O Brasil está se aproximando, mais uma vez, o espetáculo eleitoral no ano que vem e, claro, à custa de muito dinheiro que certamente os contribuintes, que nada tem a ver com esta gastança toda, arcarão com o financiamento da campanha eleitoral. Serão R$ 6 bilhões para finaciar toda estrutura do Tribunal Superior Eleitoral, os tribunais regionais, cartórios eleitorais, sem contar os R$ 224 milhões que serão distribuídos ao Fundo Partidário.
Novamente as velhas raposas se habilitarão para abocanhar os cofres do tesouro desprotegido sufocando as novas lideranças políticas do país. O sintoma piora depois de eleitos, quem haverá de protege o eleitor que acreditou nos safados a fim de afastá-los do comando da "res"pública? Muitos candidatos a prefeito e vereadores que se habilitarão para o certame eleitoral no ano que vem, possuem um histórico nada recomendável. Uma sujeira que cheira mal até Brasília. Um rastro de odor.
Diante de tudo isso, surge a dúvida: Se o voto é obrigatório e, facultada a qualquer cidadão participar das eleições, terão os partidos políticos, responsáveis pelo lançamento de seus afiliados a cargos políticos, lideranças que correspondam às expectativas da legislação eleitoral? E dos eleitores? Terão eles fichas éticas, limpas, personalidade idônea de ilibada conduta social a fim de concorrer a cargo político?
A grande mídia, em sua maioria deve ser julgada pelo povo e condenada pelos males que os eleitos mal intencionados causam a sociedade brasileira, sobretudo, nos municípios onde repousam os problemas das comunidades e requerem ações diretas em favor do cidadão. Entretanto, entra eleição e passa eleição, seja a véspera ou após as eleições, o jogo eleitoral indolente se perpetua: pesquisas eleitorais encomendadas; urnas eletrônicas de eficiência duvidosa; eleitores e eleitos corruptos e corrompidos; páginas de jornal, rádios e televisão a selecionar os candidatos que mais investem em propaganda política. Um salve-se quem puder
O resto dos candidatos, capazes da investidura em comandar o poder, são, em sua grande maioria, submetidos ao jargão do patinho feio. É tão séria esta situação das eleições no Brasil que graça a beira da loucura. De um lado, os preparativos dos partidos para saber em quem se enrabichar a fim de pleitear boquinha na estrutura do governo e de outro, o lamaçal sem medida das licitações públicas e da liberação de recursos para a Copa do Mundo em 2014. Aliás, diga-se de passagem, falta pouco para que a copa do mundo de 2014 seja redirecionada para os Estados Unidos. Nos dias 20 e 21 de outubro deste ano esta situação poderá ter um fim trágico. Esperemos que não.
Evitemos ser pessimistas ao pensar que algum dinheiro poderá sobrar das licitações da copa para financiar algumas magras e inexpressivas campanhas eleitorais. Imagina!!! Seria infâmia! Ora, não sejamos ingênuos que outros partidos, pequenos, médios ou grandes, que receberão do vagão do trenzinho da alegria a promessa iluminada de participação do governo,estes, caso eleitos. Perderam-se ou escassearam-se as lideranças partidárias. Estarão tão comprometidos os partidos e seus candidatos com a impopularidade do voto, que até causa desconforto em lembrar desta doença cancerígena eleitoral. Além da ineficácia das negociações de coligações espúrias, ainda as traições partidárias, mentiras e intrigas patrocinadas, sobretudos, por presidentes de partidos políticos inescrupulosos, sem nenhuma identidade com a sigla que comandam. Muitos se investiram da roupagem da ditadura partidária. Alguns partidos que perderam sua identidade e patrocinaram o estelionato eleitoral no ano passado está o PMN, o PSC com suas inverdades. O PSDB com os ataques frenéticos de uma representação política inexpressiva e mentirosa.
Que sobrará à sua excelência “o eleitor - cidadão”? Vai nosso apelo: rasguemos o conservadorismo anacrônico tão condenado por Ruy Barbosa, comparando-o como ostras presas a um casco deteriorado mergulhado ao fundo do mar. Deve se dar início em homenagear os cidadãos e vemos mostrar a indignação de cada um deste modelo medieval de fazer política ineficiente neste país. Usemos com convicção nosso voto a fim de mudar de verdade do atual quadro político brasileiro, a principiar em cada um dos 497 municípios gaúchos. E-mail: cos.schneider@gmail.com
terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
O Fim da Era do Calçado
O Fim da Era do Calçado.
