quinta-feira, 24 de março de 2016
A Conta é do Contribuinte
A cada ano fiscal, a figura do leão é destocada pelo governo federal que convoca, coercitivamente o povo da terra tupiniquim a assumir responsabilidades em prestar contas do que comprou, do que ganhou, do que investiu no ano anterior mas não tem acesso por direito, das falcatruas e corrupções que levam o fruto do trabalho suado dos contribuintes que pagam seus impostos a fim de emprestar contrapartida ao dinheiro recolhido a título de tributo em serviços sociais.
Lembro-me nos idos anos 80 quando todos os cidadãos brasileiros eram convidados a prestar contas de suas receitas tributáveis e não tributáveis a fim de dizer para o governo quanto ganharam no ano anterior, no que investiram e no gastaram. Livros didáticos, roupas especiais usadas no exercício da profissão, cursos de aperfeiçoamento, equipamentos especiais, tudo era objeto de dedução da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física.
Quando o governo, habilidosamente manipula dados, valores financeiros, envolvendo informações como imposto de renda o faz todos os anos com afirmações que não emprestam veracidade, principalmente ao afirmar que o governo estaria reajustado a tabela do Imposto de Renda com índices favoráveis ao contribuinte. Tal qual a reforma tributária que ocorre todos os anos, porém, sempre em favor do governo, os índices de correção do imposto sobre a renda podem até se manter nos patamares do ano anterior, mas limita os descontos e compensações. Sim. Só por isso há aumento na tributação de forma indireta e velada.
Ocorre novamente com a Declaração do Imposto de Renda de 2016, quando os limites absurdamente estabelecem regras, novamente em prejuízo ao contribuinte. Exemplo típico está no regime de tributação usada na Declaração simplificada proporcionando desconto de 20% sobre a receita tributável bruta limitada ao valor de R$ 16.754,34. Este valor substitui todos os descontos. Exemplo: se o contribuinte recebeu 150.000,00/ano, em tese o desconto deveria ser de R$ 30.000,00. Deveria, mas não é. O programa da receita federal limita o desconto simplificado em R$ 16.754,34. Ora se é 20% sobre a renda tributável, não se justifica o limitador do valor de R$ 16.754,00. Isto é outra manobra arbitrariedade fiscal com propósito específico de aumentar a arrecadação com aumento da tributação.
Outro aspecto fatídico é a necessidade de maior de 14 anos já se encontrar inscrito no Cadastro Geral de Pessoas Físicas – CPF na Receita Federal sob pena de não poder se declarar o (a) dependente do contribuinte titular a fim de abater os respectivos valores da receita tributável o dependente. Logo a inscrição não é facultativa, mas obrigatória.
Existem ainda situações em que o contribuinte que tenha recolhido tributos federais, estaduais ou municipais em atraso ser penalizado. É comum em alguns casos quando do fechamento das contas no final do mês ou no período de apuração do imposto, sobretudo, no caso de Declaração de Retificação do Imposto de Renda que gere a darf do imposto adicional. Dificilmente a guia para o recolhimento do tributo é emitido de forma correta, sempre pautado em valores que afrontam a legislação. As penalidades pelo pagamento de tributo em atraso, sofrem acréscimos mas tudo depende de como estes valores adicionais são calculados e em que estrutura (multa, correção monetária, juros e principal). Tudo a seu tempo com seus valores. Logo é preciso ter em mente que nem tudo o que o fisco impõe deve ser aceito como absoluto. Logo passível de questionamentos. Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei.
Nestes dezessete anos de atividade a frente do Direito Tributário, pautamos nosso trabalho sempre voltado a orientar os contribuintes de que a precisão dos dados trazidos às declarações, são fundamentais para a boa arquitetura da declaração evitando dessabores. A cada ano, a teia de aranha vem se sistematizando, sendo possível hoje, inclusive, importar dados do banco de dados da Receita Federal valores pagos ou creditados a profissionais e empresas, mesmo que não tenhamos em mãos os respectivos comprovantes.
