CORDILHEIRA DOS ANDES

CORDILHEIRA DOS ANDES
Complexo Hoteleiro localizado na Cordilheira dos Andes, na estação Valle Nevado em Santiago do Chile - Foto 03.05.2012

domingo, 17 de março de 2013

Precatórios e o Pagamento de Tributos

Entre os noticiários destacados desta semana, relevo se empresta para o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI da Emenda Constitucional 62 de 2009 - EC62 levado a julgamento pelo STF que apreciou os vários vícios de inconstitucionalidade da referida emenda, entre os quais, a dilatação do prazo de 10 para 15 anos para que os devedores públicos paguem seus débitos judiciais. Não causa surpresa a decisão da Suprema Corte que só poderia se confirmar nesta direção, ou seja, a de declarar inconstitucional deste vergonhoso instituto constitucional editado sob pressão política dos entes federativos, pelo Congresso Nacional dilatando o prazo para pagamento das dívidas com a sociedade brasileira. No Rio Grande do Sul, um veículo de comunicação resolveu decidir pelo governo estadual a forma mágica de liquidação dos precatórios bem como atribuir grau de dificuldade enfrentada pelo estado em solver seus débitos judiciais a partir da nova situação determinada pelo STF. É hilariante a matéria veiculada ontem em seu periódico e além de estúpida. Em primeiro lugar, o autor da matéria deste veículo de comunicação, cujo nome do grupo preferimos manter no anonimato, deveria saber que o julgamento da matéria ainda não terminou. Embora o STF tenha apreciado o mérito da EC62 sobre os precatórios é preciso dizer, antes de tudo, que paira modular os efeitos da decisão, ou seja, é preciso que o STF diga agora a partir de quando os efeitos da decisão serão exigidos pelo império jurídico brasileiro. Com referência ao prazo de pagamento, a correção dos créditos judiciais e a exigibilidade dos mesmos terão seus efeitos modulados, ou seja, o STF deverá se pronunciar para dizer se os efeitos do julgamento serão “ex tunc” ou “ex nunc”. Em outras palavras, se a decisão terá efeitos pretéritos, desde a data da edição da EC62, ou se os efeitos valerão a partir da data da publicação do acórdão. Obviamente que uma norma declarada inconstitucional, ela é considerada uma norma “nati morta”, ou ainda para outros “ab ovo”. Seja que efeitos que serão atribuídos pelo STF a sua decisão de colegiado, o fato é que no Rio Grande do Sul a Secretaria dos Precatórios acusa a pendência de mais de R$ 6 bilhões de precatórios orçamentado, vencidos e impagos cujas cifras, em nosso entender, não correspondem a realidade do Estado. Na condição de conselheiro do CDES RS, encaminhamos ao Senhor Governador Tarso Genro em 27 de outubro de 2011, documento contendo estudo sobre a utilização dos precatórios por empresas instaladas em solo gaúcho que se utilizaram dos créditos judiciais por cessão de direitos, para pagamento de tributos tais como ICMS e IPVA. Neste mesmo expediente, sugerimos ao Governador para que a Secretaria da Fazenda fizesse levantamento do volume de valores utilizados por estas empresas que se utilizaram dos precatórios pendentes de pagamento para solver seus tributos e que estes fossem levados ao encontro de contas. Baixa-se o total de ICMS compensado e se reduz o inadimplemento e o Governo por sua, vez baixa seu estoque de débitos. Simples... Muito simples. Aplica-se o instituto da compensação do art. 156, II do CTN. Feito o despacho ao Secretário pelo Governador, aquele não avançou sobre o tema, cujo documento repousa em alguma de suas gavetas. O volume de precatórios inserido no montante do débito anunciado pelo Estado como inadimplidos, merece nossa rejeição devendo haver novo cálculo a partir do momento em que o Estado tiver apurado o volume de créditos judiciais utilizados em reais para pagamento de tributos. A resistência para o procedimento do encontro de contas nos leva a suspeitar da existência do locupletamento via peculato e do envolvimento de agentes administrativos estaduais em omitir tal realidade para aquisição dos créditos de terceiros por aqueles por informação privilegiada. O Pagamento ou a compensação como queiram, insistimos, são formas de extinção de créditos tributários pelo uso dos precatórios estaduais, orçamentados, vencidos e impagos nos termos da Monografia que apresentamos em 2011 ao Instituto Brasileiro de Estudos Tributários – IBET, por ocasião da conclusão do curso de Pós-Graduação em Direito Tributário matéria que foi submetida a banca da Escola Paulista do Direito Tributário. A possibilidade existe, é prevista em lei e constituição e merece ser prestigiada em razão do sério problema do inadimplemento e de ser uma das formas de liquidar o elevado passivo devido pelo estado a partir do encontro de contas entre contribuinte de fazenda pública estadual. Basta querer pela vontade política antes que a dívida seja federalizada e a União proceda o pagamento em troca do encontro de contas via Fundo de Participação dos Estados o que só aumentará a já impagável dívida mobiliária do Estado com a União. E-mail: cos.schneider@gmail.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