A Cidade de Novo Hamburgo foi considerada no passado a Capital Nacional do Calçado e hoje vive um dos seus piores momentos econômicos da história desde sua emancipação de São Leopoldo. Isto, graças aos sucessivos equívocos patrocinados pelas administrações municipais desde em 1993. Há que se destacar ainda a grande responsabilidade do governador Antônio Britto pela decadência do calçado a partir de seu governo no Estado quando em 1995 tomou posse e que pouco ou nada fez para manutenção das indústrias calçadistas em solo gaúcho.
A Região do calçado, foi responsável pela exportação de mais de 2 bilhões de dólares em 1992. Foi sede também da mais importante feira do calçado do Brasil e do Mundo a Fenac. O recomeço talvez seja esta “Festa” do calçado, ato de desespero de quem tenta desesperadamente reagir. Os anos 80 se foram e com eles, uma era que nunca mais voltará.
Novo Hamburgo tropeçou e continua tropeçando em seus próprios desacertos. As políticas de inclusão social são extremamente necessárias, entretanto a via de crescimento econômico não suporta mais o este ônus. Nesta esteira a fuga do empreendedorismo da região do calçados para outros Estados brasileiros, sobretudo, o Nordeste do Brasil incentivado com financiamentos do parque industrial, capital de giro, redução tributária pelos seus governos estaduais, deixou um rastro de destruição no vale do calçado. E, convenhamos, vários outros setores seguem a tendência como a região dos vinhos que começam a se desenvolver às margens do Rio São Francisco.
A inércia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul a partir de 1994 foi fatal auxiliado pela União no equivocado método de combater a desigualdade regional. Não entrar na guerra fiscal contra os outros estados da federação brasileira foi uma das conseqüências e responsável pela fuga de um cem número empresas e seus respectivos empregos para o Nordeste do Brasil, lavrando a economia gaúcha.
A astúcia dos governos do Nordeste pode ser considerada hoje o grande problema para os demais estados da federação brasileira assim como a China em relação ao resto do mundo. O Brasil não é um país homogêneo em suas políticas públicas. Patrocina o desenvolvimento em apenas uma ou duais regiões quando deveria ser de forma uniforme. A região do Norte, sobretudo, a Zona Franca de Manaus goza de renúncia fiscal no valor aproximado de 20 bilhões de reais aos cofres públicos em tributos federais. Assim mesmo, de forma muito equivocada, participa da partição do bolo tributário previsto no artigo 159 da Constituição Federal, a fim de combater as desigualdades regionais. Trata-se de uma afronta ao princípio da isonomia, sem contar os privilégios políticos. A simples isenção tributária para as empresas instaladas no Norte já não é um incentivo em si mesmo? Será que é necessário retirar dinheiro das regiões Sul e Sudeste a fim de financiar uma horda de descompromissados com a igualdade tributária brasileira do Sul e Sudeste? As potencialidades vocacionais regionais são sufocadas pelas políticas públicas e tributárias implantadas a partir do centro do país.
A Federação mutilada, uma realidade cada vez mais presente na vida dos cidadãos, se traduz no patrocino da guerra fratricida da economia brasileira. A retirada anual de mais de R$ 35 bilhões de reais da economia gaúcho a título de tributos, é fragilizar o investimento econômico, reduz drasticamente o investimento na área social, matando a galinha dos ovos de ouro dos estados produtores. Enquanto Brasília enriquece cada vez mais, os Estados e Municípios vêm amargando dificuldades latentes. Pior. Seus gestores respondem pelos escassos investimentos na saúde, educação, segurança e saneamento.
A queda livre no Vale do Calçado é retrato fiel do quadro da competição fiscal impresso em alto relevo insculpido por ferramentas que cortam o cerne da economia gaúcha agravado, cada vez mais, pela ausência de agentes competentes e ousados para patrocinar profundas mudanças no quadro da economia local. A China, em sua triangular operação despejando seus produtos de baixo custo tributário no resto do mundo, configura apenas aquilo que já sabemos: carga tributária de 40% do PIB contra 18% da China.
Conclui-se que os representantes políticos são fruto do voto... Da democracia... Do poder... Enfim, resultado do voto popular a fim de atender a expectativa dos seus representados. O Vale do calçado, com seus “lobies” políticos fracassados, fez terra arrasada em seu território, lavrada por decadentes políticas equivocadas. E-mail: cos.schneider@gmail.com
A Cidade de Novo Hamburgo foi considerada no passado a Capital Nacional do Calçado e hoje vive um dos seus piores momentos econômicos da história desde sua emancipação de São Leopoldo. Isto, graças aos sucessivos equívocos patrocinados pelas administrações municipais desde em 1993. Há que se destacar ainda a grande responsabilidade do governador Antônio Britto pela decadência do calçado a partir de seu governo no Estado quando em 1995 tomou posse e que pouco ou nada fez para manutenção das indústrias calçadistas em solo gaúcho.