Assim, o contribuinte, chamado a pagar a conta em cada ano, deve se cercar de profissional especializado na confecção desta engenhosa peça chamada Declaração do Imposto sobre Rende e Rendimentos de Qualquer Natureza para evitar dissabores desnecessários que podem ocasionar muita dor de cabeça se mal elaborada. E-mail: cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 17 de março de 2016
Um Presidente Malabarista Desequilibrado
Estimados leitores e honrados cidadãos incrédulos deste país continental.. A espada da justiça está com a balança desequilibrada há muito tempo. Leis são afrontadas à sombra da dignidade humana. O homem "justo", despiu se da justiça quando dela, teria que fazer jus aos paramentos inerentes ao cargo (leia-se toga).
É a ação dos homens como se estivessem a agir em estado natural preconizado pelo Político inglês Thomas Hobbes. Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de um enorme governo e de uma enorme sociedade.
Em um enorme estado natural, enquanto que alguns homens enormes, possam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dos demais por forma a estar além do medo de que outro homem lhe possa fazer mal.
Percebe-se a rudez e perversão assim com a nudez de toda sorte das alvéolas da justiça, oxigenadas as imoralidades, dela vertem a lama da injustiça, independente de que lado for. Reforço alguns argumentos trazendo os outros lados de processos indignos de citação. Quando é com um, também não pode o mesmo método perverso ser utilizado por outro na mesma direção. Ser rico ou pobre, não é defeito como querem alguns sugerir que Lula por ter nascido do “presépio” da simplicidade, deve seguir as estrela de Belém no afã de substituir o pavilhão da lei e da ordem pelas nefastas atitudes que trazem do homem em estado natural os mais primitivos sentimentos de se apoderar o que é do alheio.
A riqueza, ou seja, a posse de bens materiais, adquiridos com o resultado do labor justo nada mais é senão virtude, mas nunca poderá servir de ponte de discriminação ou da soberba. O Brasil é manchete em todos os hemisférios do globo, protagonizado pelos seus ditos “representantes do povo”. Ora que povo e que representantes? A verdade seja dita, Lula nunca deixou de sair debaixo da saia da Presidente da República. Esta senhora, goza do meu respeito pelo cargo que ocupa, mas como pessoa no comportamento a frente do mais alto cargo da República, ela só tem colhido desprezo e descontentamentos.
O vandalismo tal como redemoinho, estão levando o país a bancarrota. Os tecnocratas do governo deslocaram para os cofres da Petrolífera Brasileira, bilhões de reais retirados do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, trazendo para as contas dos investidores, prejuízos incalculáveis. O BNDES tem suas investigações trancadas (leia-se paradas) em face do processo do Petroleoduto; os fundos de pensão, que segundo alguns especialistas afirmam ser outro grande rombo a ser investigado.
Não é a toa que no governo do Presidente Luis Inácio Lula da Silva encaminhou a fusão do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS com a Receita Federal do Brasil, sob o argumento de unificar as arrecadações. Como assim, unificar as arrecadações? Não estaria nesta manobra o fim de escamotear ainda mais as sombras duvidosas com fins obscuros como ocorreu com o valérioduto, petroduto, em desviar verdadeiras fortunas dos cofres públicos transferindo-os aos cofres comunistas?
Toda esta vergonhosa ação de nomear o ex-Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva a cargo de Ministro de Estado da Casa Civil, pela presidente da República Dilma Rousseff, tem um único propósito de tirá-lo das garras de um juiz, disposto a passar o quadro político brasileiro a limpo, não pode prosperar. Primeiro porque o ato de nomeação é absolutamente NULO de pleno direito por desvio de finalidade. Pelo princípio constitucional, a presidente da república comete ofensa ao princípio da moralidade e atormenta o princípio da legalidade.
