CORDILHEIRA DOS ANDES

CORDILHEIRA DOS ANDES
Complexo Hoteleiro localizado na Cordilheira dos Andes, na estação Valle Nevado em Santiago do Chile - Foto 03.05.2012

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Previsão Nublada sobre as eleições de 2014.

Pairam muitas dúvidas sobre os principais eventos que deverão marcar o ano de 2014 no Brasil que certamente repercutirão no palco econômico, político e, sobretudo, o social. Não vamos pormenorizar os efeitos decorrentes das mobilizações sociais ocorridas este ano por ocasião da realização da Copa das Confederações, que trouxeram ao solo brasileiro sete países que disputaram a competição desportiva internacional. Porém vamos nos ater o que poderá ocorrer numa competição desportiva envolvendo de um lado 31 países que disputarão a Copa do Mundo Fifa e de outro as eleições brasileiras, evento que deverá ocorrer finalizado o evento futebolístico. Dependendo do resultado da copa, nenhum exagero em dizer “talvez ocorram” as eleições de 2014. Numa recente reunião de plenário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social no Palácio Piratini, perguntei a um dos políticos presentes da possibilidade de ele concorrer em 2014 a reeleição e se havia clima para tanto. A resposta foi meio desconcertante. Disse-me que não sabia se haveria eleições em 2014. Exageros a parte, a conjuntura política conspira em favor da afirmativa de nosso interlocutor, visto que, o Congresso Nacional se encarregou às pressas e sob o esforço sobre natural em votar a mini reforma política com vistas a vigorar a nova legislação eleitoral já a partir do ano que vem. Longe de uma reformulação do formato “eleições” desejada por todos os cidadãos ou cidadãs brasileiros (as), deveriam principiar pela rejeição ou banimento da urna eletrônica e com o instituto da reeleição. Temas que merecem severas críticas no cenário político brasileiro da maneira vigente. Estes institutos são em boa parte, as razões do caos, dos vícios da corrupção, da prepotência, da formação corporativista, formação de quadrilha com as reiteradas reeleições gerando seus efeitos. Retomando o tema eleições 2014, algumas propostas reverberam nos bastidores políticos no centro do país. Setores do governo sustentam a possibilidade de um mandato tampão de dois anos, visto que a minirreforma política pretende unificar todas as eleições no país, desde os prefeitos e vereadores até presidente da república, deputado federal, estadual, governador e senado. A leitura da proposta governamental dispõe dois vetores que podem levar a uma eleição de dois anos, em forma de mandato tampão ou, a perversão melhorada do resultado do mensalão, a prorrogação dos atuais mandatos por mais dois anos. Será? Vejamos. São justificadas as razões de ambos os postulados. Para os que apostam no mandato de dois anos a partir das eleições de 2014, seria tão somente para harmonizar lapso de tempo para unificar as eleições gerais para 2016. Para o outro grupo, como ninguém sabe ao certo que tipo de mobilização social poderá ocorrer em 2014 durante a realização da copa do mundo, o governo estaria preparando o antídoto social. Nenhum tumulto violento da massa populacional é cenário favorável a qualquer eleição, especialmente para os partidos investidos do poder. Logo, uma intervenção enérgica, repressiva sobre as mobilizações do tecido social será conveniente a fim de manter a ordem pública, afastando do palco eleitoral, razões motivadoras suficientes para que a segunda opção entre em vigor. Mutatis, mutantis, não se pode rejeitar nenhuma das possibilidades, visto que a instabilidade política e social é flagrante que só vem se agravando com as reiteradas manobras do governo central e da omissão das instituições republicanas brasileiras de suas responsabilidades. As peças do tabuleiro do xadrez estão postas. E-mail: cos.schneider@gmail.com

