CORDILHEIRA DOS ANDES

CORDILHEIRA DOS ANDES
Complexo Hoteleiro localizado a 3 mil metros de altitude na Cordilheira dos Andes, na estação de sky Valle Nevado em Santiago do Chile - Foto 03.05.2012

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O Brasil que Envergonha a todo cidadão de bem

Com alguns poucos combatentes tenazes sobre os direitos trabalhistas do trabalhador brasileiro, sem desconsiderar em pouco mais de algumas dezenas, o Teatro do Congresso Nacional finalmente abdicou de seu povo. Serve tão somente a interesses diferentes e sombrios que a própria vergonha que os impõe a revelação da falta de verdade. Os senadores, deputados, ministros cada vez mais ousados e dissimulados, vingativos e ardilosos nas manobras que fogem aos interesses da população que os elegeu. A lamentável marca desta legislatura é o cancro do conchavo e a ausência da vergonha mentindo com uma cara de pau nunca vista antes neste país. É óbvio que tudo que aconteceu ontem na CCJ não passou de dissimilação e mau-caratismo existe em um espaço reservado a todas as siglas em Brasília a fim de deflagrar um grupo de engravatados que quando não se preocupam com seus partidos, com suas alianças e conchavos, estão hipnotizados com seus próprios umbigos. O povo que se dane. Se ferre. A grande maioria dos partidos, sobretudo, os maiores perderam o poder de legislar e representar. Não atendem mais a expectativa do povo. Apenas servem como organismos de estrutura e condução ao preenchimento de cargos públicos e para alcançar as negociações que normalmente nunca definem uma ousada e verdadeira agenda política. Os pequenos partidos são, como sempre, engolidos e desprezados por sua insuficiência e baixo número de parlamentares. Parece que nesta nova conjuntura onde o Congresso Nacional orienta e dita o que deve ou não ser apreciado e votado, por certo pressiona a presidência da República contra a opinião pública, o Brasil adentrou numa ditadura institucional nunca visto antes, que golpeia de morte os direitos dos cidadãos, mascarando-se por trás das páginas desrespeitadas da nossa Constituição Federal. O poder outorgado aos deputados e senadores nunca deveria ter sido maior do que aquele investido ao Presidente da Nação. No país, estas configurações foram alteradas e ninguém se deu conta dessa derrocada abominável e degradante levadas a efeito pelos próprios paraistas. Enquanto o ex deputado Federal Eduardo Cunha movimentava as cartas na Câmara Federal, Renan Calheiros fez o mesmo papel no Senado da República, seguido pelo atual moribundo. A grande imprensa, comprada a peso de ouro pelos bandidos que ocupam as poltronas em Brasília, faz questão de blindá-los em todos os sentidos. Ontem, repórteres da Rede Globo, levando as notícias ao ar pela Globo News, só faltou um reporter dizer que a estratégia de Temer “vacilou”. Pasme. Por vez, outra surge numa manchete que referenda a ligação mesquinha entre o ex-Procurador da república Rodrigo Janot e Joesley Batista, o que teria ocasionado a inclusão dos peemedebistas e outros na investigação implacável da Operação Lava Jato. De qualquer forma, se fosse esta a única mancha nas carreiras políticas de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, este colunista poderia finalizar aqui feliz. Porém haverei de encerrar este texto sem antes afirmar que os dois são tão sujos quanto pau de galinheiro. Posar, como pousaram no passado, sobre a cadeira de presidente em ambas as casas, e inspirar e pousar para fotos históricas não os faz deles grandes parlamentares nem como homens honestos. Diga-se de passagem, dignidade não é coisa que se compra no supermercado. O que todos fizeram ontem na CCJ da Câmara seria de vexar a mais astuta e sorrateira raposa política do país. E-mail: cos.schneider@gmail.com

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Harmonia e Independência entre os Poderes