Assim, tirar a pilantragem da mira da justiça como quer o governo federal com seus propósitos obscuros, merecem todo nosso repúdio a fim de manter intacto o Estado Democrático de Direito. O país terá que ser passado a limpo urgente. E-mail:cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 10 de março de 2016
Direito a Liberdade Sindical e Associativa
Não há como fugir do relevo emprestado em preâmbulo à Constituição da OIT afirmando que o “reconhecimento do princípio da liberdade sindical, constitui meio de melhorar as condições de trabalho e de promover a paz social”. O dispositivo merece amparo a tal ponto que houve conflito na Constituição Federal do Brasil de 1988 que estabelece em seu artigo 8º, VI que “é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas do trabalho”. Ainda no Inciso I preconiza que é vedada a intervenção na organização sindical por parte do Poder Público, assim como o artigo 3º da Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, estabelece que a organização dos trabalhadores podem organizar suas administrações, além das autoridades públicas deverem se abster de qualquer intervenção.
A Administração Pública deve ser a referência reguladora e assegurar a paz social e a manutenção da ordem pública. Não é o que estamos presenciando há mais de 20 (vinte) anos com os Bacharéis e Bacharelas em Direito no Brasil. A Ordem dos Advogados do Brasil, se Sindicato ou Entidade de Classe (pois nunca se sabe ao certo), interfere, intervêm nas atividades educacionais, da administração pública a fim de impor a sua lei, louca e arbitrária. Ademais, a violação verte aos olhos o disposto no artigo 47 da Lei 8.906/94 que estabelece que “O pagamento da contribuição anual à OAB isenta os inscritos nos seus quadros do pagamento obrigatório da contribuição sindical”. Logo os advogados, todos, inscritos, tem filiação sindical obrigatória, vedado pelo artigo 3º da Convenção 105 da OIT.
Ora, ou a OAB é uma entidade de classe ou é um sindicato, mas nunca deveria ser as duas coisas sob pena de grave violação na independência institucional funcional sindical. Logo a liberdade de qualquer trabalho, ofício ou profissão que tenham atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, deve ser recepcionado na visão do disposto no artigo 43 “A Educação superior tem por finalidade (…) II- formar diplomados nas diferentes áreas do conhecimento, após para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; (…) V – suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração” e 48 “Os diplomas de curso superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova de formação recebida por seu titular” da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional – LDB. Lei 9394/96.
Portanto, em sua grande maioria, o Brasil ratificou o instrumento de emenda da Constituição da OIT em 13 de Abril de 1948, nos termos do decreto de Promulgação número 25.696 de 20 de agosto de 1948, correspondendo as revisões de 1946, com as emendas de 1953, 1962 e 1972, todas vigentes no âmbito internacional, ratificadas pelo país. O Fato em si reside que a Lei 8.906/94, anterior a lei 9394/96 afronta não só o Estado Democrático de direito, mas viola garantias e direitos fundamentais e ofensas a trataos internacionais ratificados pelo Estado Brasileiro. Até onde vai tamanha crueldade, só Deus sabe. E-mail: cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 3 de março de 2016
A destruição econômica do país
Lamento apontar por esta via a ótica da economia do país, pois das múltiplas alegações presidenciais desde 2002 da fortaleza a que transformaram o país do ponto de vista da economia a sua destruição em 2016. Chegou-se a afirmar, equivocadamente, de que o Brasil seria a sexta economia do planeta, atrás dos EUA, China, Russia, Inglaterra, Canadá.
Três são os pilares que corroem a base da economia do país: a destruição da Petrobras; a disparada do dólar e a pior de todas, a crise do mercado de trabalho associado a remuneração dos capitais pelos juros altos. Assusta a todos nós, sem distinção de qualquer rejeição em sentido contrário pela inexistência de horizonte promissor.
A queda dos pilares (leia-se do sistema financeiro brasileiro), está afetando não só as finanças do país, mas a todos os cidadãos brasileiros natos ou naturalizados, sejam pessoas físicas e pessoa jurídicas. Inadvertidamente, a dívida pública brasileira ultrapassa os 2,75 trilhões de reais (ano 2015). Assim sendo a dívida brasileira conquistou dinâmica explosiva.