A Emenda Constitucional 62 e o Calote dos Precatórios

Aqui na capital de todos os brasileiros, além de me sentir um estrangeiro (por-que o desprezo aos gaúchos em Brasília é de contar uma longa história) senti mais uma vez a vergonhado de alguns dos Ministros do Supremo Tribunal Federal com honrosas exceções. Em Plenário esta tarde dia 13.03.2013 assisti ao julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 62/2009 patrocinada pela Ordem dos Advogados do Brasil pela existência de vícios formais e materiais, também conhecida como emenda do calote dos precatórios. Para melhor compreender, esta Emenda a Constituição aumentou o prazo de 10 para 15 anos o pagamento das condenações judiciais impostas pelo Poder Judiciário em sentença transitada em julgado contra os entes Políticos (Estados e Municípios) derrotados nas demandas judiciais. Da condenação é emitido um requisitório do precatório contra os entes políticos para que estes valores entrem no orçamento dos Estados e Municípios a fim de pagarem suas obrigações judiciais que antes era de 10 aos agora por força desta emenda, passou poara15 anos. Com um brilhantismo magistral o Ministro Luiz Fux deu uma aula sobre a matéria em seu voto e votou pela inconstitucional na grande maioria dos pedidos feitos pela OABDF na ADI. A MInistra Rosa Weber seguiu o voto do Ministro Luiz Fux e do Ministro Relator Ayres Brito que se aposentou no final do ano passado, porém remanesce seu voto proferido em Plenário uma vez que já havia votado sobre a materia. A grande frustração novamente ficou por conta dos votos dos Ministros Teori Albino Zawascki e do Ministro Dias Tofolli que mais uma vez protagonizaram equivoca-das manifestações em seus respectivos votos sustentando a constitucionalidade por integral da EC 62, votando em sentido inverso da maioria do colegiado da Corte Constitucional. O Ministro Teori Albino Zawascki sustentou em seu voto que o Legislador Derivado, aquele que emenda a constituição, tem os mesmos poderes do legislador originário, aquele que redige a Constituição Federal em sua forma originária, aquele que pode tudo não estando submetido aos rígidos controles da constitucionalidade formal e material. Embora a sessão tenha se encerrado com o voto do Ministro Joaquim Barbosa que presidiu a sessão de hoje, o Decano Ministro Carlos Velloso destacou em seu voto que "o Congresso Nacional pode muito, mas não pode tudo". Pensei cá para mim em rasgar meu suado diploma ao ouvir o voto do Ministro Teori e com isto passar a contestar meus Mestres de Direito Constitucional dos tempos de academia no Curso de Direito. Foi uma grande surpresa para os presentes no Plenário. O Ministro Tneófito sustentou em seu duvidoso voto de que não havia vício de origem na elaboração da Emenda a Constituição de número 62 e que contra o Estado não nenhuma forma de execução forçada de seus débitos judiciais. A grande maioria dos Ministros seguiram na esteira do Ministro Relator Ayres Brito quando do seu voto como relator no julgamento da EC62. Esta Emenda Constitucional autoriza os Estados e Municípios a pagarem seus precatórios corrigidos pelo índice oficial da poupança, dilatou os prazo para pagamento de 10 para 15 anos e infringiu as Garantia e Direitos Fundamentais da Pessoa Humana fazendo com que os credores dos precatórios levassem seus titulos para o túmulo. Vale lembrar que o Ministro Teori Zawaski foi nomeado ano passado em empossado este ano. Em igual sentido, o Ministro Dias Tófoli em seu desastrado voto seguiu na mesma direção do Minstro Teroi. Ainda bem que foram votos vencidos. Na próxima sessão será julgado se é constitucional o prazo de 10 para 15 anos. A depender dos neófitos Ministros, o Estado continuará a praticar a triste irresponsabilidade do calote dos precatórios se traduzindo na vergonha nacional. Esperemos que justiça seja feita e que os votos do Ministro Ayres Britto (Relator) e do Ministro Luiz Fux prevaleçam sobre os demais a fim de corrigir esta triste realidade brasileira. E-mail: cos.schneider@gmail.com