domingo, 15 de setembro de 2013

A Pátria de Bombacha

Uma das poucas senão a única obra que retrata com fino detalhe as narrativas da Historia da Revolução Farroupilha é a de Alfredo Varella “A História da Grande Revolução” editada em 1933 cuja obra está totalmente disponível para download no endereço http://www.pampalivre.info/ Uma obra de 6 tomos da qual nos socorremos do tomo 3 para extrair uma das mais belas páginas da história deixada para os memoriais da história do verdadeiro povo da Pátria das Bombachas. Vivemos a cada ano o dia do festivo palanque gaúcho, ou seja, o 20 de setembro que se reveste da tez dos insurgentes cujas energias vibram ainda que se tenham passados mais de 168 anos de história republica no continente Sulista. É assim que descreve Alfredo Varella à página 219 a 221 de sua obra que neste momento histórico me permito compartilhar com todos, com a grafia original da época, face o processo de aculturamento do Riograndense na imposição dos ritmos dos pagodeiros. “Joaquim Pedro, o grave e austero dos primeiros soldados da liberdade na fronteira, deu a voz de apear, e, dispondo a força em quadro, passou ao centro, de onde, altisonante a bocca do guerreiro, se ouvia a leitura da seguinte proclamação: ‘ Bravos companheiros da 1ª Brigada de cavallaria. – Hontem obtivestes o mais completo triunpho sobre os escravos da corte do Rio-de-janeiro, a qual invejosa das vantagens locaes da nossa Provincia, faz derramar sem piedade o sangue de nossos compatriotas, para deste modo fazel-a presa de suas vistas ambiciosas. Miseraveis! Todas as vezes que seus vis satellites se têm apresentado diante das forças livres, têm succumbido, sem que este fatal desengano os faça desistir de seus planos infernaes”. Na mesma senda “São sem numero as injustiças feitas pelo governo. Seu despotismo é o mais atroz. E soffreremos calados tanto infâmia? Não, nossos compatriotas, os riograndenses, estão dispostos como nós, a não soffrer por mais tempo a prepotência de um governo tyrannico, arbitrário e cruel, como o actual. Em todos os ângulos da Provincia não soa outro ecco que o de INDEPENDÊNCIA, REPÚBLICA, LIBERDADE OU MORTE. Este ecco, magestoso que tão constantemente repetis como uma parte deste solo de homens livres, me faz declarar que proclamemos a nossa Independência provincial, para o que nos dão bastante direito nossos trabalhos pela Liberdade, e o triunpho que hontem obtivemos, sobre esses miseráveis escravos do poder absoluto”. Finaliza a proclamação “Camaradas” Nós que compomos a 1ª brigada do exército liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a Independencia desta Provincia, a qual fica desligada das demais do Imperio, e fórma um Estado livre e independente, com o título de República Riograndens, e cujo manifesto ás nações civilizadas, se fará competentemente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez: Viva a República Riograndense! Viva a Independencia! Viva o exercito republicano riograndense! – Campo dos Menezes, 11 de setembro de 1836 – Antônio de Sousa Netto, coronel commandante da 1ª brigada”. Descreve Alfredo Varella dando conta de “vibrarem os ares abalados, muitos minutos, por enthusiasticas, unanimes acclamações, viva maneira com que a hoste de cidadãos armados manifestava o seu festivo e vehemente apoio á gloriosa iniciativa do bravo paladino e guia da Idea liberal! Assim aceita pela fração do exercito ali existente, a nova fórma de governo, procedeu-se a 12 a uma outra ceremonia; em que, de accordo com os estylos, se deu regular estabelecimento ao que firmava o rasgado voto do pugilo de livres a que as circumstancias conferiam a suprema representação da vontade soberana do povo da Provincia”. Nos anais da história ainda se faz relevante o que transcrito na ata do novo grêmio republicano face aos eventos ocorridos dia anterior. Consta no dito registro que no “dia 12 do mez de setembro do anno de 1836, no acampamento volante da costa do rio Jaguarão, achando-se a brigada em grande parada, estando presente o coronel commandante da mesma, Antonio de Sousa Netto, officiaes inferiores que subscreveram, por unanime vontade destes a da tropa dita, foi declarado que – a Provincia do Riogrande de ora em diante se constitue livre e independente, com o título de “República Riograndense”, não só por ter todas as faculdades para se apresentar entre as demais nações livres do universo, se não também obrigada pela prepotência do Rio-de-janeiro, que por tantas vezes tem destruído seus filhos, ora deprimindo sua honra, ora derramando seu sangue e finalmente desfalcando-a de suas rendas publicas. Por todos os motivos que se declararão em a próxima reunião da Assembléa nacional constituinte e legislativa, protestam ante o ser supremo do universo, não embainhar suas espadas, e derramar todo o seu sangue, antes que retroceder de seus principais políticos, proclamados em a presente declaração”. Neste dia 20 de setembro, data do gaúcho e da Pátria de Bombacha, cujo povo gaúcho continua sendo humilhado, não pelo Rio-de-janeiro, mas desta feita por Brasília e sofre calado. A missão de cultivar raízes em todas as matizes, é nossa missão histórica. Sejamos os caudilhos para não deixar aos nossos filhos a herança da Pampa pobre. E-mail: cos.schneider@gmail.com.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Estado dos Políticos