Imagine qualquer cidadão ficar devendo seu débito em cartão de crédito, o quanto avulta tal inadimplemento ao final de um ano! Ora os juros sobre a dívida brasileira é a maior da história tornando a impagável. Assim sendo o Brasil está tecnicamente quebrado.
Quais as consequência disso tudo? O que fazer para não quebrar também com o país? Desde 1991 a dívida pública cresceu a uma taxa maior que a renda nacional o que torna o atual modelo econômico insustentável. A solução do governo, neste emaranhado, foi aumentar a carga tributária, confrontando o processo aos efeitos da curva de Laffer tributação inferior a 30% ou 33% ,daí por diante, a tendência é diminuir a receita com o aumento da carga tributária.
Antes mesmo de 1991 a carga tributária brasileira girava em torno de 25% do Produto Interno Bruto – PIB e hoje está situada em torno de 38% com a entrada em vigor da nova carga tributária instituída pelos estados e União. Este fato eleva o Brasil para a categoria da maior carga tributária situada entre os países emergentes. Os países emergentes tributam seus produtos e serviços em índices não mais que 30% do PIB.
A perversão da dívida pública se aproxima da renda nacional. De 2001 a 2015 a renda real do país cresceu 103% enquanto que a receita de tributos cresceu em 184%, fato que fez com que o setor público em 15 anos, se apropriasse de 45% do crescimento da renda nacional para financiar os gastos do setor público incluindo as transferências de renda.
Ora convenhamos, a Petrobras acumula uma dívida bruta de ½ trilhão de reais, ou seja, R$ 506 bilhões, dados do terceiro trimestre de 2015. Além do que possui mais de R$ 390 bilhões de reais em investimentos programados até 2019 para manter suas atividades operacionais em funcionamento. O custo deste capital deve ser remunerado. Como?
Mesmo com o corte de 30% em seu plano de negócios a partir de 2016, os investimentos prejudiciais do pré-sal poderão passar para mãos privadas tal qual o executivo vem tratando a aviação civil do Brasil.
As companhias que medem os riscos de investimentos no Brasil em duas recentes baixas, colocaram o país em risco, pouco atrativo aos capitais estrangeiros. Os títulos da estatal são vistos neste sentido como riscos soberanos. No Brasil o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDS é o maior credor da Petrobras o que a torna entidade submetida a categoria de risco, acumulando os piores índices econômicos desde 1990.
Diante de tais circunstâncias adversas aos fatores que poderiam impulsionar a economia do país, a nova expectativa da volta da CPMF, que todos nós sabemos que nada mais serve senão para financiar os programas sociais capachos, serão mais recursos retirados do meio produtivo, canalizando os resultados da arrecadação para fins diversos de sua criação. Não bastassem as contribuições sociais do Programa de Integração Social – PIS, Contribuição Social – COFINS, Contribuição sobre o Lucro Líquido – CSLL, Contribuição Previdenciária, todas as outras tantas contribuições levados aos cofres públicos e jogados ao ralo do desperdício se somem. A mudança urge. E-mail: cos.schneider@gmail.com
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Os vícios da administração pública
Lembro-me de um Conselheiro do Governador representante da Ibravin nas reuniões do Conselhão do Governo Tarso durante o ano de 2012 proferindo alguns discursos em defesa da indústria vitivinicultura. Ainda como forma de contribuir com o setor, em nossa gestão frente a Fundação de Estudos Econômicos Culturais e Históricos do Rio Grande do Sul, a instituição patrocinou ainda juto ao Ministério Público Feder, denúncia da existência de irregularidades contidas tanto na rotulagem, quanto na formulação, dos vinhos oriundos da Argentina e do Chile. O que mais me impressionou neste tema a época, foi a defesa ferrenha do MAPA - Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, no tocante ao parecer favorável destes produtos rechaçando qualquer irregularidade e desmerecendo os laudos técnicos proferidos pelo instituto Laren de Caxias do Sul. O MAPA saiu em defesa dos vinhos chilenos e argentinos como procurador dos mesmos e questionou os laudos do laboratório brasileiro sobre os antifermentativos, rotulagem etc, etc, etc. Estranho comportamento.