segunda-feira, 4 de março de 2013

Apertem o cinto que o piloto sumiu

Ao ler o artigo na Veja hoje dia 05.03.2013 (Edição2311, Pg. 60) sob o título "Gente o PIB sumiu!" retrata o que comentei ontem foi objeto do meu artigo publicado neste blog, retratando com solar clareza que mudanças precisam ser feitas com urgência no universo da economia mundial, sobretudo, brasileira. Em 2009 quando o então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou formalmente os "olhos azuis" pelo desastre econômico da economia européia (se fosse atacar qualquer afrodescendente neste tom estaria respondendo processo penal por discriminação racial) ele, no auge de sua "inteligência" afirmou de que o governo brasileiro assumiria as rédeas da economia do país e tentou estender seus afiados tentáculos pela América do Sul e África. Se deu mal. O Presidente Ivo Morales lhe tomou os investimentos da refinaria construída pela Petrobras na Bolívia. Por seu turno, Hugo Chavez lhe acariciou as costas para as suas pretensões ocultas uma vez que para um bom entendedor político, sabe que quando o sabonete do banheiro cai o perigo extravasa limites. O resultado aí está. O ano de 2012 foi catastrófico para o crescimento econômico brasileiro que teve crescimento do PIB em minguados 0,9% quando a projeção do Ministro da Fazenda Guido Mantega era que este índice permanecesse entre 3,5% a 4% ao ano. Neste ano, o Brasil viverá outra grande agonia com o PAC II cujos investimentos, ou seja, os recursos destinados aos Programas de Aceleração do Crescimento II não chegaram a 20% do valor orçamentado. A economia do país cresceu para aqueles que não vivem a realidade brasileira, ou seja, vivem em gabinetes fechados longe do palco da realidade do mercado econômico. É a tecnocracia de gabinete. Exempla clássico foi o registro exagerado no crescimento dos gastos do governo ano passado em mais de 3% enquanto que as famílias brasileiras tiveram o endividamento real em mais de 3% também. Para 2013 o melhor é apertar o cinto diante das turbulências econômicas a vista. Em sentido inverso, e aqui nos causa grande preocupação é a alarmente fuga de capitais privados estrangeiros para investimentos em território tupiniquim que foi de 4% negativo ano passado. Na mesma direção, o Brasil perde em média mais de 200 empresas anualmente por conta da fusão ou incorporação de grandes indústrias nacionais arrebanhadas pelas empresas estrangeiras, causando impacto estratosférico e nada animador sobre a economia do país. Ainda nesta seara, a triste e lamentável constatação do problema da corrupção com o desvio recursos pesados do erário público para os mega investimentos em estádios e arenas desportivas que acolherão espetáculos esportivos da copa do mundo de 2014 patrocinados pelos suados impostos recolhidos aos cofres da nação pelo otário do contribuinte. A chaga causa forte dor e se não curada a tempo, o câncer tomará conta do corpo doentio do país. É preciso que a sociedade brasileira se mobilize e não continue fazendo de conta que o assunto não é com ela. Não baste ser a mulher de Cesar. Tem que parecer a mulher de Cesar, ou seja, não basta ser eleitor, é preciso ser eleitor e exercer o direito da cidadania. E-mail: cos.schneider@gmail.com

