CORDILHEIRA DOS ANDES

CORDILHEIRA DOS ANDES
Complexo Hoteleiro localizado na Cordilheira dos Andes, na estação Valle Nevado em Santiago do Chile - Foto 03.05.2012

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CERCO AOS CONTRIBUINTES - I

A fúria pela arrecadação de impostos no Brasil chega à raia da loucura e da insanidade mental nos moldes da construção dos modelos e sistemas arrecadação no país. Não bastasse que os brasileiros tivessem sido contemplados com impostos suecos em troca de serviços africanos, agora serão monitorados de todo patrimônio, até mesmo durante o período do sagrado soninho. Se é que este vai permitir que o brasileiro durma em paz.
É importante saber que as contas bancárias dos brasileiros estão sendo monitorados pelo Governo Federal através do Banco Central do Brasil por um moderno sistema de processamento de dados apelidado de HAL. Uma espécie de cérebro eletrônico, que talvez seja o mais poderoso sistema que fiscalizará todas as contas bancárias de todos os brasileiros.
Desde a manhã do dia 07 de maio de 2009, no subsolo do Banco Central opera um monstruoso supercomputador com o propósito de processar todas as contas bancárias das mais de 182 instituições financeiras instaladas no país. Denominado de Cadastro de Clientes do Sistema Financeiros Nacional, foi apelidado de HAL pela turma de Brasília. Só para se ter uma idéia, na primeira carga de informações ao computador, o ato durou nada menos que quatro dias. Ao final do processo, haviam sido criadas nada menos que 150 milhões pastas diversas dos correntistas do país vinculadas aos respectivos CNPJ e CPF´s e aos nomes de seus titulares ou de seus procuradores.
Curiosamente em época de tão poucos investimentos no setor da educação, saúde e segurança, a inteligência artificial do HAL já consumiu quase R$ 20 milhões de reais. No mundo só há dois sistemas parecidos com o brasileiro: o da Alemanha e da França. Ambos são inferiores ao brasileiro. No sistema alemão, há uma defasagem entre a abertura de uma conta bancária e seu registro no computador de aproximadamente 6 meses. No Brasil, o prazo é de dois dias para o registro da abertura de um a conta corrente. Não é atoa que para chegar no sistema do HAL é preciso passar por três portas blindadas com código de acesso ultra especial.
O Super computador também promete ser ferramenta decisiva no caixa dois, no combate a sonegação, fraudes, lavagem de dinheiro entre outras modalidades de desvio de receitas. Inclusive juízes terão senhas de acesso imediato ao sistema, sobretudo, para bloqueio de contas bancárias em execuções judiciais de toda ordem. Será que ainda seremos donos de que é nosso?
Antes da chegada do HAL, o judiciário, ao solicitar a quebra do sigilo bancário, emitia nota intimando o Banco Central para informar dados em 24 horas sob pena de prisão. O Banco Central, por sua vez, era obrigado a encaminhar ofício para 182 instituições financeiras, solicitando informações sobre determinado CPF ou CNPJ. Multiplicado por aproximadamente 3 mil pedidos diários, representam 546 mil pedidos de informações cadastrais de contas bancárias, à espera de meio milhão de respostas.
A partir da estréia do HAL, com um simples apertar de botão, COAF, Ministério Público, Polícia Federal, qualquer juiz tem acesso a todas as contas bancárias que os cidadãos e empresas possuem em território brasileiro. Isto vai resultar em média de 1 milhão de informações diárias através do uso do sistema do HAL. A partir do próximo ano o fisco brasileiro começa a cruzar mais informações e num prazo médio de dois anos, todos os brasileiros estarão checados, desde que tenham CNPJ e CPF via on-line. Seguiremos no próximo artigo com este assunto, pela sua importância. Blog. www.carlosotavioschneider.blogspo.com E-mail: cos.schneider@gmail.com