Estes valores, ou ainda, esta situação deveria ser esgotada também no sentido de dar conforto e isonomia ao setor vitivinícola com os vinhos e espumantes importados. Se pode haver permissão para certas normas favorecendo aos vinhos importados, de conterem antifermentativos não autorizado pela Anvisa, rotulagem em desacordo com a legislação brasileira, que seja dado o mesmo tratamento aos produtos nacionais. Afinal, o contrabando, ou como quer o Carlos Paviani, o "descaminho" (que diferença semântica faz?), é outra perversão que acaba com o setor, se já não bastassem os fatores climáticos que vem afetando a produção de uvas no Rio Grande do Sul.
Do ponto de vista político, havíamos avançado no Pleno do Conselhão no Estado entre 2011 a 2014, em muitos pontos nas políticas para o setor vitivinícola gaúcho e prestes a serem ativadas pelo governo do Estado no período como metas oficiais do governo Tarso. Com a vinda, via eleições do Governador José Ivo Sartori (que lamentamos tenha aumentado toda a base da cadeia tributária do Estado, além de elevar os percentuais do ICMS da Energia Elétrica, Combustíveis e Telefonia de 25% para 30%), levou o Rio Grande do Sul à categoria de Estado de menor atração para investimentos comparado a todas as federações brasileiras. É nas pequenas coisas que percebemos os grandes prejuízos arcados pelo cidadão-contribuínte gaúcho.
Ao cruzarmos o Rio Mampituba, em Santa Catarina, os nossos veículos podem abastecer combustível (leia-se gasolina) ao preço de R$ 3,29 a R$ 3,34 o litro. Nos polos de Pedágio nas vias federais em Santa Catarina os automóveis pagam o valor R$ 1,90 em cada passagem, com apenas dois polos de pedágio na BR 101 ao passo que moto, paga R$ 0,95 centavos nas cancelas dos pedágios catarinenses. Em solo gaúcho, este valor varia de R$ 5,20 a R$ 13,60 para automóveis. Será que nossa diferenciação política reside apenas na forma de como assaltar o bolso dos contribuintes?
Não bastassem ainda estas discrepâncias, contamos ainda com a famigerada indústria da multas aplicadas em todas as searas da administração pública em que o Estado se locupleta de forma vergonhosa dos maltratados contribuintes por conta de práticas abomináveis dos gestores locais e federais. Não são só multas de trânsito que entram na duvidosa prática imposta pelo setor público a seus cidadãos. Na via do Meio Ambiente, nos recolhimentos em atraso dos tributos devidos, pela ausência de cumprimento de obrigações acessórias, aos agricultores com relação ao uso de solo, etc, etc, etc. Não há mais como aceitar estas medidas impositivas de governos meramente tributaristas sem passar um olhar mais detido voltado a valorizar a produção dos bens de capital e de consumo, do plantio, da manutenção do homem no campo, políticas públicas de levar conforto ao setor em todos os sentidos e sua valorização, investir no setor produtivo e não no puro assistencialismo ineficiente que acorrenta certos cidadãos ao vício e ao ócio. E-mail: cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
O Vício da Corrupção no Brasil
Países avançados colocam acima de qualquer suspeita, seus controles institucionais pelos auditores em um pedestal de enorme respeitabilidade e reconhecimento público que, em sua quase totalidade, garante a honestidade além do profissionalismo. Na Inglaterra, por exemplo, instituíram o Chartered Accountant. Já nos Estados Unidos eles têm o Certified Public Accountant. Uma mãe inglesa e pai americano certamente sonham com um filho que seja médico, advogado ou contador público. No Brasil, o contador público foi substituído lamentavelmente pelo engenheiro. Aliás há que se destacar algumas declarações hilárias da Presidente Dilma Rousseff ao afirmar que o Brasil não precisa de Advogados mas sim de Engenheiros. Complicado engolir tamanha imbecilidade.