domingo, 3 de março de 2013

Competitividade entre Nações

Na seara da competitividade econômica entre nações a complexidade de fatores que determinam o rumo da economia de cada ilha econômica é de amplo espectro de e de destacada importância. Não quero aqui entrar no mérito enunciando os fatores de produção elencados por Karl Marx além dos critérios do mais valia por ele adotado no processo industrial. É preciso estabelecer um novo paradigma econômico dos mercados, ou seja, traçar uma nova teoria da vantagem competitiva entre nações. Escrever sobre este tema é muita ousadia nos dias atuais. Grande parte dos debates travados nos dois últimos anos no Pleno e nas Câmaras Temáticas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo do Estado do Rio Grande do Sul foi sobre a “desindustrialização” do Brasil a partir da abordagem das desvantagens econômicas adotadas pelo país e impostos ao setor produtivo indistintamente. Creio que o cenário traçado seja um pouco alarmista. É possível que a migração das plantas industriais ocorra de um lugar para outro, porém não é só em razão dos elevados custos que recaem sobre a produção, ou então pelo complexo modelo tributário adotado pelo país como mencionado enfaticamente nas câmaras temáticas do setor produtivo. Certamente outros fatores muito mais relevantes merecem destaque. Evidentemente que um emaranhado de tributos pagos pelo setor produtivo sempre irradia efeitos sobre o consumo. A Alemanha, por exemplo, possui carga tributária talvez em grau maior que a Brasileira o que não deve servir de parâmetro para justificar tal prática no país tupiniquim. Embora viva a crise econômica, o velho continente se reveste de forças outras a fim de restabelecer seus habitas na adoção de novas medidas em tempos atuais e futuros. O Brasil como destacada sétima economia mundial e octagéssima oitava posição da qualidade de ensino, promete geração futura nada animadora. Entretanto, os paradigmas existem para serem explorados. O Brasil há muito vem se destacando entre os países planetários com temeroso comportamento. Os encargos suportados por tanta corrupção, desvios impunes de recurso arrecadados pelo erário, a falta de políticas públicas de propósitos claras, o não cumprimento das atribuições das instituições governamentais, refletem na vantagem competitiva entre nações. Qual, então, a questão crucial a ser analisada? O volume de exportações? Os índices de crescimento econômico? Onde ficariam os índices de crescimento social? O nível de educação? O grau de confiabilidade das instituições representativas da “pátria mãe gentil”? Para encontrar tais respostas será necessário focalizar não só os aspectos econômicos em seu amplo espectro comportamento. É precioso focar na construção do tecido social envolvendo, sobretudo, o grau de ocupação nos parques industriais específicos bem com seus diversos segmentos produtivos. Quando se evidenciam tais aspectos, relevante destacar os recursos humanos na formação da massa trabalhadora absorvida pelas industrias de transformação, embora a tendência global seja inexoravelmente pela mecanização das tarefas repetitivas. Assim sendo, devemos iniciar o ano pensando em novos paradigmas para o crescimento econômico do país, sendo que os fatores de produção por si só, não são suficientes para evidenciarem os padrões comercias planetário. Grande parte do comércio mundial se dá entre nações industriais com avançada adoção de fatores semelhantes, ou seja, não é só de exportações que vivem as nações e seus parques industriais. De tal modo as mudanças de paradigmas devem necessariamente navegar pelo processo da mudança tecnológica, pelas dotações de fatores comparáveis, transitar pelo processo da globalização (leia-se universalização) como linhas de uma nova conduta na teoria da vantagem da competitividade nacional. Não será nada fácil, tratando-se de Brasil, entretanto, vale a pena somar esforços para tentar derrubar dogmas principiando por uma profunda mudança política no país. E-mail: cos.schneider@gmail.com