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Fúria Arrecadatória

As práticas na arte da leitura revestem-se de fundamentos também na emissão de juízo vinculado aos temas abordados pelos mais diversos veículos de comunicação do mundo. Aqui nesta coluna, não é diferente. Cada artigo é elaborado baseado em fundamentos políticos, em fatos que marcam a vida dos cidadãos. Por certo a exposição pública da linha de pensamento dos colunistas de um modo geral, estabelece a corrente de pensamento que o relaciona ao texto. As fontes de informação, da coleta de dados também são produzidas a partir de pesquisas em institutos e entidades voltadas a fornecer dados às entidades do gênero com o fim de buscar a melhoria nos serviços públicos, se para tanto existe interesse.
Faço este comentário em razão dos inúmeros questionamentos recebidos, tanto em nosso blog (www.carlosotavioschneider.blogspot.com) quanto nos artigos deste colunista referente à fonte de publicação dos índices publicados em nosso artigo de 02.10.2009 sobre saúde pública. Importante ressaltar, as fontes sobre serviços públicos deveriam estar disponíveis em sítios dos órgãos governamentais para todos os cidadãos brasileiros, principalmente em homenagem ao princípio da publicidade. Mas não é assim que funciona, lamentavelmente.
Em palestra proferida pelo Doutor e Professor Germano Schwartz em uma universidade da região, dia 11 de setembro de 2009, sob o tema Saúde Pública e o Direito, trouxe amplo debate sobre o caótico quadro da saúde pública que vive a população do País. Aliás, inadequado o termo “saúde pública”, vez que o ente estatal mais patrocina a “doença pública” levando à loucura aqueles que necessitam do sistema único de saúde. Assim, fonte da informação é trazida em grande parte dos debates pelas entidades do setor e, tem com o objetivo alertar as autoridades públicas para o problema, e propor a construção de novo modelo de assistência social da saúde.
A matéria sobre saúde pública ainda repercute vez que é muito séria a questão da bancarrota do setor no Brasil. Contudo a imagem divulgada pela mídia paga, a alto custo é bem diferente e, o dinheiro que se gasta não é outro senão aquele recolhido pelos escravos do poder chamado “cidadão-contribuinte”. Aliás, é fácil gastar o que é do povo. Neste mesmo sentido, o insigne colunista Políbio Braga (www.polibiobraga.com.br), de quem recebemos honrosa referência em sua coluna do Correio do Povo, sobre o nosso artigo publicado semana passada envolvendo o problema saúde pública. Em sua coluna, questiona também os gastos realizados nos jogos Panamericanos, e agora nas Olimpíadas, eventos que recebem sabidamente subvenções de toda ordem, enquanto os serviços públicos essências, repousam moribundos no leito da esperança da população brasileira incrédula. Que situação vive este País!
Outro registro especial também à Vereadora Maria Isabel Scherer Port do PMDB de Linha Nova de quem este colunista recebeu honrosa referência em sessão plenária da Câmara de Vereadores, semana passada. São referências que exigem o rigor da responsabilidade na exposição de temas afetos a toda sociedade.
Dito isso, não bastasse a fúria arrecadatória dos bancos na cobrança de tarifas bancárias que segundo noticiário da CATVE de São Paulo da apresentadora Salete Lemos, só o Banco Bradesco teve no primeiro trimestre de 2009, lucro de um bilhão e setecentos milhões de reais. O assunto da fúria arrecadatória é tão sério neste país que chega à raia da loucura. Agora, o governo federal está implantando um dos mais modernos sistemas de vigilância patrimonial dos contribuintes do país com vistas a surrupiar e controlar o patrimônio dos contribuintes, de cujo matéria vamos nos ocupar no próximo artigo. E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Mercados das Fraudes