Preconiza o Artigo segundo da Constituição Federal do Brasil que os Poderes da República são independentes e harmônicos entre si. Significa em outras palavras que a harmonia deve prevalecer sob o regime das atuações restritas a justa moldura das competências e prerrogativas de cada titular em cada poder constituído. Ora como podemos perceber diariamente a prostituição do Poder Legislativo se curvando diante das polpudas verbas de gabinete distribuídas, harmonicamente, generosamente, pelo Poder Executivo a fim de assegurar a governabilidade de um presidente envolvido profundamente em atos de corrupção, formação de quadrilha, obstrução à justiça tudo custeado pelo dinheiro do contribuinte arrecadado a qualquer custo na forma de tributos. O Congresso Nacional, como prostituta de luxo do prostíbulo, se curvou diante dos caprichos do Executivo, se rendendo às tentações de abocanhar parcela significativa das verbas de gabinete sabe-se lá onde será aplicado. O Fato é que o Poder Executivo distribuiu a rodo dinheiro público para os vampiros plantonistas. Tudo em nome da democracia e da preservação do poder. O Exército brasileiro, segundo um de seus generais ou general comandante da Região Sul, mandou recado ao Poder Judiciário (que também está rendido aos caprichos da corte), para que este dê jeito afastando os corruptos da regência da coisa pública. Foi o mesmo que atirar palavras vazias ao vento. Nada mudou com as denúncias e nada mudará. O Brasil com seu povo anestesiado pelas paixões das telenovelas, futebol, carnaval, concentra ações passionais em todas estas áreas mundanas, mas quando é assaltado pelos gatunos da República, relaxa sem tomar atitude. Este país não vai mudar enquanto não houver tragédia. O Brasil precisa ressurgir das cinzas aniquilando grande parte dos covardes políticos que se alimentam da fragilidade da democracia e por de traz dela se organiza, a fim de produzir suas orgias insanas na representação popular. Seja partidos da direita ou da esquerda, o fato é que o Brasil há muito perdeu a referência de sua identidade social. Na política os protagonistas parlamentares, e poder judiciário dão mostras vergonhosas de suas deploráveis ações na condução dos mandatos e julgados. Seja legislando, seja julgando. Ninguém precisa ter conhecimento de leis ou saber quem são os deputados, senadores, governadores ou até presidente da republica. Basta olhar e sentir que o país está desgovernado e sem controle. Na parte educacional, entre 80 países pesquisados no planeta, o Brasil só fica atrás de países africanos como Uganda. Quanto ao Índice de Desenvolvimento, entre 188 países, o Brasil ocupa o 79º lugar tendo mantido sua performance este ano com mesmo patamar do ano de 2016, ano em que Temer assumiu o poder. As inverdades proferidas pelo Governo Temer e seus “puxa sacos”, faz o povo acreditar que a economia melhorou. Como pode a economia melhorar se a cada instante o povo se vê nas amarradas das ameaças das reformas políticas que restringe candidatos; reformas da previdência que escorraça o trabalhador e o povo em geral, sem emprego, sem educação, sem renda? Triste realidade vive o Brasileiro. Bilhões de reais são jogados no ralo do desperdício, enquanto o povo vem amargando cada dia que passa os dissabores do sofrimento, do abandono e da intolerância. E-mail:cos.schneider@gmail.com