A Região do calçado, foi responsável pela exportação de mais de 2 bilhões de dólares em 1992. Foi sede também da mais importante feira do calçado do Brasil e do Mundo a Fenac. O recomeço talvez seja esta “Festa” do calçado, ato de desespero de quem tenta desesperadamente reagir. Os anos 80 se foram e com eles, uma era que nunca mais voltará.
Novo Hamburgo tropeçou e continua tropeçando em seus próprios desacertos. As políticas de inclusão social são extremamente necessárias, entretanto a via de crescimento econômico não suporta mais o este ônus. Nesta esteira a fuga do empreendedorismo da região do calçados para outros Estados brasileiros, sobretudo, o Nordeste do Brasil incentivado com financiamentos do parque industrial, capital de giro, redução tributária pelos seus governos estaduais, deixou um rastro de destruição no vale do calçado. E, convenhamos, vários outros setores seguem a tendência como a região dos vinhos que começam a se desenvolver às margens do Rio São Francisco.
A inércia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul a partir de 1994 foi fatal auxiliado pela União no equivocado método de combater a desigualdade regional. Não entrar na guerra fiscal contra os outros estados da federação brasileira foi uma das conseqüências e responsável pela fuga de um cem número empresas e seus respectivos empregos para o Nordeste do Brasil, lavrando a economia gaúcha.
A astúcia dos governos do Nordeste pode ser considerada hoje o grande problema para os demais estados da federação brasileira assim como a China em relação ao resto do mundo. O Brasil não é um país homogêneo em suas políticas públicas. Patrocina o desenvolvimento em apenas uma ou duais regiões quando deveria ser de forma uniforme. A região do Norte, sobretudo, a Zona Franca de Manaus goza de renúncia fiscal no valor aproximado de 20 bilhões de reais aos cofres públicos em tributos federais. Assim mesmo, de forma muito equivocada, participa da partição do bolo tributário previsto no artigo 159 da Constituição Federal, a fim de combater as desigualdades regionais. Trata-se de uma afronta ao princípio da isonomia, sem contar os privilégios políticos. A simples isenção tributária para as empresas instaladas no Norte já não é um incentivo em si mesmo? Será que é necessário retirar dinheiro das regiões Sul e Sudeste a fim de financiar uma horda de descompromissados com a igualdade tributária brasileira do Sul e Sudeste? As potencialidades vocacionais regionais são sufocadas pelas políticas públicas e tributárias implantadas a partir do centro do país.
A Federação mutilada, uma realidade cada vez mais presente na vida dos cidadãos, se traduz no patrocino da guerra fratricida da economia brasileira. A retirada anual de mais de R$ 35 bilhões de reais da economia gaúcho a título de tributos, é fragilizar o investimento econômico, reduz drasticamente o investimento na área social, matando a galinha dos ovos de ouro dos estados produtores. Enquanto Brasília enriquece cada vez mais, os Estados e Municípios vêm amargando dificuldades latentes. Pior. Seus gestores respondem pelos escassos investimentos na saúde, educação, segurança e saneamento.
A queda livre no Vale do Calçado é retrato fiel do quadro da competição fiscal impresso em alto relevo insculpido por ferramentas que cortam o cerne da economia gaúcha agravado, cada vez mais, pela ausência de agentes competentes e ousados para patrocinar profundas mudanças no quadro da economia local. A China, em sua triangular operação despejando seus produtos de baixo custo tributário no resto do mundo, configura apenas aquilo que já sabemos: carga tributária de 40% do PIB contra 18% da China.
Conclui-se que os representantes políticos são fruto do voto... Da democracia... Do poder... Enfim, resultado do voto popular a fim de atender a expectativa dos seus representados. O Vale do calçado, com seus “lobies” políticos fracassados, fez terra arrasada em seu território, lavrada por decadentes políticas equivocadas. E-mail: cos.schneider@gmail.com
domingo, 4 de setembro de 2011
O Planeta erm Alerta
Os governos totalitários estão sob a mira de um sistema de domínio planetário transformados, cada vez mais, em verdadeiras metralhadoras mortíferas a fim de acabar com países comandados por governos totalitários. Quais seriam as razões de tanta insurgência dos Estados Unidos, França, Inglaterra países integrantes do G-8 bem como Israel no Oriente a atacarem países que no passado se traduziram em parceiros econômicos incontestáveis?
É sabido que a moeda “dólar” representa a força econômica perversa principalmente nas ações para preservação dos mercados internacionais espalhados pelo mundo. A indústria armamentista instalada em solo americano, orientado por capitais e investidores de diversos países, inclusive em sua grande maioria, Israel, começam a reagir quando os resultados não aparecem. Sim, resultados que garantam dividendos, lucros resultantes da venda de fuzis, balas de canhão, helicópteros, aviões de última geração construídos para matar com tecnologias ultramodernas. Matar não só inimigos e invasores a países, mas inimigos que se insurgirem contra o vigente modelo econômico imposto pelo império da ditadura americana.
