CORDILHEIRA DOS ANDES

CORDILHEIRA DOS ANDES
Complexo Hoteleiro localizado a 3 mil metros de altitude na Cordilheira dos Andes, na estação de sky Valle Nevado em Santiago do Chile - Foto 03.05.2012

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Hipocrisia de Plantão

Ao longo do processo de impeachment iniciado na Câmara Federal com a denúncia dos autores até o processo de admissibilidade pela mesa diretora votada domingo passado, se ouviu tanta hipocrisia dos plantonistas que causou nojo. Quem pensa que com a cassação de Dilmar Rousseff e a eventual posse do monstro do Michel Temer o País vai sair da crise está muito equivocado. O histórico do PMDB em nada recomenda grandes administrações para o país. Tal qual ocorreu com a morte de Tancredo Neves do PSB, quando assumiu o seu vice-Presidente José Sareny do PMDB, que só fez besteira. Elevou a inflação a patamares que chegaram a 80% ao mês. Salários corroídos pela inflação, poupança capenga e confisco de fazendas via Ministro da Fazenda Dilson Funaro. Veio a era Collor de Melo com seu estúpido e incompetente Vice-Presidente Itamar Franco também do PMDB. Confiscou poupança, prometeu caçar marajás e acabou cassado. Não tem como avaliar a estupefata administração de Itamar Franco do PMDB, para a grande maioria julgada desastrosa. Como todo plantonista oportunista, o PMDB volta a cena às custas de outro partido. Possivelmente Michel Temer substituirá Dilmar Rousseff. Não advogo em favor de um ou de outro. Sem medo de errar, Michel Temer é muito mais que um oportunista como chopim a espera do ninho da vítima para se esposar com ele. Alienígena pertencente a diversas entidades ocupando o comandando do país, o Vice Presidente, inescrupuloso, sai do ninho emprestando relêvo ao seu novo governo, oriundo da desastrosa administração da esquerda raivosa do país. O cenário criado no domingo passado com a votação da admissibilidade do processo de impeachment, foi hilariante. Dominados pela vaidade pessoal, pela inconsistência de discursos, os deputados federais gaúchos protagonizaram pífios visuais de comportamento e valores enlatados. Amargos pela sua natureza, o Deputado Federal Renato Molling parecia debutar no programa da Xuxa. Plantado ao lado dos microfones de votação, de minuto em minuto, com seu celular aos ouvidos, acenos, não se sabe se mandava beijinhos para a “mamãe”, “filhos”, “parentes” ou sabe Deus, o que mais. Ao certo de tudo, menos prestar atenção no que estava ocorrendo naquele instante em que país estava mergulhado na desastrosa crise de valores. Os mais bombachudos e tradicionalistas como Pompeu de Matos, seguiram a escola milenar de Pilatos, lavando suas mãos, entre a cruz e a espada. Ora, o povo pensa que elegeu representante leal às suas convicções. Não elegeu mais que um legítimo paspalho. Esta não é hora de se abster numa votação tão importante e sim de votar de acordo com sua convicção. Não honrou a bombacha que sempre vestiu, razão porque trocou a pilcha pelo terno e gravata. O setor calçadista merece estar no palco que se encontra. Lembro muito bem em 2014, quando nos habilitamos a concorrer a Deputado Federal a fim emprestar nosso compromisso com o setor coureiro calçadista. Os dirigentes da entidade da ABICALÇADOS nos excluíram do rol de prtendentes locais para Câmara Federal apoiando seus candidatos mais expressivos como Giovani Feltes e Renato Molling. Pela incompetência e pelo desrespeito, o setor vai continuar amargando suas seguidas derrotas políticas do país. Ora, ora. São sempre os mesmos que vão chorar ao leite derramado. Escolheram... e escolheram mal e continuam escolhendo pessimamente. Foi e continuará sendo assim por muito tempo. Povo sem virtude acaba por ser escravo. O País e o Estado, vive esta penúria pelas más escolhas políticas. O voto popular induzido por uma casta dominante de pilantras políticos e financiados pelo dinheiro sujo e eleitos com o voto “falcatrua” da urna eletrônica”, nada se espera senão mais confusão no horizonte. Com a saída da Dilma Rousseff, as desculpas virão dos que pousam hoje como salvadores da pátria, amanhã serão os hipócritas de plantão para dizer que a esquerda quebrou o país e a culpa voltará ao cenário dos antecessores sem construir uma faceta desenvolvimentista a fim de tirar o país da bancarrota. Tudo vai continuar igual. O que haverá, será uma maquiagem fúnebre de um país quebrado patrocinado por uma mídia sensacionalista recheado de hipocrisias e inverdades. Até quando? E-mial: cos.schneider@gmail.co