Uma das virtudes mais importantes na construção de valores do ser humano é o respeito com o próximo, seguido de seu lapidar comportamento no convívio social. Deve se um cuidado especial na diferença do “social” para o “socialismo”, pois, coisas diversas.
Estaríamos à beira de instituir no seio da sociedade política brasileira a permissão do pregão das fraudes a partir da mudança de paradigmas? O preço que os brasileiros pagam pela corrupção nos remete a uma profunda análise de comportamento dos representantes do povo a partir do momento que todos são chamados a decidir os rumos da nação através do voto.
A final, o voto é poder? Se “poder”, cabem medidas, urgentíssimas a fim sacudir a sociedade da “pátria amada brasileira” na adoção de ações políticas (e não bélicas) para extirpar as perversas práticas de fraude que se instalou no país, a partir da instituição do Estado Novo. E faz pouco tempo que saímos de um regime de governo militar.
Já são incontáveis os eventos danosos aos cofres do país, postos em evidência pelas instituições vigilantes brasileiras como as do Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil entre outras, envolvendo práticas políticas administrativas internas e externas dos governos nas três esferas do poder instituídas pelo Estado Republicano.
O Enem, exame nacional para avaliação do ensino médio dos estudantes do país, que seria realizado neste sábado e domingo, foi suspenso por suspeita de fraudes. Pasmem fraude no Enem! As “falcatruas” interessam aqueles que a utilizam para o patrulhamento ideológico abusivo ou ainda, pior, a venda dos gabaritos.
São também inúmeras as fraudes em processos de licitação do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Conforme comentou ontem nosso colega Dr. Valney Vargas de Porto Alegre, foram apontados mais de 40 processos em certames licitatórios, suspeitos de fraude que nada mais é senão desvio ou dissonância da ordem legal, moral, econômica.
Nos processos do FUNDEB - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – ainda há muito que investigar. Os recursos do Fundo deveriam ser destinados a financiar a educação básica (creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos). Mas não é bem isto que acontece. Embora sua vigência tenha data marcada para desaparecer 2020, atende, ou pelo menos deveria atender os mais de 47 milhões de alunos em todo país. Será que o aporte de recursos federais ao Fundo que em 2008, beirou os R$ 3 bilhões foram realmente utilizados para os fins previstos? Certamente não! Milhares de crianças e adolescentes foram prejudicados pelo desvio imoral destas receitas. Suspeita-se que campanhas eleitorais tenham consumida boa parte destes recursos. Muitos se lembram do ano de 2007 quando alguns dirigentes de partidos políticos, entre eles o Partido Social Cristão – PSC, além de prefeitos, empresários mal intencionados negociaram a merenda escalar em nossa região. Imaginem o resto deste imenso País.
Poderíamos continuar enumerando uma lista interminável de fraudes, desvio de receitas para os mais diversos fins, menos para as quais instituídas. Entretanto, o que fazer para amenizar tais inconvenientes? Seria utopia aspirar ao fim destas práticas abomináveis. Contudo o anestésico processo de assistir impávido, escândalo sobre escândalo, praticados contra a sociedade brasileira, às custas dos impostos, merece ação reacionária a fim de demonstrar que o poder emana do povo e, em nome dele deve ser exercido. Se diferente, certamente estamos diante da prática do crime de “estelionato” eleitoral. O voto certamente é a solução.
E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Saúde Pública Brasileira

Fato curioso que ronda os ares de Brasília (e que não são só aviões como diz o pré candidato a Deputado Estadual Eugênio Spier da cidade de Picada Café) é a possibilidade de votação para instituir uma nova modalidade de CPMF no país. Aliás, já pagamos tão poucos impostos, mais um não faria tanta diferença (sic). Há que se registra que em nome da saúde pública são praticados os mais perversos crimes que causam arrepio ao mundo internacional. Claro, são práticas da própria administração política ao permitir além da bancarrota no atendimento aos pacientes em hospitais, a falência do sistema no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde, sobretudo nos postos de atendimento e hospitais. Sucateamento que transformaram os hospitais em estaleiro para humanos. Ainda somada a esta grave deficiência a péssima remuneração paga aos profissionais do setor em todo país, fato que empresta motivação a migração dos profissionais da área para o setor privado.
Sabe-se que o País teve recorde de arrecadação com as contribuições previdenciárias obrigatórias recolhidas pelas empresas aos cofres públicos, fato que alias contribuiu para amenizar o déficit da Previdência Social do Brasil. As receitas líquidas (descontadas as transferências a terceiros, como Sistema S) atingiram R$14,4 bilhões no mês de maio de 2009, considerado pelos técnicos fazendários como o melhor resultado obtido em 14 anos.
Assim mesmo, a pressão política do Ministro Temporão, da Saúde, reclama diariamente da falta de verba para o setor, sugerindo a insistente volta da CPMF incidente sobre as operações bancárias, rubrica esta derrubada no início do ano. Quando da vigência da CPMF, os Ministros deveriam ter se posicionado na época de forma a exigir dos governos, tanto do Governo de Fernando Henrique Cardoso quanto do Presidente Lula as verbas decorrentes da arrecadação. Não o fizeram. Em vez disso os ministros se posicionaram como vítimas na ausência dos repasses, chegando em muitos casos a defender a instituição de outra tributação previdenciária, sob a denominação de Contribuição Social para a Saúde, a fim cobrir a bancarrota patrocinada pelos governos no setor de saúde pública brasileira, apesar dos recordes de arrecadação.
Pois bem... Diante do caótico quadro da falência do modelo de gestão na saúde pública, mesmo diante do volume recorde na arrecadação federal, extraímos alguns dados estatísticos de órgãos internacionais que nos fazem coçar a “orelha”. O melhor modelo de gestão em saúde pública comparado entre 125 países consultados no mundo vem de um país do gelo que é a Finlândia. Um país com uma população de 5,1 milhões de habitantes cuja dimensão geográfica é de 3.335 milhões quilômetros quadrados, com 61% de sua população vivendo nos centros urbanos. O segundo lugar é ocupado pela França, país que tem inovado no sistema de gestão na saúde de seus habitantes. O Brasil, de dimensão continental, com uma população beirando os 200 milhões de habitantes, ocupa o 123º lugar, a frente do Haiti e outro país de origem africana. Chega-se a triste conclusão de que, enquanto se compra aviões novos, viagens internacionais de custos estratosféricos, campanhas eleitorais que consomem cifras astronômicas de dinheiro, a saúde pública entra em colapso. Os cidadãos que dela se utilizam pedem socorro aos quatro ventos. Somos induzidos a acreditar que neste país, de tantas desigualdades sociais e regionais, de um povo que só quer que seu governo os respeite e apliquem os recursos que lhe são subtraídos, aos fins que se destinam. Será que isto é pedir demais? Cobra-se dos cidadãos brasileiros impostos tipicamente suecos em troca, recebem produtos e serviços africanos. Será que o próximo voto mudará os componentes do tabuleiro do cenário político brasileiro? Esperamos que sim.. E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Poder Embriagado