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

O Estado Totalitário versus Povo Soberano

Sob a análise do título é de se perguntar: existe Estado sem Nação? Diante do que vivencia o povo brasileiro, claramente evidenciam-se características da existência do totalitarismo estatal sobre a supremacia do povo soberano. Seria exagerado afirmar que estamos diante do confisco patrimonial dos cidadãos imposto pelo Estado Brasileiro? A resposta merece algumas considerações que evidenciam sintomas da existência do socialismo velado. O comportamento do povo no Estado Totalitário celebra pacto entre os homens como se entre os homens, cada um dissesse ao outro: eu autorizo e cedo o direito que tenho de governar a mim mesmo a este homem (presidente) ou a esta assembleia de homens (Câmaras), sob a condição de que tu também lhe cedas o teu direito e autorizes igualmente as suas ações. Diante desta conclusão, verificamos que o povo brasileiro renunciou a sua autonomia no momento em que declinou de participar do Estado como povo soberano. Senão vejamos as consequências desastrosas vividas nos dias atuais. Alguém pode dizer que determinado imóvel é seu em definitivo? O automóvel? Conta bancária? Salário? Lucro? Claramente e sem pestanejar a resposta é um sonoro “Não”. A carga de tributos que incide sobre todas as nossas coisas é algo fenomenal. Morar em casa ou apartamento próprio, não isenta a todos das contribuições de melhorias realizadas pelo poder público cobrados dos proprietários dos imóveis; os impostos anuais como Imposto Predial Territorial Urbano – IPTU ou ainda para os imóveis em zona rural o ITR – Imposto Territorial Rural. Rendas? Nem se fala. Podemos dizer que salário ou outras rendas recebidas por cada um dos trabalhadores na prestação de serviços é de todo do seu titular? Sonoramente a resposta é não. Recai sobre estas rendas uma carga estratosférica de tributos, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Trabalha-se 4 meses e meio (4,5) do ano só para pagar impostos. Outros quatro meses, somente para pagar serviços contratados pelos particulares que deveriam ser custeados pelo Estado diante dos altos impostos, tais como uma boa escola, plano de saúde, segurança privada, rodovias pedagiadas, aposentadorias privadas. Sobram três meses e meio do ano para gastos pessoais nos quais ainda estão embutidos os impostos, taxas e contribuições. Será que o povo brasileiro vive um Estado Democrático de Direito ou vive um estado socialista bolchevista? O Brasil é um dos país mais injustos e de maior carga tributária do Mundo. Em contrapartida, oferece os piores serviços públicos, administrado por “gangsters políticos” sejam eles de qual partido for. Certamente nenhum dos membros ou integrantes das assembléias de homens se levanará em protesto contra as acusações que lhes são proferidas diariamente pela sociedade brasileira. O Patrimônio individual não são só nossos bens materiais tais como casas, terrenos, contas bancárias, rendas de salários, e por aí se vai. É muito mais que isso tendo em vista que a história das nações vem sofrendo grande impacto no relacionamento da sociedade com os políticos. Deixar de pagar impostos no Brasil, como IPTU, IPVA, IRPJ, IRPF, CSLL, PIS, INSS, ISS, IOF, ITR, IPI, ICMS, Contribuições de Domínio Econômico, entre outros muito mais, sujeitam os cidadãos perderem o que possuem dos bens pessoais e patrimonias, e muitas vezes, a perda da liberdade por conta das ações penais tributárias. Não existe “Estado” - Território, sem “Nação” - Povo. Mas se o povo é a nação tirando dela o seu “Leviatan”, como pode ele renunciar ao bem maior de permitir seu próprio flagelo? Onde está a falha? Todos vivemos uma pressão comunista e o Brasil já vive esta realidade há muitos anos sem se dar conta de tudo que vem acontecendo no país. Julgados e Julgadores, Legislados e Legisladores, não se confundem. Estes são a razão da existência em detrimento do que escolheram aqueles, ou seja, Legislados e julgados outorgam soberania aos Julgadores e Legisladores para em nome daqueles dizer como deve ser gerido o Estado. Pátria amada? Mãe ou madrasta vil? Seja lá o que for, o fato é que estamos sendo subvertidos ao comunismo sem nos dar conta da sutil manobra do poder político vigente em quase todos os povos do planeta, notadamente nos países Sul americanos. Que o diga o povo Venezuelano. Quando menos esperaram, desapareceu a Venezuela no mapa e dela nada mais ouvimos. O Brasil segue seu rastro, independente do partido que governa a nação. E-mail – cos.schneider@gmail.com