A ditadura da bala que principia nos Estados Unidos tem fim anunciado. Não é a toa que aquele país acompanhado pelos seus asseclas terá problemas ainda maiores que já possuem em decorrência da adoção de políticas que visam aniquilar os países que por ventura se utilizarem de outra moeda que não o dólar (O Euro, por exemplo) para transações comerciais internacionais. O fornecimento equipamento bélico oriundo de países que não sejam dos citados acima, despertam a fúria dos ignorantes carrascos que há muitos anos vem incomodando o planeta com sua força mortífera cuspindo da boca dos canhões e fuzis as balas, as bombas, destruindo não só governos supostamente inimigos comerciais, mas o aniquilamento de pessoas inocentes, como crianças mutiladas, mulheres, muitas ainda em pranto pela perda da paz e tranquilidade que tanta falta faz a humanidade.
Enquanto houverem países comandados por mercenários pousando como os salvadores do mundo, estaremos sempre em perigo. A mim não parece conveniente digerir notícias fabricadas nos laboratórios da imprensa a fim de converter os leitores em balas perversas, disparando a opinião pública contra governos e povos como o Iraque, Líbia, Síria, Egito, Irã sem antes entender, amiúde, as reais razões dos conflitos estabelecidos. Imagine um Brasil ou a Argentina, submeter outro de seus parceiros econômicos sob a mira da destruição por razões econômicas! Não haveria aviões suficientes da Otan (se bem que se trata de uma entidade que destrói países a partir do Atlântico Norte) para destruir os agressores externos.
Obviamente que as razões que derrubam governos totalitários são em sua grande maioria ocultas, sutis, maquiavélicas a fim de que a humanidade perceba apenas as coisas visíveis e as reais intenções destas ações são ocultas. As intenções de invadir países, destruir governos, anarquizar os povos e sociedades inteiras tem razão de ser. A reconstrução à custa do suor, lágrima destas sociedades. Quem se importaria com governos totalitários desde que estes continuassem mantendo relações comerciais com os donos do mundo? Quem se importa se seus ditadores usassem a força da bala, disparada pelas mais modernas tecnologias bélicas produzidas e financiadas pelo sistema “dólar”?
Será um salvem-se quem puder. Alguém já comentou que, caso a economia americana entrasse em colapso, o mundo econômico e financeiro entraria em colapso. Não há dúvida quanto a este aspecto, contudo, a paz reinaria por longos e longos anos sem a ação desta horda de mercenários financiadores da destruição da humanidade. E--mail: cos.schneider@gmail.com
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A Matriz Energética Gaúcha
No momento em que o mundo sofre profundas transformações ambientais a mesma tendência segue o modelo de políticas econômicas responsável pelo financiamento dos projetos econômicos do futuro, cujo império encontra ameaça planetária nos dias de hoje.
Segundo alguns institutos, a China mandou recado para o mundo que deverá desenvolver tecnologia para explorar a energia solar nos próximos 5 anos. Seu maior problema num futuro próximo será o abastecimento de energia elétrica e matéria prima. Aliás, duas grandezas que afetarão o conceito produção de bens de capital naquele país continental.
No Rio Grande do Sul, por sua vez, a realidade é outra. Repousa aqui a maior reserva de carvão mineral do país. A energia eólica, já é uma realidade e se traduz na geração de energias limpas com sustentabilidade ambiental a incrementar nos próximos anos a instalação de novos parques de geração e distribuição de energia elétrica a partir dos ventos a fim de atender a demanda energética gaúcha.
Neste sentido o governo do estado voa atentando para o problema energético a fim de afastar o fantasma da falta de energia elétrica no Estado. Além do parque eólico já instalado na cidade de Osório, Tramandaí, iniciaram as obras do parque eólico da cidade de Santana do Livramento na localidade de Cerro Chato que deverá gerar 90 megawatts o que dará para abastecer mais de 500 mil pessoas, ou seja, quase seis vezes mais a população daquela cidade.
Evidentemente que estamos falando de energias renováveis e que, embora o maciço investimento no setor, não será suficiente para atender a expectativa do setor produtivo gaúcho para os próximos anos. Qual a estratégia ou alternativa para complementar o já escasso modelo de geração e distribuição de energia no Estado?