Cada pessoa tem uma história a ser contar quando vale apena contá-la. Algumas são cheias de motivações, outras de lamentações e tem aquelas que ficamos pasmos ao compará-las com a construção do caráter de cada indivíduo, sobretudo quando se trata de comandar uma legião de indivíduos no exercício embriagante do poder. Sim, o poder transforma, corrompe, embriaga na medida do despreparo para ocupá-lo.
Renomados jornalistas internacionais que desempenham suas atividades profissionais em Brasília, sofreram represálias e processo de expulsão por qualificar o Presidente da República de “pinguço”. Exagero ou não o fato é que o Presidente Lula, assim como muitos outros parlamentares brasileiros comemoram seus feitos com as “melhores castas de destilados” importados do mundo.
Antes, o cidadão “Lula” proferia seus discursos sob os efeitos de uma boa cachaça, quando ainda metalúrgico. Hoje, como presidente da nação brasileira, seus discursos sofrem os efeitos dos “destilados globalizados”. São duvidosamente contraditórias suas posturas e exposições filosóficas, próprio de quem tem posicionamento antes do poder e outro no poder, senão vejamos.
O hoje Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e, ontem líder sindical, não poupou criticas ao metralhar seus opositores do Bolsa Família criado em seu governo. Sustentou numa solenidade em Belo Horizonte no mês de junho deste ano, com o dedo em riste disse que “alguns dizem que o bolsa família é uma esmola, assistencialismo, demagogia e vai por ai a fora”. Continuou no palco com seu improvisado e inconveniente discurso esbravejando ao sustentar que “tem gente tão imbecil, tão ignorante, que ainda fala que o Bolsa Família é deixar as pessoas ainda mais preguiçosas porque quem recebe o Bolsa Família não quer mais trabalhar”. Um discurso inconveniente, pois replicou suas próprias argumentações de líder popular quando ainda não havia conquistado o poder. No ano de 2000, em entrevista concedida à TV Educativa de São Paulo, o então presidente de honra do PT, pré-candidato à presidência da república, no auge de seus devaneios, resolveu desafiar o povo qualificando-o de ignorante porque estaria votando com a barriga e não com a cabeça. Disse ele na entrevista que “lamentavelmente no Brasil, o voto não é ideológico, as pessoas não votam partidariamente e lamentavelmente você tem uma parte da sociedade, que, pelo alto grau de empobrecimento, é conduzida a pensar pelo estomago e não pela cabeça. É por isto que se instituiu a cesta básica, por isto se distribui tantos ticket de leite. Porque na verdade isto é uma peça de troca em época de eleição. Assim você despolitiza o processo eleitoral. Assim você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou ao Brasil, tentando distribuir bijouterias e espelhos para ganhar os índios. Eles distribuem alimentos. Você tem como lógica, a política de dominação que é secular no Brasil”.
Qual é o verdadeiro Lula? Aquele como presidente de honra do PT de 1995 a 2000 ou o Lula de hoje, no comando do país dos “índios”, distribuindo “bijouterias” e “espelhos” para ganhá-los em épocas de eleições?
Razões não faltam para que o povo brasileiro mantenha-o no poder, sobretudo, os adoradores da Lei de Gerson. Aqueles que querem tirar vantagem em tudo. Salvo melhor juízo, o Presidente da República deve merecer nosso respeito pela posição que ocupa. Porém está na condução de um país destroçado pela mentira, corrupção, impunidade e incredulidade. Não bastassem os bilhões de reais atirados ao ralo do desperdício pelo vício da corrupção, somos induzidos a acreditar que o País é modelo de administração com um governo popular. De popular não tem nada, pois não se pode aplaudir um modelo de gestão pública, sobretudo, na saúde que ocupa hoje o 123º lugar num total de 125 países consultados no rancking mundial. Mas isto é outra conversa da qual vamos nos ocupar do próximo artigo. E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vida de Gado Povo Marcado