O cidadão brasileiro está desacreditado de praticamente de todas as funções do Estado independente do seu governante. A extraordinária capacidade do poder público de se abster das suas prerrogativas de função e de seus deveres impõe diversos questionamentos cujas respostas talvez não sejam animadores. O Parlamento, que já não atende mais os anseios dos cidadãos, se tornou ambiente de negociatas do Poder Executivo demonstrados pelos números da economia. O Poder Judiciário, último reduto do cidadão quando sente ameaçado o Estado Democrático de Direito, segue a risca os ensinamentos de Pilatos fazendo de conta que sua força impositiva esbarra em demandas inócuas ou quando muito, improdutivas. O Brasil, a exemplo do Rio Grande do Sul perde todos os anos em média duzentas empresas altamente qualificadas para grandes grupos econômicos internacionais ou transnacionais. Nesta esteira, o Estado Gaúcho empresta relevantes argumentos no deslocamento do parque industrial a outras regiões do país, numa guerra fratricida sustentada entre estados federados. A prática de migração dos polos produtivos em busca de outros nichos de produção tem condão de competitividade, na geração de tributos, produção de bens de capital e consumo bem como ocupação da mão de obra. Nos anos 90 da década passada, o Vale do Rio do Sinos perdeu num único ano cerca de cem mil postos de trabalho no setor coureiro calçadista. Número que assusta ainda mais quando extraídos do mercado internacional por conta das atividades econômicas do setor. Em 1992 a exportação brasileira somou mais de US$ 2 bilhões em calçados patrocinando um significativo resultado na balança comercial. A partir de julho de 1994 com a implantação do Plano Real, o caos se instalou por conta de sucessivos erros políticos, econômicos e fiscais tributários, momento em que o país se preparava para as eleições de 1995. Neste ano, Antônio Brito do então PMDB, eleito Governador do Estado sucedendo a Alceu Collares do PDT, inicia um dos maiores programas de privatização do Estado com a venda das estatais como a Companhia Riograndense de Telecomunicações – CRT, parte da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE, privatização da malha rodoviária num duvidoso programa estadual de concessão de rodovias cujos contratos que vencem este ano não forma renovados pelo atual mandatário do Estado. Na mesma esteira o suspeito programa de demissões voluntárias – PDV enxugou as contas do Estado mas não pagou os precatórios pendentes. Poder Judiciário pouco ou nada pode fazer para sanar esta realidade até porque sempre é provocado quando da ofensa às normas, leis, costumes, etc. O Poder Legislativo, ninho da sucuri, apostou suas fichas erradas. O Rio Grande do Sul vive o estado da letargia, da inércia, a tal ponto que o calote dos precatórios (dívidas judiciais que o Estado deveria pagar e não paga) chega a mais de sete Bilhões de Reais num bola de neve sem fim. Dever tributos ao estado é atrair a implacável máquina de cobrança fazendária. Cobrar do Estado obrigação do que deve é esmorecer em longas filas sem perspectiva. Além de não pagar, não aceita sua própria dívida por conta de compensação de tributos e impõe sanções contra quem deve.. Com práticas abusivas desta natureza, grandes contribuintes se esvaíram do Estado em busca de governos mais sérios, céleres e cumpridores de suas obrigações, sem se utilizarem da máquina fazendária para constranger cidadãos ou contribuintes. E-mail: cos.schneider@gmail.com.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Revolução Cubana

