na condição de inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, me resta aqui o apelo para que esta entidade se mobilize junto com o Ministério Público Federal, contra estes atos de vandalismo racial. Assim, todos os brancos e brancas do Brasil, nascidos nesta “pátria mãe gentil” portadores da “síndrome” do olho azul, pertencente a um grupo étnico europeu, foram criminosamente golpeados por um presidente de cunho racista. Este ato não pode ficar impune aos olhos do mundo. E-mail: cos.schneider@gmail.com