Como as hidrelétricas são responsáveis por grande parte de geração da energia elétrica consumida no Rio Grande do Sul, seguir a orientação chinesa de explorar a energia solar parece inviável face o elevado custo na construção dos painéis solares assim como o armazenamento. Diante de tais circunstâncias, é preciso lembrar que o Rio Grande do Sul armazena uma enorme reserva de carvão mineral em seu território. As reservas mundiais estão estimadas em 990 bilhões de toneladas, dos quais 29,8% estão na América do Norte, seguido com 32,95% na Europa e Antiga URSS, a Ásia com 31,4%, Oriente Médio, 9,3% e a América latina com apenas 1,81%, sem desconsiderar os 3,87% das reservas do planeta localizados no continente africano.
Com entraves ambientais que deverão merecer estudo mais aprofundado com relação ao impacto ao meio ambiente, deve-se considerar que a participação do carvão mineral na geração de energia elétrica mundial em 2007 foi de 42%, enquanto que o petróleo e a biomassa foram responsáveis por 7% da geração de energia elétrica. O gás natural gerou 21% da energia ao passo que as hidráulicas participaram com 16%. Fontes que se sobrepuseram à energia produzida a partir das usinas nucleares que foi de 14%.
Embora questionado seu modelo, o carvão mineral deverá ser responsável até 2015 pela geração mundial de energia elétrica, devendo alcançar em torno de 11 Terawatts/hora. Ou seja, será a maior fonte de energia elétrica do planeta no futuro.
O Rio Grande do Sul concentra 89% dos recursos minerais brasileiros, enquanto o Estado do Paraná armazena 0,5% e Santa Catarina o restante dos 10,5%. Em toda esta matriz energética gaúcha, dois aspectos devem merecer imediata atenção: a distribuição do produto e o preço. De nada valerão todas as riquezas se o povo, as indústrias, o comércio estiverem submetidas a preço vil, proibitivo no consumo da “energia” bem como a condução do produto por via eficiente e, sobretudo, tecnicamente equilibrada com o menor desperdício. É preciso que a energia elétrica chegue, além das cidades, ao campo com inquestionável qualidade e valores adequados a fim de se justifiquem os investimentos no setor. E-mail: cos.schneider@gmail.com
domingo, 14 de agosto de 2011
Os Caminhos Sinuosos da Humanidade.
Os batimentos cardíacos do Planeta Terra estão cada vez mais acelerados entrando em estado de alerta. O Homem, como espécie, em algum momento da caminhada esqueceu, perdeu, pendurou seus valores.
Meu colega e amigo Valney Vargas da cidade de Porto Alegre, uma das grandes expressões humanas, ao lado de muitos outros professores massacrados pela exigência de métodos irrecompensáveis do modelo capitalista; o Professor Marco Almeida; o Prof. Felipe Ferraz, pessoas que por vezes nos abastecem com seus oportunos comentários nos levam a fundada preocupação, admitindo ser necessário dar um basta aos episódios praticados contra a espécie humana. Roubos do erário público, pai e mãe abandonando, estuprando, assassinando sua prole, o povo enfurecido depredando próprio patrimônio público, organizações não governamentais em absoluta dissintonia com suas finalidades, roubando dinheiro público; dirigentes de futebol, árbitros, comentaristas de rádio e televisão incendiando o ódio entre as massas cegas em estádios de futebol a fim de incendiar arenas em palcos de conflitos, etc.
Os valores do relacionamento e comportamento humano são nos carregados na mais tenra idade que servirão de balisas em nossa caminhada. O Ego que se desenvolve a partir do ID impondo uma espécie de princípio, introduz a certa razão da qual, todos esperam determinado comportamento. Mas que comportamento vivenciamos nos dias de hoje onde tudo o que vemos, sentimos no mundo real é ilusão? Qual a esperança que podemos alimentar depois de assistir tantas intransigências, corrupções, desmandos, desprezos de pessoas que não são valorizadas pelo que são por dias melhores?
O DNA do país e do mundo sofreu e continua sofrendo profundas alterações em sua composição genética na estrutura moral e de relacionamento entre os homens. Não sou nenhum especialista em psicologia ou geneticista e não tenho nenhuma pretensão de ser. Animo-me apenas em dizer que, como operador do direito, e até neste ramo me sinto distante da esperança na aplicação, não só do direito em si, mas a justiça caminhamos mal.
As complicadas vias do comportamento humano estão esburacadas e sinuosas. No universo das vias respiratórias que oxigenam as políticas de Brasília, as bactérias e parasitas humanas ancoradas neste ambiente fatídico, encontram resistência contra qualquer remédio. Se detectadas mesmo a tempo, se deslocam de uma hospedaria a outra com a maior naturalidade. Os diagnósticos não são animadores. O processo de instalação e manutenção é tão silencioso a tal ponto que poucos percebem os danos que são causados por esta espécie de agentes patológicos. Por mais que possa parecer estranho, é possível afirmar que nada acomoda mais que o hábito. O hábito de permitir que elas nos ataquem e nos manipule e sob a nossa responsabilidade, se hospedem onde pretendem. Uma espécie de migração sem resistência.