A sorte da população carente brasileira está lançada no tocante a saúde pública. Na ótica do governo, os brasileiros, especialmente os que vivem em regiões mais pobres e afastadas dos grandes centros urbanos terão, finalmente, seus problemas de saúde resolvida com a vinda de milhares de médicos cubanos ao país. Em Brasília a alta temperatura ambiental não se registra somente nos termômetros de rua, sobretudo, os expressos pelas mobilizações das entidades de classe, mas também, na casa legislativa. No dia 20 de agosto de 2013, por exemplo médicos do país todo, o Conselho Federal de Medicina, Policiais Civis, Fisioterapeutas, Bacharéis em Direito tomaram as dependências do Congresso Nacional aos gritos e a força irresignados. A Polícia Legislativa, os funcionários de segurança interna da casa foram sumariamente esmagados pelos manifestantes de um lado pela CUT e outras mobilizações sociais e de outro pela falta do efetivo capaz de conter a ordem da casa. O aviso está dado a todas as instituições republicanas. O sinal da revolução cubana encubado em território brasileiro se reveste de outras facetas. Enquanto a classe menos favorecida será assistida por um “exército” de médicos cubanos, autorizados a “exercitarem” a “democráticas da médica”, a classe média continua sacrificada no financiamento da ineficiência da máquina administrativa pública, inertes e em estado de letargia. Afinal, quem são os guardiões da legalidade atualmente no país? Não os vejo. O desafio se impõe tal qual como achar uma agulha no palheiro. Impedir o golpe vermelho em curso no país se impõe antes mesmo que seja muito tarde. Os sinais visíveis que estabelecem a fronteira entre o capitalismo e o comunismo bolchevique são subliminares, sutis e quase que imperceptíveis aos olhos e sentimentos dos incautos. O Deputado Jair Bolsonaro em seus diversos pronunciamentos de plenário advertiu o parlamento tingido das cores rubro negras, de que o Brasil não pode se transformar em palco anexo de Cuba dos propósitos daquele país, muito preocupado com a “democracia” popular. Obviamente que com a vinda dos médicos cubanos ao Brasil, virão também todos os seus dependentes, o que fatalmente aumentará o “exército” de extremistas que de medicina pouco ou nada interessa aos símbolos da incubadora pretensão no país. O passado cobra a dívida com juros e correção monetária dos asseclas terroristas que turbaram a nação brasileira da ocupação comunista de outrora. Curiosamente em 1º de abril de 1964, do Rio Grande do Sul chegou a notícia de que Jango Goulart fugira para o Uruguai. Teriam também escapado às pressas Leonel Brizola e, pasmem, o Embaixador Cubano e chefes graduados dos vermelhos, que dispararam para as fronteiras limítrofes dos países latinos vizinhos e pularam depressa para dentro de aviões rumo a Cuba ou usando como esconderijo as embaixadas “amigas” de países da Cortina de Ferro. Já naquela época. A pergunta é: como pode uma nação divida, de aproximadamente 200 milhões de pessoas mudarem politicamente tão rápido com as carnificinas de circo romano cubano? A revolução cubana já começou no Brasil debaixo dos olhos das forças armadas. E-mail: cos.schneider@gmail.com.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A Terra Brasilis de Cabral

Aqui em Brasília vamos enfrentar mais um dia de muito calor com umidade relativa do ar menor que 25% (vinte e cinco por cento) cuja temperatura será sentida mais uma vez no Congresso Nacional do que pela gente da capital brasileira. Ontem 13 de agosto, integramos a mesa do Plenário 9 da Comissão de Direitos Humanos e Minorias para discutir a violação dos direitos humanos pela Ordem dos Advogados do Brasil – OAB nacional, cuja audiência pública foi provocada por um Bacharel em Direito de Brasília em greve de fome aqui, pelas injustiças patrocinadas no último exame de ordem pela entidade representativa dos advogados, cuja audiência poderá ser vista por qualquer pessoa no site da Câmara http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/ao-vivo/transmissoes-do-dia/videoArquivo?codSessao=45174#videoTitulo . O fato marcante da sessão de plenário não a audiência em si visto pelos discursos apresentados, a prática da violação dos direitos humanos pela OAB é flagrante e terá desdobramentos sérios. Novamente foi trazido a plenário a questão dos sete mil médicos cubanos que virão ao Brasil prestar serviços médicos, independente de suas habilidades como profissionais da medicina. O Conselho Regional de Medicina, diferente da Ordem dos Advogados do Brasil em relação aos advogados português que podem trabalhar no país, reagiu severamente contra esta atitude grosseira do executivo federal. Não bastassem os sete mil médicos cubanos, com eles virão a super população de TODOS os familiares. O Deputado Jair Bolsonaro foi enfático de solar clareza desta denúncia. As instituições republicanas estão entregues aos ratos da corte que roem a roupa do rei de Brasília (hoje rainha, mal comparando). Já vimos este filme em tempos passados. A fala mansa, sorridente da semana passada pela Presidente Dilma em Porto Alegre foi sórdida e maquiavélica. A simpatia é a melhor ferramenta de desarme do inimigo encurralando a comunidade suína no curral do abatedouro. O Brasil vive tormentos momento de extremo perigo institucional. Há dúvida aqui em Brasília no meio político das eleições de 2014. Aliás ontem a Comissão Política aqui do Congresso se reuniu em quadrilha para tratar do novo modelo político do Brasil. Os horizontes nada promissores a vista principalmente quando se tem notícias de que o País não é mais governado pelos brasileiros, o que é profundamente lamentável.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Fraude da Urna Eletrônica Brasileira

