CORDILHEIRA DOS ANDES

CORDILHEIRA DOS ANDES
Complexo Hoteleiro localizado na Cordilheira dos Andes, na estação Valle Nevado em Santiago do Chile - Foto 03.05.2012

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Violação de Consciência Coltiva

A nefasta e perniciosa massa de manobra popular tem se destacada nos últimos anos como principal característica os experimentos de laboratórios políticos destinados a manutenção do poder e da violação da consciência coletiva, se é que podemos dizer que há consciência coletiva neste país. Nestas eleições (não me canso de reiterar algumas características decorrentes do resultado dos fatos), violam o bom senso e, sobretudo, o conceito de soberania popular. Ora mais de 8 milhões de famílias, sobretudo, localizadas nas regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, violaram os preceitos fundamentais da democracia e soberania popular. Não pensem que o povo é ingênuo, que desconhece a realidade e a consciência coletiva. Ele sabe que ao receber benefícios fiscais governamentais, ele tira de alguém. Sim porque alguém entregou este dinheiro ao Poder arrecadador e seguramente, a compra de votos como sendo crime eleitoral, esta prática governamental apenas estatiza e institui a legalização do crime eleitoral no Brasil. Na mesma esteira, o Poder Judiciário, com seu esforço sobrenatural na defesa de coibir a fraude, o corporativismo, o crime financeiro e eleitoral, avançou muito pouco e aliás sequer é de sua competência criar normas que afastem tais elementos do regramento normativo brasileiro. Na prática,o que está a se assistir nos gabinetes, a utilização cada vez maior e insistente, os procedimentos normativos judiciais na expressão involuntária da lei. Nos termos políticos de violações sociais, há que se destacar algo muito mais grave do que a mera transposição da consciência coletiva brasileira do plano social para o panorama econômico. O Brasil se tornou num cativeiro de experimentos viróticos na ótica da economia e da realidade tributária. Sustentamos acima que o povo sabe de sua consciência amesquinhada mas não quer admitir o erro. Estamos diante dos resultados colhidos a cada ano por entidades respeitadas das estatísticas governamentais e não-governamentais em torno da migração de capitais de origem tributária, bem como o deslocamento das rendas públicas para currais eleitorais que mantém o povo cabresteado a miséria social e a pobreza de espírito. As legislações tributarias vigentes são discriminatórias, arrogantes, perversas e acima de tudo, promovem as desigualdades econômicas e sociais, e condenam ao fracasso, regiões brasileiras vocacionalmente produtivas em detrimento das regiões beneficiadas com mais de 25 Bilhões de reais ano do programa Bolsa família. Não se está aqui discutindo o programa em si, mas há que se destacar que de dignidade humana nada tem de eficaz, por que reduz ao ócio, ao vício milhares e milhares de pessoas, saudáveis economicamente ativas para o exercício de qualquer atividade econômica. Quem ousa trabalhar, ou comprometer verbas governamentais sabendo que sem nada fazer, o beneficiário tem a certeza de que ao final do mês seus parcos valores estarão depositados em um banco destes chamados “estatais”, na formação do curral eleitoral criminosamente estudado e perversamente mantido para acorrentar a consciência coletiva às mais perversas violações já praticadas neste país. Cresceu a miséria da população localizada nas regiões economicamente desenvolvidas ao passo que, nas regiões como Norte e Nordeste, diminuiu a miséria mas manteve-se a pobreza. Ou seja, veste-se um santo, e despe-se outro. A vocação de sociedade organizada neste país como é sepultada em cada ato ou proposta de governo na falsa tentativa de resolver os problemas da pobreza e miséria. Pobres e miseráveis sempre existiram e sempre existirão. Em muitos casos são escolhas individuais renunciar ao trabalho remunerado e viver no mundo sem rumo. A consciência coletiva brasileira vive em crise. Se não é comigo, o resto que se dane. “O que interessa é eu e meus pares”. Será? É muita mesquinharia. E-mail: cos.schneider@gmail.com