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Os Carrascos no Poder

A sociedade brasileira vive grande instabilidade política, sobretudo, de credibilidade derivada da corrupção, da ineficiência e do desrespeito à ordem administrativa e judicial. Cite-se, por exemplo, a cidade de Novo hamburgo, cuja determinada associação de classe da cidade como movimento contra a corrupção pretende instalar em Praça Pública da cidade um telão a fim de acompanhar neste domingo, a votação do “impeachment “ de Brasília contra a Presidente da República Dilma Rousseff. Particularmente não integro nenhum movimento relacionado a esta mobilização, pois o ato de eleger ou rejeitar um governante é no momento das urnas. Não estou aqui para julgar se o processo contra a Presidente da República é legal ou golpe. Segundo os organizadores do evento de Novo Hamburgo, afirmam de que o Prefeito da cidade teria proibido o uso da praça do Imigrante a fim de dar cabo a mobilização de chamar o povo da cidade para acompanhar o desfecho da votação de Brasília. É preciso destacar que nenhuma autoridade tem o poder de investir contra quem quer que seja contra o uso de espaço público pelas entidades sociais ou ainda por manifestações, desde que estas sejam pacíficas e democráticas. Golpe, é atentar contra a Constituição Federal. Prescreve o artigo 5º Inciso IV da Constituição que “´é livre a manifestação do pensamento, vedado seu anonimato”. Logo o livre convencimento e a livre manifestação dos cidadãos é prerrogativa inalienável e inarredável como garantia e direito fundamental. Quanto ao uso dos espaços públicos, outra norma consagrada universalmente em países democráticos. Elencado no inciso XVI do mesmo artigo 5º da CF de que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ou público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. A pergunta que se impõe é quem seria a autoridade competente? Do ponto de vista da administração da coisa pública, e da manutenção da ordem constitucional, parece que o Prefeito, o Governador, Presidente da República devem ser notificados das mobilizações, restritas ao ambiente de sua administração. Logo no caso de Novo Hamburgo, ou qualquer outra cidade, basta encaminhar expediente ao Prefeito da cidade a fim de dar conhecimento da mobilização com certa antecedência para que este possa tomar todas as medidas necessárias de segurança, controle e ordem da cidade. O povo brasileiro realmente está míope de suas responsabilidades e direitos de cidadania. De um lado, vai as ruas em protesto contra a corrupção, contra atos atentatórios aos bens públicos e contra tudo o que ai está despejado nas correntes noticiosas. Mas por outro lado, este mesmo povo, ao longo dos anos foi que elegeu estes péssimos carrascos do poder em todos os níveis do país. Sofrem os que não participam desta miserável escolha. O Voto é poder. A democracia é o governo do povo pelo povo e para o povo. Mas que povo é este que se vendo por um punhado de patacas, pintura de um muro, rancho as vésperas de eleições, fura sinal vermelha no tráfego, corta veículos pelo lado errado, xinga com o dedo em riste quem lhes desafia sob a supremacia da razão. Povo que elege com este comportamento, não pode ser verdade que seja o mesmo povo que queira a renúncia de seus governantes. O certo é que, se gritar “pega ladrão” em Brasília, não fica ninguém nem para apagar as luzes dos palácios. O cenário que o país vive, não se instalou hoje. Vem de há muitos anos. A lástima de todo o comportamento de políticos diante dos inflamados discursos tanto de plenário quanto de comissões é que todos tem um pedacinho de culpa por tudo o que ai está. Deveriam todos renunciar e marcar novas eleições com nomes totalmente estranhos de íntegros cidadãos. Talvez os vícios sejam sepultados e tenhamos um dia uma Nação. E-mal – cos.schneider@gmail.com