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mobilidade Urbana da Capital dos Riograndenses

A Cidade de Porto Alegre, capital de todos os gaúchos e gaúchas, será sede de algumas partidas de futebol da Copa do Mundo que se realizará no ano que vem no Brasil, necessitando com urgência a solução de uma série de problemas relacionados a mobilidade urbana além da infraestrutura e logística envolvendo os modais de transporte na terrinha dos maragatos e ximangos. Confesso que as grandes capitais comandadas por administradores que geram minúsculos e confusos resultados em sua administração se rendem aos caprichos da popularidade, vez mais quando as instituições não governamentais, vozes vivas da sociedade, mais atrapalham que auxiliam na sugestão e solução dos problemas sociais. A recente questão da derrubada de árvores para alargamento de vias públicas, próximo a Usina do Gasômetro as margens do estuário do Guaíba em Porto Alegre é uma demonstração de que, a sociedade exige as obras de melhoria, mas impõe restrições a si mesma. Quando o Poder Público após detida análise dos impactos ambientais, resolve tomar atitude a fim de executar as obras para melhoria do tráfego de pessoas e automóveis na capital, enfrenta, desta feita, a intolerância e a falta de coerência das organizações não governamentais tentando impedir os necessários avanços neste setor. É coisa de bicho do mato ou gato angorá sem qualquer ofensa aos bichinhos. A barbárie e a loucura do trânsito de Porto Alegre iniciam nos acessos, não importando de que lado se chega. O tão desejado e necessário anel rodoviário está abandonado. O trem ou o bonde ou terrestre poderia ser boa parte da solução da mobilidade de Porto Alegre. Ademais, com tantos automóveis despejados no mercado de consumo a cada ano, é necessário que as grandes cidades e a maioria das rodovias estaduais e federais sofram urgente reestruturação a fim de adequar a infraestrutura e a demanda da logística não só para a capital, mas para todo o Estado do Rio Grande do Sul e do Brasil. Chego a conclusão que nós humanos somos o nosso próprio problema. Primeiro porque neste modelo medieval da democracia representativa, de representatividade democrática nada tem. A obrigatoriedade do voto é a síntese da imposição eleitoral ditatorial. Vota-se no administrador público, elege-se os incompetentes, tanto para o executivo quanto para o legislativo e, passados os anos do mandato, verificada a incapacidade dos legisladores e dos administradores públicos, e diante do maravilhoso mundo da corrupção, na volta das eleições, os mesmos incautos se elegem, pelo mesmo voto que os criticou e denunciou. Dá para entender. Somos o nosso próprio problema. Se o voto é democracia e se a democracia é poder do povo para o povo, porque o povo sofre tanto com tantos corruptos nos cargos públicos? Entra eleição passa eleição os mesmos problemas, os mesmos políticos, os mesmos eleitores e os mesmos cargos em comissão. Até quando? Não existe critério plausível a ser admitido que justifiquem a eleição de tantos incompetentes. Eles, os eleitos sabem de suas fragilidades, mas não admitem tais fragilidades. “O povo que se lixe. Eleito, farei o que der e o que não der darei desculpas mesmo que mesquinhas e esfarrapadas”. Os bobos da corte encenam o teatro no palco das eleições quando o eleitor vai as urnas eletrônicas brincar com os botãozinho em cada eleição. O resto a máquina faz, destina o voto, indica quantos serão desviados do candidato “X” para o candidato “Y” e, quantos serão eleitos e quem será eleito. Assim o dever da “democracia” não será mais dever e o exercício democrático. Será a imposição para que os cargos mais importantes da administração pública sejam ocupados pelos abomináveis oradores de plantão manipuladores dos ainda crédulos e interessados eleitores. Enquanto isto, somos compelidos a acreditar que os problemas de mobilidade urbana não tem solução ao passo que a solução está nos problemas que a sociedade impõe a si mesma. E-mail: cos.schneider@gmail.com