Ano que vem teremos mais um espetáculo pirotécnico momento em que ocorrerão eleições gerais em todo país para escolha daqueles que irão dizer o destino da nação brasileira. Momento telúrico dos partidos articulados pelos seus prefeitos locais é abastecido de mecanismos convenientes a fim de garantir o apoio de cada base municipal em favor dos pretendentes a reeleição ou aos neófitos. O que não se consegue entender é o fato de que, a história trata dos seus ensinamentos e a humanidade desconsidera seus efeitos. Afinal, depois de eleito o representante político, acabou a representação popular. A regra deve ser o de garantir a representação do povo pelos seus eleitos através do voto direto e secreto. Afinal, o que é uma eleição? Ainda existe a soberania popular no Brasil? Porque o voto não é impresso? A resposta não é nada simples, embora devêssemos enfatizar que o voto é a democracia, a democracia o poder e este, exercido pelo voto direto e secreto do povo se constituindo no destinatário final na administração da coisa pública. Em suma, é hilariante afirmar, mas é o povo no poder. A grande preocupação que norteiam as eleições de há muito tempo no Brasil, não é nem o processo da eleição em si mas, a forma do seu desfecho, ou seja, seu resultado. Embora as bases eleitorais sejam os municípios na construção e representação dos partidos e dos seus representantes políticos, o mistério das eleições é o que norteia a safada urna eletrônica constituída hoje como a grande vigarista do sistema eleitoral, quando nenhum eleitor tem a certeza de que seu voto foi contabilizado para o candidato selecionado no sistema. Sabido de todos que países como Alemanha, Estados Unidos da América do Norte, Canadá, Japão, Itália, China até o Paraguay refutaram as urnas eletrônicas brasileiras por considerá-la não confiáveis e são fraudáveis. Todos os países citados auditaram a urna eletrônica. O Brasil adotou este lixo eleitoral retirando teoricamente a elegante soberania do voto direto e secreto. O Superior Tribunal Eleitoral do Brasil chama agora obrigatoriamente seus eleitores a se identificarem através da impressão digital, denominado também de identificação biométrica. Esta prática abre as portas do voto do analfabeto que não lê e não escreve, tão pouco sabe avaliar uma proposta de qualquer candidato. Estará assim habilitado ao voto embora contrário a Constituição Federal do Brasil. A Urna Eletrônica brasileira, até que prove em contrário, é uma fraude a manipular resultados em todos os níveis das eleições, especialmente as majoritárias como no caso eleger, mesmo contra vontade dos eleitores, candidatos pré-selecionados pelo sistema que selecionado na engenharia da linguagem dos programas que rodarão no dia das eleições. A bomba de tempo e o cavalo de Tróia serão os agentes autorizados a manipular as eleições que podem custar alguns milhões de reais para sua consecução coisa que para os partidos no poder não é problema. Preparem-se apenas para apertar os botõezinhos da urna e dançar de acordo com a sua musiqueta, pois só falta ela olhar para o eleitor e entoar a flauta.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