Bons salários e valorização social em todos os campos das atividades econômicas, são requisitos fundamentais para todo sistema social funcionar e bem. No Brasil está se pagando e falando mal de nossos fiscais e auditores existentes que atuam em seu estrito cumprimento do dever funcional mas o país não tem o hábito de treinar profissionalmente os futuros auditores. Nos últimos nove ou dez anos, os salários destes profissionais públicos e fiscais têm sido congelados estupidamente assim como seus quadros, reduzidos o que leva a uma das razões do crescimento da corrupção em todas as searas não só políticas mas também institucionais. Como o custo da auditoria é grande, ou seja, para ser pago pelo cidadão individualmente, essa é uma das poucas funções próprias do estado moderno. Tanto a auditoria como a fiscalização, que vai dos alimentos e segurança de aviões.
Na política nãoé diferente visto que a descrença por ordem e sequestro dos canalhas corruptos, não se impõe, acarretando a banalização da corrupção, desde a era republicana do Brasil, ou ainda quem sabe, do período colonial do Pau Brasil. Por sua vez, o capitalismo remunera parcamente quem trabalha e ganha, mas não consegue remunerar quem impede o outro de ganhar roubando. Parece impossível acreditar que num país como o Brasil o vício da corrupção se instalou em todas as repartições institucionais republicanas imagináveis.
Inadvertidamente, há quem diga que não é papel do Estado produzir petróleo, mas ninguém discute que é sua função fiscalizar e punir quem mistura água ao álcool. Não serão intervenções cirúrgicas (neste caso leia-se CPIs- Comissões Parlamentares de Inquérito), nem remédios potentes (ou seja os códigos de ética), que resolverão o problema da corrupção em nosso país. O Vírus da corrupção não está apenas em quem está sendo corrompido, mas sobretudo, quem corrompe também. Não só no Governo Federal, mas também nos Estaduais e Municipais. Neste sentido, precisamos da urgente vigilância de um poderoso sistema imunológico para combater a infecção no nascedouro, como acontece nos países considerados honestos e plenamente auditados. Logo, poderia alguém alegar que o Brasil não é um país corrupto mas apenas um país pouco auditado? Talvez.
O controle passa necessariamente por entidades sérias, sejam elas de origem nacional ou internacional, mas nunca deixá-las sob a nau sem remo. Sabemos todos o que está errado neste país e a grande pregunta que precisamos fazer a nós mesmos é no sentido de que: será que não somos um povo omisso diante de tantos erros, ao passo de permitir a banalização da corrupção em todos os meios sejam, políticos, econômicos, financeiros, judiciais ou institucionais? Não somos parte deste problema? Quantas vezes falamos sobre o que está a nos incomodar (e sabemos o que está errado neste país) sem desencadear algum movimento reacionário. Não é só o político que é corrupto. O Vício, ou melhor, o vírus da corrupção está impregnado nos três poderes da república lamentavelmente. Aliás o político é reflexo do voto, da democracia, do poder. Se o Poder emana do Povo e exercido em seu nome pelo voto por seus representantes eleitos, é dizer que sistema é reflexo do seu povo, lamentavelmente. E-mail: cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Bons Tempos
O dia começava muito cedo. O leite tirado da vaquinha era tomado cru com alguns pingos de café que denominamos de “camargo”. O rabo da vaca amarrado nos estais do curral, tias e avós, peritas na ordenha os animais, pelo olhar matreiro das crianças e sabendo do que gostávamos, preparava o saboroso produto absolutamente natural.
Nos dias de hoje, quanto mais hospitais, menos saúde; quanto mais escolas, menos professores; quanto mais fábricas, menos operários; quanto mais automóveis, menos estradas; quanto mais bancos, menos dinheiro no bolso das pessoas. Isto nos leva a crer sem pestanejar ou ainda, sem medo de errar, que a modernidade dos tempos, em vez de proporcionar bem-estar, empresta grandes intrigas e dores de cabeça a todos nós.