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Entre a Rosa e a Bomba

Em 1993 passou pela cidade de Novo Hamburgo um extraordinário indigenista e pesquisador das causas indígenas da América Latina. Autor da Obra “O Ocaso Sangrento”, Alceu Krug Ferreira, popularmente conhecido como Alfer, morou em Novo Hamburgo por muitos anos com sua esposa de descendência francesa, uma senhor muito simpática de olhos azuis reluzentes. Muitos anos depois de 1993, o encontramos na cidade de Ijuí onde nos hospedamos em sua residência, quando também abandonado por familiares muito próximos em um asilo nesta cidade. Por muitos anos o visitamos e ao final de sua vida, estava reduzido ao seu universo próprio isolado em seus devaneios e propósitos mal resolvidos e onde também foi a óbito. Conto esta pequena narrativa da maravilhosa experiência que tivemos em momentos de convívio comum entre cidadãos identificados com as causas sociais, razão da esperança maior que todos alimentamos, um dia respirar ares saudáveis, de um país livre do odor moribundo das togas que acobertam a tirania, a justiça tardia, envergonham a justiça, a justiça do corporativismo; livre da tirania política, das instituições fétidas habitadas por malfeitores que ao longo dos anos tem destruído os sonhos e a esperança de milhares de brasileiros, ávidos por dias melhores. O País vive em frangalhos. Um cenário patético de um Presidente da República repugnante, desenhando às sombras das artes de uma rosa, exalando um cogumelo da dor de destruição das bombas com efeitos piores do que as de Hiroshima e Nagasaki lançados em pleno terreno brasileiro a destruir a esperança dos milhares de brasileiros. O País vive em frangalhos, restos de uma república fratricida, coberta da imoralidade; de vampiros que na calada da noite erguem suas presas a sugar o sangue dos brasileiros insurgentes trazendo sob suas asas diabólicas, seus asseclas. Tal qual a esperança de Alfer em perseguir a preservação das culturas características das comunidades indigenistas, a sociedade contemporânea está almejando medidas protetivas das culturas que identificam os diversos grupos étnicos do país. Estas culturas estão ameaçdas ou, em ruínas. Revestidas das mais terríveis consequências sociais, a exposição das supostas artes no Santander Cultural, foi gota d'água da intolerância de quem reclama a tolerância. Arte é uma coisa e zoofilia, pedofilia é outra. Quem respeita pode esperar respeito e os limites da liberdade encontram fronteira quando a liberdade do próximo esta ferida. Se aos olhos dos adultos certas imagens causam impacto, por absorção de cenários, imaginem uma criança bombardeada, diariamente pela propaganda maciça do submundo da prostituição da violência! Nada se pode esperar desta geração senão, atos de absoluta insurgência civil. Por que expor a sexualidade alheia pouco representa aos olhos de outros senão a sua própria. Aliás, crença faz parte da cultura dos povos e, protegidos constitucionalmente como cláusula pétrea. Sequer pode ser atacada por emenda a constituição. Portanto, inadmissível diante do cenário da intolerância contemporânea, impor a sociedade, atos de vandalismos, de ataques, aos praticantes da fé cristã, judaica, hinduísta, budista, por desagradarem às diversas comunidades defensoras a diversidade sexual. A humanidade parece viver o reino do individualismo ao impor a outros a sua vontade ditatorial. A democracia que vivemos atualmente no país é das minorias e não das maiorias. Está na hora de rever estes conceitos, sob pena de fomentar cada vez mais o ódio e a intolerância. E-mail: cos.schneider@gmail.com

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O Desrespeito de Servidor Público ao Cidadão

O funcionalismo público muitas vezes é associado ao mau atendimento o que para a grande maioria da população brasileira não é novidade. Mas este estigma poderia estar com os dias contados se houvesse avançado projeto de lei que desde 2005 vinha sendo discutido no Congresso Nacional. O respectivo PL previa de que todo o servidor público que perseguir, constranger ou negar atendimento a uma pessoa durante o exercício de sua função poderia ser punido com multa ou prisão de até 2 anos e oito meses. Assim previa o Projeto de Lei 5270/05, que foi apresentado pelo então Deputado Federal Francisco Garcia (PP-AM), que previa a alteração da atual legislação imposta pelo Decreto-Lei 2848/40. Quem prestar atenção em cada vez que for a uma repartição pública, poderá notar que em um grande número de locais de atendimento ao público, cartazes pregados nas paredes ou painéis, ostentam ser ato criminoso o desacato do indivíduo que atentar contra este funcionário que estiver lhe atendendo como servidor da coisa pública, mesmo que usando artimanhas, má vontade, falta de urbanidade e até constrangendo muitas vezes os cidadãos por ele atendido. Que o digam alguns médicos peritos do INSS. Aliás esta semana foi inusitada algo que presenciei quando um cidadão entrou na sala do médico perito para ser por ele atendido, ao se apoiar com os dois braços levemente sobre a belíssima mesa com pés cromados e plataforma de vidro, o médico, no alto de sua soberba, apontou-lhe a artilharia verbal solicitou: o senhor não se apoie à mesa. Como se o cidadão fosse um leproso recém saído do vale da lepra ao tempo de Jesus Cristo em Jerusalém. Só para colaborar a hanseníase de hoje é a lepra de ontem.Porém o médico deveria realizar uma análise clínica para rastrear em que lugar sua lepra comportamental o afetou. O ato foi de afastá-lo da mesa para não sentir o cheiro da pobreza ou dos que dele necessitam. Ademais o mesmo médico atende a seus periciados ou periciandos com a porta aberto, algo que não é a toa que o faz. Pois bem. Os cartazes normalmente contém a seguinte frase: “Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa”. E citam o artigo 331 do Código Penal. Por vezes ele usa este expediente para ver se tira você do sério e você passa a ser infrator. O Código Penal já estipula punição para quem desacata funcionário público, mas não prevê pena para o comportamento do servidor soberbo e arrogante. Essa omissão, segundo o deputado, abre espaço para a intimidação de cidadãos que recorrem a repartições públicas. “São inúmeros os registros de agressões verbais de servidores contra usuários de serviços públicos que constrangem muito, principalmente os mais humildes e pobres”. Pois Pasmem, o PL foi eliminado ainda no nascedouro na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara. Me socorrendo de artigo publicado por Henrique Barros na plataforma do Jus Brasil, que sugere “tal criarmos um novo mecanismo de defesa ao contribuinte para que lhe sejam assegurados os direitos: Desacatar, humilhar, não atender, ser irônico, desrespeitoso de qualquer forma, em altos brados ou em silêncio, de forma contumeliosa ou não, o cidadão de bem que buscar os serviços públicos, pagos com a arrecadação de pelo menos um dos 85 tributos pagos por ele. Pena: Se o crime for cometido em: I – Hospitais, clínicas ou análogos: Ficar na fila por dois meses para não ser atendido, sendo estendido tal tratamento a todos os parentes em até quarto grau; II – Fóruns, Delegacias de Polícia, Receita Federal: Ter sua Declaração de IRPF retida pela “malha fina” pelos próximos dez anos, só podendo resolver qualquer problema em uma dos endereços de atendimento da Receita Federal munidos de todos os documentos expedidos durante sua vida, cópia autenticada e original, em 12 vias, realizando o agendamento pela internet de acordo com disponibilidade”. Parece muita soberba, proteger somente a quem deveria socorrer ao cidadão, que o sustenta. E-mail:cos.schneider@gmail.com