Consubstanciado em fatos e eventos que pipocam sobre o planeta, podemos afirmar sem medo de errar que o Mundo está em ebulição perigosa. O juízo, a tolerância, o bom senso estão a pedir socorro em estado quase letal. Uma legião de capetas está a fazer o serviço por conta das maldades, das trapaças, da roubalheira, da vingança da intolerância entre outros adjetivos nada recomendáveis, inclusive sob todas as formas de discriminações possíveis. Há quem diga que não tem nada a ver com essa desordem. Tem sim! Basta analisar em todas as vezes em que há eleições em quem votamos a fim de eleger, através do processo democrático, os representantes do povo. Passar o olhar sobre este episódio e analisar o passado a fim de, no futuro, tomar coragem, a honradez em dar um basta a tudo isto. Por quê? Porque estes são os ÚNICOS responsáveis por todos os males causados a todos nós.
Sejamos elegantes com nós mesmos. Pare! Pense e analise e passe um olhar em cada um de seus familiares e pergunte: Será isto que queremos deixar de herança para os filhos e netos? Aqui quero fazer um apelo a cada eleitor e eleitora deste país: Não elejam carinhas decoradas com botox ou creminhos. Não elejam campanhas milionárias que todos nós pagamos. Elejam competentes que foquem o olhar sobre cada ser humano e não sobre capitais, o dinheiro apenas. E-mail: cos.schnedier@gmail.com
domingo, 7 de agosto de 2011
O Estigma do Colesterol
Quero compartilhar com os meus leitores um assunto que normalmente não me envolvo por razões óbvias. Sou profissional que atua há anos no direito tributário, mas isto não impede que quando nos faltam algumas respostas diante de certos questionamentos, não possamos buscá-las e compartilhá-las com nossos seletos leitores.
Submeto-me todos os anos a uma série de exames médicos de rotina a fim de preservar a saúde tais como o índice de colesterol no sangue, açúcares, triglicerídeos entre outros, além dos exames normais para manutenção e vigilância sobre eventuais surgimentos de enfermidades. Pois bem. Converso muito com o meu médico e por vezes a conversa nos leva a algumas conclusões preocupantes quando se trata da Saúde Pública.
Neste momento em que você lê este artigo, saberia dizer a si mesmo quais seus índices de açúcar e colesterol no sangue? Quais são as medidas ideais? Existem? Pois compartilho com todos o excelente artigo que recebi, extraído do seguinte endereço eletrônico: http://www.tourlife.com.br/blog/?p=509. Trata-se do estigma de colesterol baixo. O artigo e extenso mas vale a pena conferir pois se reveste de uma revolução no comportamento humano na classificação dos níveis de colesterol no sangue. O artigo é este:
“COLESTEROL NÃO É O INIMIGO QUE VOCÊ FOI INDUZIDO A CRER -
Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!
Por Lundell Dwight, MD."
Segue o médico em suas afirmações para que cada um tire suas próprias conclusões.
"Nós, os médicos, com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornar difícil admitir quando estamos errados. Então, aqui está: admito estar errado. Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.
Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como “formadores de opinião”. Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.
A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringindo a ingestão de gordura. Esta última, é claro, que insistiu que baixar o colesterol evita doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.
Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratadas.
As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo podem ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.
Apesar do fato de que 25% da população toma caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca.
Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão afetando as pessoas cada vez mais jovens, em maior número a cada ano.
Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.
A inflamação não é complicada – é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactérias ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.
Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente.
O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poliinsaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.
Deixe-me repetir isso: a lesão e inflamação crônica em nossos vasos sangüíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.
Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados (açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6, vegetais como soja, milho e girassol, que são encontrados em muitos alimentos processados.
Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelha e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflamatório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.
Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.
Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.
Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?
Imagine derramar melado no seu teclado, aí você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.
Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.
O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.
Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum – inflamação em suas artérias.
Voltemos ao pão doce. Esse gostoso alimento com aparência inocente não só contém açúcares, é também preparado em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial – e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula – deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.
Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.
Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.
Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.
Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.
Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadores de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.
As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poliinsaturados rotulados como supostamente saudáveis. Esqueça a “ciência” que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.
A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.
A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.
O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó serviu e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.”
E-mail: cos.schneider@gmail.com
Submeto-me todos os anos a uma série de exames médicos de rotina a fim de preservar a saúde tais como o índice de colesterol no sangue, açúcares, triglicerídeos entre outros, além dos exames normais para manutenção e vigilância sobre eventuais surgimentos de enfermidades. Pois bem. Converso muito com o meu médico e por vezes a conversa nos leva a algumas conclusões preocupantes quando se trata da Saúde Pública.