domingo, 17 de fevereiro de 2013

As Tempestades Aéreas nos Céus do Brasil

Ante o reinício ritualístico de cada ano, o país só volta a produzir a partir da festa pagã do carnaval momento em que o povo se deleita sob as orgias do prazer, da dança e do ópio (sim, porque todos se extasiam diante da festa mais popular do Brasil). Durante o mês de janeiro, viajando pelo Nordeste brasileiro, a triste realidade dos aeroportos fica escancarada. “Não só de pão vive o homem”, ou seja, não só da aviação vive o país mas o desenvolvimento econômico e social passa necessariamente pela infraestrutura e logística do país que tem como meta crescer em torno de 4,5% em 2013. Inquestionavelmente as tempestades que pairam sobre os céus das companhias aéreas no país, são turbulentas. Pela retrospectiva do merco aéreo, controlada até bem pouco tempo pela DAC – Departamento de Aviação Civil e, hoje ANAC, nos permite afirmar que a aviação no Brasil sofre do vírus das falências e das mutilações, tal como a aviação Argentina. O Brasil da Transbrasil, da Vasp, Cruzeiro, Varig era servido nacional e, internacionalmente pelas gigantes da aviação brasileira cuja competitividade crescente no mercado nacional e internacional se tornava cada vez mais evidente. A Varig – Viação Aérea Riograndense, foi a última extinta patrocinado por séquitos plantonistas governamentais ávidos por abocanhar a fatia de mercado pertencente a ela. A Aviação brasileira tinha na extinta Varig (sobraram pedaços no mercado que vem se arrastando para se sustentar) a escola de aviação brasileira com ramificações no mercado mundial servindo em muitos casos como pontos de embaixadas no exterior aos brasileiros. Ora... A aviação não se cria sólida no país por razões políticas. Há quem diga dos reflexos da má gestão de algumas companhias aeres extintas que vinham operando no mercado econômico brasileiro como no caso da Varig e da Vasp de Canhedo, sofreram as consequências da intervenção governamental pela sua extinção. Pode até ter contribuído quando já em situação letal constituída. Entretanto há que se destacar que um ex-deputado, arrebanhado pelo seu “caráter” prestativo. como chefe do gabinete da presidência da república do governo Lula, processado pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 (leia-se mensalão), patrocinou nos bastidores do mercado financeiro a extinção da escola de aviação civil no Brasil. Aliás tivesse sido cumprida uma decisão judicial irrecorrível vencida pela Varig em processo tributária em que o governo foi derrotado, teria se mantida operando no mercado sólida. O patrocínio das tempestades sobre a aviação civil no Brasil, não pararam. Operando em situação crítica com o arrasto das demissões em massa, a Gol vem espremendo o sangue de sua estrutura administrativa e financeira a fim de se manter no mercado como sucessora da antiga Varig em quase toda sua estrutura. A TAM, cujo o envolvimento societário de ex-ministro do governo federal resolveu correr para não sofrer as mesmas consequências das companhias anteriores falidas, se associando a LAN Chilena. Aliás, frize-se que o ano de 2012 foi o ano do maior número de falências dos últimos 15 anos. A única companhia aérea que opera no azul até o momento a custa planejamento de longo prazo, é a Azul. Com quase 80% dos voos servindo o mercado nacional, sobretudo, o aeroporto Viracopos está sob sua senda. O fato é que a realidade da aviação civil do Brasil não é nada animadora, bastando ver as fusões de companhias aéreas nacionais e internacionais criando as gigantes da aviação com qualidade de serviços e estrutura cada vez mais comprometedoras, sobretudo, quando se aproxima a realização dos jogos olímpicos, copa do mundo e a atração de novos investimentos econômicos brasileiros. Queira o Grande Arquiteto do Universo que se tenha uma nova visão política a deitar sobre a aviação brasileira e que os órgãos governamentais não sejam as determinantes do afastamento de novos investimentos no país como tem se constatado nos últimos dois anos como vem ocorrendo. E-mail: cos.schneider@gmail.com