O Rio Grande do Sul, país dos gaúchos, comemora em setembro de cada ano, sua data mais importante desde a criação da Província de São Pedro. A história em realidade é um pouco diferente da contada em prosa e verso nos cantos e contos. Os fatos reais ocorridos no cenário de guerra foram alterados ao longo dos 174 anos que separam aquela peleia de lutas, brutas e feias com os dias de hoje.
O que era para ser um movimento social a fim de derrubar a Monarquia no Brasil, tornou-se evento na construção de uma nova República, independente, separada da comunhão brasileira. O desrespeito e os desmandos no Rio Grande, sob o comando do então Governador nomeado pelo Império Fernandes Braga, eram motivos gritantes a justificar a insurgência. “Serviram nossas façanhas de modelo a toda terra”.
Nos palcos das tempestades da Bacia do Prata, o Uruguai, até então anexado ao Rio Grande do Sul se declarou independente do jugo brasileiro e argentino a partir da Declaratória de Independência da Banda Oriental em 25 de agosto de 1825, aniquilando com a Província Cisplatina.
Os primeiros passos haviam sido dados na esperança dos gaúchos, que viviam na província de São Pedro acompanhar os feitos de seus co-irmãos platinos, diante da perversa política brasileira imposta aos gaúchos. A Ponte da Azenha em Porto Alegre, fez derrubar na noite do dia 19 de setembro de 1835, os primeiros pica-paus, como eram chamados os soldados monarquistas. No dia 20 de Setembro de 1835 foi a tomada do Palácio Piratini, pelos revolucionários farroupilhas comandados por Bento Gonçalves da Silva, Honófre Pires, José Gomes de Vasconcelos Jardim entre outros.
A Revolução Farroupilha, como todos a conhecem, se encaminhou para o terreno da “Guerra Farroupilha” a partir da Proclamação da República Riograndense em 11 de Setembro de 1836, feito histórico do Coronel Comandante da Primeira Cavalaria do Império Brasileiro de Fronteira, Antônio Fonseca de Souza, conhecido por “Zeca Neto”. O ato da proclamação da República Riograndense, que comemoramos hoje, repercutiu mais tarde no Uruguai com a celebração do Tratado de Canguê, assinado em 21 de agosto de 1838, reconhecendo, oficialmente, o Rio Grande do Sul como país. Agora os dois países neófitos, declaram guerra contra a Argentina e Brasil como inimigos internos e externos de ambas as repúblicas. Ao final, o Tratado do Ponche Verde de 1845, põe fim à guerra, mas não devolve o território gaúcho ao Brasil. Mas aí já é outra história. O fato incontestável é que o Rio Grande do Sul, de acordo com sua bandeira oficial, continua território ocupado pelo Brasil.
Como explicar aos filhos e netos gaúchos, da existência de uma República dentro de outra? Ou seria apenas a “República de Parvadomus”? Não há como confundir o dia 20 de setembro como dia do gaúcho apenas. Reverbera nos feitos históricos um sentimento de unidade entre homem e território.
Aos heróis farroupilhas rendemos nossa homenagem neste início de Semana Farroupilha. Contudo devem estar se removendo no túmulo diante das desonras submetidas. Salvo melhor juízo, se o Rio Grande do Sul peleou e se declarou independente do Brasil, como justificar a presença da bandeira do Brasil nos desfiles de 20 de setembro, bandeira inimiga da guerra farroupilha?. Plagiando o compositor e cantor brasileiro “vida de gado, povo marcado, povo feliz”, o desfile de 20 de setembro, que deveria ser um culto à Pátria se transformou num grande “show business” ao estilo “country. Aliás até a Inglaterra reconheceu a República dos Pampas oficialmente em 23 de março de 1845, através do Tratado de Livre Comércio entre a República Riograndense e o Reino Unido.
Perdoem-me o termo “estupro” porém cabe no contexto atual diante do ato de violência que vem se praticando contra a memória da história gaúcha. A Pátria da República Riograndense, como inscrito na bandeira gaúcha, não se reveste apenas de assinaturas e papéis, mas também de cicatrizes e batalhas em homenagem ao sangue farroupilha derramado em solo da República Riograndense!
Salve Pátria Amada Gaúcha. . E-mail: cos.schneider@gmail.com Blog: www.carlosotavioschneider.blogspot.com