As Vozes do povo

A internet, neste início do século XXI se tornou em uma das mais poderosas ferramentas de comunicação através da qual a população mundial se estribou para manifestações em torno dos mais diversos temas sociais. Temas que afetam as comunidades virtuais e não virtuais. Indiscutivelmente o modelo político representativo vai sofrer profunda modificação no cenário mundial, sobretudo, quando se trata de questões econômicos, políticos, sociais e desenvolvimento humano. A primeira e segunda campanha eleitoral de Barack Obama com cautelosa e eficiente utilização de redes sociais tiveram como destaque a Internet; O tema como “A Primavera Árabe” conhecida internacionalmente como uma onda revolucionária de manifestações e protestos em todo o Oriente Médio desde 18 de dezembro de 2010; as revoluções na Tunísia, no Egito, a guerra civil na Líbia e na Síria; os grandes e graves protestos na Argélia, Bahrein, Djibuti, Jordânia, Omã e Iémem, em menor escala no Kuwait, Líbano, Mauritânia, Saudita, Marrocos, Sudão e Saara Ocidental tem as redes sociais como protagonistas. Na mesma esteira da Occupy Wall Street, o movimento 15 M conhecido também como o movimento dos indignados espanhol além da recente mobilização brasileira chamada “Movimento pelo Passe Livre” são manifestações que explodiram a partir de uma nova realidade de organizações sociais, reivindicando novas modalidades de diálogo social com o setor público. Para Castells, a «auto comunicação de massa», o uso horizontal da rede social aponta da Internet a «construtora da autonomia do ator social». Uma realidade que se faz presente e cada vez mais utilizada na proposição das mudanças necessárias e exigidas pela sociedade representativa. As manifestações sociais, denominados também de movimentos de resistências se transformaram de tal maneira a ponto de questionar a legitimidade do atual modelo parlamentar. Um exército de brasileiros saiu às ruas para protestar e demonstrar que o povo exige respostas para os problemas sociais que repousam nas gavetas palacianas em dourado berço esplêndido. As últimas manifestações ocorridas no país e que ainda estão efervescentes, requerem uma profunda reflexão em torno dos fatos constatados nas ruas do país. Recentemente o sociólogo português Boaventura de Souza Santos apresentou a análise de que os ciclos de protestos no Brasil podem retornar ainda mais fortes. Aliás, essa condição impõe uma reflexão pública sobre o tema. Enquanto bancos públicos e privados abocanham bilhões de dólares por conta de dívidas governamentais mal contraídas como as obras nos estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014, escolas, hospitais, médicos, infraestrutura e logística, vivem a bancarrota dos investimentos. As recentes disputas dos médicos brasileiros em concorrência com os médicos estrangeiros expõe realidade intrigante e mal resolvida. A pergunta que se impõe é: existe limite na oposição de exigências das entidades de classe na reivindicação de interesses próprios sobre a necessidade de muitos (povo)? A mesma pergunta tem como destinatário a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, que diariamente vem tripudiando e estuprando a Constituição Federal do Brasil (que promete defender com unhas cumpridas e dentes careados) e as Leis infraconstitucionais por conta da covardia e omissão da representação política? A exigência de requisitos formais como Exame de Ordem a fim de que os caros cursos de direito destinem um diploma útil ao seu portador é uma falácia. Estupro! As redes sócias chamaram o povo às ruas para reformar o modelo político desgastado e instituições republicanas medievais. São as vozes das ruas cansadas. A Internet é a grande líder que esconde rosto, mão e pés, mas mudou o comportamento de jovens, idosos e só não resuscita os mortos para que ainda não encontraram o endereço dos cemitérios e crematórios. O Judiciário brasileiro também foi alvo dos protestos populares e que ainda perduram. Julgados das supremas cortes ao arrepio da constituição federal, ofensa às leis, interpretações conforme. Ações que tornaram as instituições republicanas brasileiras reféns de seus próprios erros. Percebe-se com solar clareza que ressoam nas cortes as voracidades insaciáveis do fisco em abocanhar cada vez mais tributos a qualquer custo. Mudanças na estrutura nuclear familiar, atraque aos credos e culturas trazidos como patrimônio histórico da humanidade vilipendiados pela Corte Constitucional em seus mal julgados. São homens como todos os demais. As inevitáveis tendências e pressões sociais têm levado alguns integrantes das Cortes Judiciárias a lamentáveis decisões em seus julgados suspeitos. Infelizmente, Ministros dos Tribunais Superiores são indicados, nomeados por políticos, muitos sob suspeição de práticas de crime contra a administração da coisa pública, ainda se revestem como os arautos da ordem jurídica. E-mail: cos.schneider@gmail.com