Neste momento em que você lê este artigo, saberia dizer a si mesmo quais seus índices de açúcar e colesterol no sangue? Quais são as medidas ideais? Existem? Pois compartilho com todos o excelente artigo que recebi, extraído do seguinte endereço eletrônico: http://www.tourlife.com.br/blog/?p=509. Trata-se do estigma de colesterol baixo. O artigo e extenso mas vale a pena conferir pois se reveste de uma revolução no comportamento humano na classificação dos níveis de colesterol no sangue. O artigo é este:
“COLESTEROL NÃO É O INIMIGO QUE VOCÊ FOI INDUZIDO A CRER -
Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!
Por Lundell Dwight, MD."
Segue o médico em suas afirmações para que cada um tire suas próprias conclusões.
"Nós, os médicos, com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornar difícil admitir quando estamos errados. Então, aqui está: admito estar errado. Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.
Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como “formadores de opinião”. Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.
A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringindo a ingestão de gordura. Esta última, é claro, que insistiu que baixar o colesterol evita doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.
Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratadas.
As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo podem ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.
Apesar do fato de que 25% da população toma caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca.
Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão afetando as pessoas cada vez mais jovens, em maior número a cada ano.
Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.
A inflamação não é complicada – é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactérias ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.
Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente.
O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poliinsaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.
Deixe-me repetir isso: a lesão e inflamação crônica em nossos vasos sangüíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.
Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados (açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6, vegetais como soja, milho e girassol, que são encontrados em muitos alimentos processados.
Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelha e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflamatório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.
Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.
Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.
Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?
Imagine derramar melado no seu teclado, aí você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.
Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.
O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.
Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum – inflamação em suas artérias.
Voltemos ao pão doce. Esse gostoso alimento com aparência inocente não só contém açúcares, é também preparado em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial – e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula – deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.
Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.
Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.
Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.
Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.
Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadores de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.
As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poliinsaturados rotulados como supostamente saudáveis. Esqueça a “ciência” que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.
A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.
A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.
O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó serviu e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.”
E-mail: cos.schneider@gmail.com
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Os Governos e seus Paradigmas
O título sugere quebra de paradigmas diante de tantas promessas de campanha mal cumpridas. No atual Governo do Rio Grande do Sul, as decisões políticas parece andarem. Aqui em Santana do Livramento. A cidade localizada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul com o Uruguay, a população regional da metade Sul e Oeste do Estado, alimenta reais esperanças com as perspectivas de investimentos regionais com o lançamento e construção de Parque Eólica no Cerro Chato.
Durante a realização da temática do Polo Naval, Gas e Energia ocorrida ontem a noite nas dependências regionais da Universidade Federal de Pelotas em Santana do Livramento, o Secretário de Infraestrutura Beto Albuquerque noticiou a liberação de recurso de 445 milhões de reais pelo BNDS para investimentos no Rio Grande do Sul.
Obviamente que é tímido o valor para o investimento neste setor e não pode se limitar a tão poucos recursos, embora importantes para alavancar as propostas apresentadas no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e Executivo do Rio Grande do Sul.
Hoje o Governador do Estado Tarso Genro estará aqui em Santana do Livramento, cidade comandada pelo PSB, para diversas agendas políticas, entre elas, a visita a Cerro Chato local que receberá a instalação das 5 primeiras torres das 15 previstas do Parque Eólico Regional que vai gerar 90 MW de energia, energia suficiente para atender a 500 mil pessoas. Com a visita do governador na região, está se concretizando a esperança de desenvolvimento do Estado como um todo, deslocando o eixo da região metropolitana.
A meu juízo o destaque vai para os veículos de financiamento dos pólos energéticos sugeridos pelo governo do estado que nocaso de Santrana do Livramente é de R$ 400 milhões. Embora haja esforço estratosférico de parte do governo em não ultrapassar em sua capacidade de endividamento, mas busca as parcerias privadas na operacionalização dos eventos regionais. Contudo, o custo da captação dos recursos para o financiamento dos pólos de desenvolvimento regional é fator determinante para prosseguimento dos projetos de natureza econômica e social.
O Banco do Nordeste, cuja entidade repassa aos investidores regionais, recursos financeiros constitucionais significativos a fim de financiar e subsidiar o desenvolvimento regional do Nordeste, Norte e Centro Oeste. Os fundos constitucionais, nada mais são invenção do legislador na redação da Constituição Federal de 1988, com o propósito de reduzir as desigualdades regionais. Passados mais de 20 anos, as desigualdades continuam cada vez mais acentuadas e o povo cada vez mais reclamando serviços públicos de qualidade, empregos, renda, serviços sociais entre outros. É de se perguntar, reduzir que desigualdade do que e de quem?