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O Poder sem legitimidade

Por diversas vezes nos ocupamos deste espaço para marcar território na seara política no tocante a autonomia do poder popular e sua representatividade no âmbito social. Não precisa ser qualquer tipo de gênio para sentir que estamos mergulhando na desesperança do tocante ao destino que o país vem tomando com cada mudança de governo. Não que os gênios possam prever o que acontecerá logo na proa, mas podemos todos sentir que muitas coisas estão erradas e não tenderão a melhorar até que o “Povo Soberano” acorde e tome as rédias para si como legítimo donatário do poder político do país. Consagrado está no artigo primeiro parágrafo único da Constituição Federal que “todo o poder emana do povo que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Quando a Carta Maior, ou melhor dizendo a Lei Maior atribui ao povo o destino da coisa pública, é preciso que o povo o exerça sob pena que alguém o faça em seu nome. Neste caso, não podemos reclamar do aumento da gasolina na calada da noite, dos juros bancários, dos péssimos Ministros que temos nos Tribunais Superiores, dos político safados mau caráter investidos como representantes do povo; da inflação alta; dos péssimos serviços prestados ao povo; das reformas mal empregadas na seara do parlamento e por aí se vai. Esta semana, mais uma vez, na calada da noite, o governo recebeu o seu povo com aumento de R$ 0,50 centavos em cada litro de gasolina, álcool e diesel, passando para R$ 4,00 o litro na bomba. Em aproximadamente um mês o aumento foi de R$ 1,00 representando mais de 1/3 do valor anterior a esta mudança toda. É preciso ter atitudes do povo que elegeu estes políticos ocupantes de cargos parlamentares e públicos, a fim de que lhe seja mostrado que não pode manipular a coisa público da jeito que querem. Se tivéssemos um judiciário coerente com a lei e que julgasse de acordo com a lei, não teríamos esta desesperança de manter bandidos no comando e bandidos de toga como juiz, desembargador e ministros da suprema corte julgando e decidindo de acordo com sua vontade. Esta semana o protagonista foi novamente o Ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal. Além de relaxar a prisão de bandidos do colarinho branco, agora começou a dar pitacos na ordem política sustentando que R$ 3,2 bilhões de reais era pouco para financiar as eleições de 2018, o que poderia abrir precedente para corrupção. Maldita hora que ouvimos tamanha aberração. Deveria o Ministro tratar o povo com mais respeito e não tratá-lo como trata seus capangas no Mato Grosso. Em primeiro lugar, até agora ninguém se dignou em trazer a luz dos cidadãos brasileiros, de onde virá o dinheiro a financiar a campanha eleitoral de 2018. Em segundo lugar, um país em frangalhos espalhando pena do alto do edifício, distribuindo desgraça no seio do povo brasileiro, a utopia, sustentando covardemente que o país precisa de reformas diante do mau desempenho da economia e da baixa arrecadação, a fim de recuperá-la. Com mais de 20 milhões de desempregados economicamente ativos (segundo dados do IBGE esta semana), é evidente que as indústrias não produzem, o comércio não vende, a prestação de serviços parada, os juros bancários aumentando, os produtos e serviços consumidos no balcão das operadoras como as Agências de regulação da telefonia, energia elétrica, transporte, etc, cada vez mais onerando o orçamento, vai fazer com que o processo de falência do país se encaminhe pela má gestão dos que foram, dos que estão e dos que virão a ocupar o poder. Até quando Povo Soberano?E-mail: cos.schneider@gmail.como