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Diapasão do Minuano

Passamos alguns dias em férias no litoral nordestino a beira de muita beleza natural mas também a beira de muitas dúvidas no dia a dia do nordestino, principalmente de pessoas que para lá foram para buscar um ambiente diferente do habitual. Lindas são as paisagens marítimas, ambientais que Deus desenhou e emprestou para aquela região. A natureza exuberante e generosa acolheu em seu seio um povo que ainda não se deu conta da generosidade divina. Infelizmente a sujeira depositada nas areias brancas das praias de Maceió não se limitam apenas a copos plásticos, garrafas “pet”, latas de cerveja, canudinho de plástico e assim por diante. Não é só este o lixo que incomoda, sobretudo, aos turistas quando passeiam pela orla. As areias brancas e Pajuçara e Ponta Verde, duas praias muito badaladas de Maceió, certamente enfrentarão dura e dramática realidade para os próximos dias de carnaval que deverá por em xeque as opções dos turistas pelas praias citadas, principalmente com a aproximação da Copa do Mundo. Nos finais de semana, sobretudo, agora como dito acima, época de carnaval, possivelmente, tanto os naturais da região do Nordeste quanto alguns turistas se utilizam de forma indisplicente dos coqueirais, das areias de beira mar para depositarem a urina nestes locais causando insuportável mau cheiro aos que transitam pela calçada exuberante a beira mar, principalmente pelas manhãs que se iniciam por volta das cinco horas piorando na medida que o calor aumenta. Não é comum encontrar um grande volume de festeiros ancorados nos ambientes de beira mar. Tão pouco o indesejado aglomerado de alto-falantes depositados nas calçadas, como aqui nas praias do litoral gaúcho, com seu produto de detonar os tímpanos em decibéis na grande maioria acima do permitido. Mas as latas de cervejas são trazidas a rodo e consumidas ao longo nos dias de finais de semana. As festas nordestinas, sem dúvida, são animadas. Assim como o gaúcho que não precisa de motivo para preparar um bom churrasco nos finais de semana, o nordestino também só precisa da sanfona, um bumbo e o triangulo para balançar os finais de semana. Conta em prosa e verso o sertão e o sertanejo com exaltação de lampião, da traição, do abandono, etc. Extravasa alegria mesmo desafinado. Aliás, a regra é animar e embalar o povão. A música? Ora, não importa e o que importa e o que basta é ter ritmo animado. O que interessa mesmo não é a mensagem, o conteúdo para o coro de vozes sociais se o que importa é o ritmo. Seja ele forró, hip-hop, axé, funk entre outros. O que importa é que com a animação, com o ritmo, o consumo desenfreado de bebidas empresta paisagem degradante a beira mar com o lixo atirado ao longo da orla. Fugindo um pouco ao tema, há quem diga que o atual modelo do capitalismo patrocina a selvageria. Será? Parece que argumentos não faltam às vozes em defesa da tese empírica. No caso da música, o que importa é dar ritmo a um trio elétrico e no rastro deste as gravadoras emprestam a publicidade necessária como forma de alcançar lucro fácil, imediato independente da qualidade do trabalho melódico. Sujeira a parte, sujam os ouvidos as harmonias desajustadas. Música a parte, urinar nas areias das praias, tem como consequência a dor de cabeça as turistas por conta do cheiro insuportável da urina. O que importa em contraste a este cenário é que o consumidor continue consumindo toneladas e toneladas de latas de cerveja, refrigerantes, e consumidas, jogadas a céu aberto sob o olhar beneplácito do poder público mesmo sob o argumento da limpeza urbana diária. Voltando aos festeiros, nada mais eloquente que plagiar Zé Ramalho em uma de suas canções quando exalta a massa como “vida de gado, povo marcado povo feliz”. A vida dos brasileiros se resume a isto: vida de gado fracassado. Não conhece uma realidade melhor. Aos que ousam crescer, investir no país, contestar os modelos econômicos e tributários correm o risco de todas as tempestades, a partir de critérios capitalistas mal construídas e que certamente continuarão a produzir eco feito “diapasão do minuano” cujos efeitos estão longe de serem conhecidos. E-mail: cos.schneider@gmail.com