Envergaduras financeiras geradas no Rio Grande do Sul a título de Imposto sobre a Renda, Contribuições de Intervenção de Domínio Econômico – CIDE em cada ano e retirados pelo Governo Federal, suportariam a liquidação (sim liquidação) do débito em precatórios pendentes de pagamento; sanar os passivos da Seinfra – Secretaria de Infraestrutura – na ordem de R$ 5 bilhões de reais e financiar em igualdade de condições tão importantes investimentos regionais, sem cair na hedionda discriminação regional a que o Sul e Sudeste são submetidos. Aliás, há que se reconhecer que não é só o Rio Grande do Sul que passa por esta dilapidação tributária. Seguem na mesma esteira os demais Estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil, que perdem todos os anos, 3% da arrecadação federal revertidos ao fundo constitucional para a dita “redução das desigualdades regionais” retirados do IR e IPI.
Só para se ter uma idéia do que significam estes valores, vale ressaltar que o Rio Grande do Sul perde em CIDE todos os mais de meio de bilhão de reais. Os fundos constitucionais nos últimos 5 anos somam 4 bilhões de reais. Portanto, parece louvável a bancada gaúcha pelear pela igualdade no processo de financiamento de projetos econômicos e Sociais desta natureza. E-mail: cos.schneider@gmail.com
Durante a realização da temática do Polo Naval, Gas e Energia ocorrida ontem a noite nas dependências regionais da Universidade Federal de Pelotas em Santana do Livramento, o Secretário de Infraestrutura Beto Albuquerque noticiou a liberação de recurso de 445 milhões de reais pelo BNDS para investimentos no Rio Grande do Sul.
Obviamente que é tímido o valor para o investimento neste setor e não pode se limitar a tão poucos recursos, embora importantes para alavancar as propostas apresentadas no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e Executivo do Rio Grande do Sul.
Hoje o Governador do Estado Tarso Genro estará aqui em Santana do Livramento, cidade comandada pelo PSB, para diversas agendas políticas, entre elas, a visita a Cerro Chato local que receberá a instalação das 5 primeiras torres das 15 previstas do Parque Eólico Regional que vai gerar 90 MW de energia, energia suficiente para atender a 500 mil pessoas. Com a visita do governador na região, está se concretizando a esperança de desenvolvimento do Estado como um todo, deslocando o eixo da região metropolitana.
A meu juízo o destaque vai para os veículos de financiamento dos pólos energéticos sugeridos pelo governo do estado que nocaso de Santrana do Livramente é de R$ 400 milhões. Embora haja esforço estratosférico de parte do governo em não ultrapassar em sua capacidade de endividamento, mas busca as parcerias privadas na operacionalização dos eventos regionais. Contudo, o custo da captação dos recursos para o financiamento dos pólos de desenvolvimento regional é fator determinante para prosseguimento dos projetos de natureza econômica e social.
O Banco do Nordeste, cuja entidade repassa aos investidores regionais, recursos financeiros constitucionais significativos a fim de financiar e subsidiar o desenvolvimento regional do Nordeste, Norte e Centro Oeste. Os fundos constitucionais, nada mais são invenção do legislador na redação da Constituição Federal de 1988, com o propósito de reduzir as desigualdades regionais. Passados mais de 20 anos, as desigualdades continuam cada vez mais acentuadas e o povo cada vez mais reclamando serviços públicos de qualidade, empregos, renda, serviços sociais entre outros. É de se perguntar, reduzir que desigualdade do que e de quem?
Envergaduras financeiras geradas no Rio Grande do Sul a título de Imposto sobre a Renda, Contribuições de Intervenção de Domínio Econômico – CIDE em cada ano e retirados pelo Governo Federal, suportariam a liquidação (sim liquidação) do débito em precatórios pendentes de pagamento; sanar os passivos da Seinfra – Secretaria de Infraestrutura – na ordem de R$ 5 bilhões de reais e financiar em igualdade de condições tão importantes investimentos regionais, sem cair na hedionda discriminação regional a que o Sul e Sudeste são submetidos. Aliás, há que se reconhecer que não é só o Rio Grande do Sul que passa por esta dilapidação tributária. Seguem na mesma esteira os demais Estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil, que perdem todos os anos, 3% da arrecadação federal revertidos ao fundo constitucional para a dita “redução das desigualdades regionais” retirados do IR e IPI.
Só para se ter uma idéia do que significam estes valores, vale ressaltar que o Rio Grande do Sul perde em CIDE todos os mais de meio de bilhão de reais. Os fundos constitucionais nos últimos 5 anos somam 4 bilhões de reais. Portanto, parece louvável a bancada gaúcha pelear pela igualdade no processo de financiamento de projetos econômicos e Sociais desta natureza. E-mail: cos.schneider@gmail.com
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