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Lobo em Pele de Cordeiro

O colega e criminalista Doutor Cassiano Devit da cidade de Porto Alegre se mostrou impressionado esta semana com as insanidades patrocinadas pela televisão brasileira, sobretudo, as barbáries da Rede Globo de Televisão e suas afiliadas.
Nada mais surpreende aos cidadãos desta terra tupiniquim quando se está incrédula dos valores que constroem a história de uma nação. Não se sabe ao certo se os políticos fazem escola à distância com o mundo do crime ou se irradiam seus efeitos para os demais setores que comandam o país. São técnicas “cotidianas” despejadas e espelhadas pelas telinhas da Rede Globo a invadir os lares brasileiros diariamente numa tarefa sutil de lavagem cerebral.
De um lado, o Governo Federal, em reiteradas mentiras imoral, farrista, afirmando que o lucro do petróleo do pré-sal será investido na pobreza do Brasil. Sim, na pobreza do país e não aos pobres do país, o que é diferente. Alguém já ouviu falar a bolsa de valores investirem em pobreza? Algum político já investiu em pobre? Quando o faz é em troca do voto na manutenção e edificação do curral eleitoral. Outra vez, repete-se a imoralidade! A descoberta do pré-sal deveria motivar a todos os brasileiros exigirem do governo, gasolina mais barata e de melhor qualidade. Aliás é sintomático o desvio de conduta da política econômica do país. A Petrobras está proibida de ser investigada das falcatruas patrocinadas pela farra da gastança de Brasília. A gasolina brasileira é uma das mais caras da América Latina. O dólar, em queda livre, mantém elevado o preço da gasolina sem reduzir o custo nas bombas de abastecimento aos consumidores brasileiros.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, um bando de guerrilheiros subversivos receberam mês passado do Governo Federal R$ 143 milhões. Dinheiro destinado a patrocinar a invasão de terras, degolando pessoas, estuprando mulheres no campo, mutilando animais se utilizando de crianças como escudos humanos em suas ações de guerrilha, tudo à luz dos olhos beneplácitos da imprensa local ou nacional. Vergonhoso comportamento das autoridades do país que o resto do mundo se questiona de como os brasileiros conseguem viver em tamanho lamaçal.
Enquanto o MST se utiliza das crianças como escudos humanos, o Sport Clube Internacional de Porto Alegre, foi punido esta semana pela CBF com multa de R$ 150,00 pelo fato das crianças acompanharem seus ídolos na arena desportiva em cada partida de futebol pelo Campeonato Brasileiro. A Rede Globo, patrocinadora dos jogos, ao requerer a intervenção da CBF, sustentou que as crianças, inocentes criaturinhas que Deus presenteou a cada casal deste maravilhoso povo, estariam “sujando”, “poluindo” as transmissões desportivas.
Lobo em pele de cordeiro. Se de um lado, as crianças a embelezarem os palcos desportivos, esbanjando carinho, afetividade, amor, são punidas na limitação no acompanhamento de seus ídolos nos estádios de futebol, acusadas, (pasmem), de “poluidoras”, as imagens da Rede Globo, estariam também, “sujas” pelas lucrativas exposições de crianças no suspeito programa “criança esperança”? Já não bastassem algumas igrejas venderem indulgências em pleno século XXI, agora também são induzidos a acreditar nesta marmelada da CBF e Globo? Até que ponto chegou a fobia pelo lucro. Pois se antes os GAÚCHOS tinham dúvidas quanto a seriedade desta emissora, desta vez não resta dúvida que a legião de capetas solta espalha, em nome do lucro, a discórdia. Que se pague R$ 150,00 de multa aos clubes de futebol dos gaúchos, do que contribuir com qualquer valor no programa “criança esperança” que engordam ainda mais as polpudas contas bancárias daquela emissora, a fim de que as crianças continuem embelezam os gramados de futebol pelo amor as cores da República Riograndense e pelo clube e ídolos que as acolhe.
E-mail: cos.schneider@gmail.com