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O Voto Eletrônico e o Distritão

Havíamos comentado anteriormente em outro artigo aqui publicado envolvendo as urnas eletrônicas que estarão em cena novamente de outubro de 2018 para promover, com rapidez impar e desnecessária, um resultado nada animador diante do que virá nas próximas eleições. Basta uma navegada pelos principais sites do mundo para saber o que está em jogo nos países subdesenvolvidos e os propósitos envolvendo, principalmente os desprezíveis comentários de alguns jornalistas ou cronistas brasileiros, a dar sustentabilidade é este monstro binário oculto. O eleitor como se não bastassem as manobras diabólicas de bastidores do poder político, será contemplado com a apresentação de nomes a integrar as chapas de campanha em 2018 que serão compostos da velha e surrada política atualmente infestada tanto no Palácio do Planalto por conta da derrubada de um presidente legitimamente eleito, como nas fileiras do Parlamento. Mudam-se os anéis, ficam os dedos. Nenhum país do mundo se utiliza da engenharia de eleições digitais como a brasileira. Países como a Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos da América do Norte, Japão as máquinas utilizadas como terminais e de apuração de votos são proibidos. O difícil é fazer com que o povo entenda que ele é usado como animal que vai ao brete do abatedouro. Só vai para apertar os botões. O resultado, quem determinará será o sistema binário propriamente programado para eleger quem o sistema quer e eliminar a quem o sistema rejeita. Incrivelmente o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu a fragilidade das urnas e de sua vulnerabilidade, especialmente as vazadas nas eleições de 2014, quando foram encontrados vestígios de fraude na contagem dos votos e na apuração do resultado. Mas não tomou qualquer atitude a fim de coibir ou afastar a dúvida quanto ao processo da velocidade da contagem dos votos sob suspeita de toda nação brasileira muito menos permitir a impressão do voto. Em 2018 ainda teremos outro agravante voltado ao que chamamos de financiamento público de campanha. O cenário está desenhado, bastando apenas realocar as peças no tabuleiro e começar o jogo. A Emenda Constitucional instituirá o voto distrital e os candidatos serão os designados pelos partidos em lista fechada, em que será eleito o mais votado das legendas. Segundo, é a instituição de novo orçamento, destinando 3,5 bilhões de reais para serem jogados no ralo do desperdício das eleições. Até a presente data, embebidos pela idéia de acelerar o processo da votação, ninguém informou a sociedade brasileira de onde serão tirados os 3,5 bilhões de reais para o financiamento de campanha. Ademais, o lamentável retrato ainda emoldura outra situação constrangedora. O financiamento de campanha via empresas ou em forma de financiamento via caixa 2, como se viu nas últimas eleições. O financiamento público de campanha, em momento algum empresa segurança de que este método não seja usado. É evidente que as empresas que estiverem vinculados à sujeira na participação das licitações em prestar serviços públicos ao governo ou operar comercialmente com o poder executivo, não deixarão de destinar recursos, mesmo que velados, para financiar atividades políticas de seus candidatos preferidos. Quem duvida, por exemplo que instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil não destinem dinheiro para financiar seus generais a ocuparem cargos no legislativo para filtrar as votações de seus interesses? Vai saber! E-mail:cos.schneider@gmail.com