Os filhos... Ora os filhos, tanto os pais, quanto os avós, diziam em que lugar sentar a mesa. Criança não tinha que escolher em razão da disciplina que passava no núcleo patriarcal na forma de educar. Sim, os pais e avós educavam. As escolhas ensinavam o que não é nenhuma novidade. Com a modernidade dos tempos, onde fomos parar? O que mudou?
Professor ou professora ao adentrarem nas salas de aula, não tinha aluno que ficasse sentado. Receber os mestres do ensino de pé, era sinal de respeito e de valorização. Onde fomos parar nos dias de hoje, quando professores e professoras são atacados (as) em sala de aula desprotegidos inclusive pelos empregadores? As notícias várias andam a soltas alunas que agridem os educadores ou educadoras, pais que invadem salas de aula porque a professora ou o professor rodou algum aluno ou aluna por falta de estudar. Onde fomos parar?
Os brinquedos eram produzidos a partir da imaginação de cada um. O carretel de linho, um pedaço de madeira com recorte nas extremidades era suficiente para emprestar imaginação na construção de algum veículo imaginário. Aros de ferro encaixados em taquaras rachadas ao meio era a onda da arte em não deixar cair com a menor velocidade. Joelhos esfolados, galhos de árvores quebradas pelos tombos e ninguém teve nenhum tipo de infecção ou morte em razão disso. Bons tempos... Boas práticas.
As frutas hoje adquiridas em supermercados muitas em estado de decomposição a um preço absurdo é prática reiterada. A época, se sentava debaixo de uma parreira de uva, laranjeiras, bergamoteiras, romã serviam muitas vezes de farta refeição no café ou durante o dia, depois de levar a lenha cortada e rachada a braço firmo de alguns meninos de 8, 10, 12 anos sem que tivesse algum órgão do ECA ou do Ministério Público interferindo na educação dos pais. Ninguém se machucou.
Bons tempos... Belas noites de sono profundo que eram acomodadas em colchão de palha de milho ou quando mais sofisticado em colchão de mola. O travesseiro fofo confeccionado com penas de aves, sobretudo, galinha reparava o sono. As nossas refeições sem agrotóxicos, eram colhidas das hortas junto às casas e, emprestavam sabor inigualável aos pratos deliciosos elaborados pelas nossas tias, avós preparadas em panela de ferro sobre o fogão ao lenha. Belos dias... que bela época.
Os invernos intensos serviam por vezes para que a gurizada gelassem os pés numa pelada de futebol já pela manhã cedinho nos pátios das escolas. Tudo sob o olhar cauteloso e paternal de nossos mestres. A hora do recreio, um copo de leite, pão (sem bromato de potássio) com manteiga a partir do leite natural, eram a fonte saudável da gurizada crescer com ossos fortes, firmes com a prática de esportes quase diária. Hoje, é regra os pais não permitirem que crianças enfrentem o percurso entre a casa e a escola, sendo levados em seus luxuosos automóveis as escolas. Que época!!
Professor ou professora era sinônimo de orgulho e honra. Os pais auxiliavam os filhos na formação da caligrafia comprometidos a dar o melhor a cada um para cobrar do professor também a manutenção destes hábitos. A memorização de leitura era prática reiterada quando nossos mestres esperavam que cada um dos alunos fosse ler um trecho de determinada leitura e em sala de aula repetí-la apenas a partir da memorização. Os tempos saudosos se foram... Não voltarão. Nossos avós, nossos pais, eram símbolo de referência aos seus filhos. A pergunta: em que momento da estação da vida, as coisas simples e saudáveis deram lugar as tecnologias, coisas complexas que nada mais fizeram que nos escravizar aos seus caprichos. Belos tempos... Triste realidade hoje. Será que somos felizes com esta realidade? E-mail:cos.schneider@gmail.com.
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