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Partida de Auri Rodrigues

A Campanha eleitoral de 2014 símbolo perverso da manipulação social por meio dos institutos de pesquisa na indicação de resultados píficos, foi também evento que tomou nossa atenção suprimindo outros acontecimentos que nos causaram profunda consternação. Em nossa caminhada pelo campo terreno colhemos vários tipos de colheitas decorrentes da fértil plantação da semeadura em terra fértil, resulta em safra abundante ou nem tão fértil quando as sementes caem sobre pedras ou apodrecem pela inutilidade. Com nós, indubitáveis mortais acontece a mesma coisa. Somos a semente dos filhos terrenos. Esta semana, tomados de enorme surpresa, nos chega a notícia da partida para o Grande Oriente do nosso querido irmão, amigo, colega e leitor deste blog, Auri Rodrigues da SMJ Seguros. Durante seis (6) anos compartilhamos com Auri a academia da Universidade Luterana do Brasil - Ulbra Campus Canoas no curso de Direito, que ao final do curso, na formatura, foi indicado pelos 44 formandos como orador oficial da turma em 2009. Apesar da doença a que Auri estava acometido, nunca se ouviu, mas nunca mesmo, uma única queixa deste firme pilar sobre sua frágil saúde. Sempre disposto, solícito, questionador, querido entre todos, compartilhava com temas sempre importantes nas rodadas do cafezinho nos intervalos disciplinares da academia de Direito. Estamos todos de luto pela partida de um irmão, mas com a certeza que fica que nascemos para um dia nos despedirmos deste plano e ingressar para um lugar melhor. Um lugar sem conflitos, sem intrigas, sem mesquinharias, um lugar onde a luz se faz presente na plenitude da vida eterna. Auri Rodrigues sequer disse “adeus” mas tenho a certeza de que se pudesse diria “até logo”. Desde a concepção nascemos para partida. Seja para alguns mais cedo e outros mais tarde, mas inexoravelmente, o rastro da saudade que talvez o vento do tempo apague sutilmente dará lugar a outros emprestando o mesmo destino. Que o descanso seja eterno meu querido amigo Auri Rodrigues e que o conforte de seus familiares encontre em Deus, a esperança de vida plena na certeza do reencontro em algum momento no tempo e em algum espaço. A lição não fica só no fato de viver aqui mas sim e, especialmente os gestos de caridade, de amor como lição de vida que Auri teve de uma de suas filhas além de todos os seus familiares. Há que se dizer que tudo isto é um grande mistério que quem se prepara para vida, jamais temerá a partida, a morte, pois o descanso é o conforto na convicção do renascimento através da ressurreição, tal qual Cristo quado renasceu para vida. Mas não precisava ser tão cedo, mau amigo Auro. Porém, que o amor e a fraternidade nos emprestem a alma de sua vocação para que todos sejamos desbravadores das virtudes de um pai, amigo, irmão como foi Auri. Descanse em Paz Amigo. E-mail: cos.schneider@gmail.com

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A Soberania do Voto como Povo Soberano

Povo Soberano? Quem teria sido o gênio que inventou esta expressão ímpar? Enquanto a fantasia dos ideólogos plantonistas manipuladores das entranhas políticas não descobriu a soberania do povo, este era feliz. Muito feliz. Trabalhava nos campos, nas diversas oficinas nos seus ofícios, não ouvia as deslavadas mentiras sobre a existência do povo soberano: o povo era poético; escrevia crônicas clássicas; descobria e desbravava novas terras, novos mundos, novos mares, novas teses, novos universos; ergueu as pirâmides do Egito sem cálculo de computador; criou a arquitetura grega; atingiu os altos picos da civilização sem a modernidade clássica digital. Essa maravilha das maravilhas que é Europa da Idade - Média, o Velho Mundo, a Velha Escola quando a Cruz e a Espada aliadas e irmanadas sob o símbolo máximo da Ordem Máxima foi obra do Povo. Do Povo Soberano. Que povo soberano? Não existe povo soberano até então? Se fosse soberano, seria o fim da soberania política e do político medíocre, inescrupuloso. Do nada, um dia começaram a dizer e mentir ao Povo que ele era soberano. E quando o Povo, convencido da sua soberania, na ilusão de que lhe era possível efetivá-la, a reclamou, e o poder constituído e legítimo se viram obrigado a reconhecê-la. O povo talhou por suas próprias mãos, a mais pesada, a mais execranda das tiranias. Nunca o Povo foi tão escravo como no dia em que começou a ser soberano! Quanto mais soberano se julga, tanto mais escravo ele é. Afinal, o que é a Soberania do Povo? Nada mais é que a tirania irresponsável e anônima. É a tirania de alguns ditos grandes partidos políticos. É a tirania das manobras dos clubes e dos grupos e dos cargos. É a tirania do acaso eleitoral. É a tirania do voto conquistado ou pela compra oculto do voto, ou pela vigarice, ou pela ameaça, ou pelo interesse mesquinho de uma elite política dominante inescrupulosa sustentada pelo sistema medieval, embora moderno. É a tirania do “Número” contra a “Razão”. É a tirania do “Número” contra a “Inteligência”. É a tirania do “Número” contra o “Saber”. É a tirania do “Número” contra a Bondade. É a verdadeira tirania da “Força” contra o “Direito”, contra a “Justiça” onde tudo pode e tudo vale. A soberania do Povo é a negação do próprio Povo, porque é a sua absoluta sujeição a mais covarde das tiranias: a do “Número” irresponsável e anônimo. Basta ver hoje nos telejornais, revistas e jornais do país, o resultado da soberania popular. Mentiras, roubos, desvios de condutas, corrupção política, compra do número em favor do voto. Nada mais anônimo do que o voto eletrônico. Ninguém tem certeza o que tem na máquina! As pesquisas anunciam os resultados das urnas, como foi na "Proconsult"; como foi no "Painel do Senado"; como é no Brasil. A soberania popular, a soberania do voto sabe o que depositou na urna eletrônica, mas não imagina o que dela sai. Soberania do Povo. Quem governa, no Povo soberano? O voto!. Quem decide sobre a Guerra e sobre a Paz? O voto!. Quem resolve os problemas da Educação, da Higiene, da Defesa Nacional, do Fomento, da Ordem, da Moral? O voto!. Quem julga o Passado do Povo? O voto!. Quem prepara o Futuro do Povo? O voto!. Quem aumenta os impostos? O Voto!. Quem fecha empresas e proíbe os Bacharéis em Direito a trabalhar? O voto! Mas quem é o voto? O voto é a mistificação legal. Quem governa, no Povo soberano, é a mistificação. Aqui, na República das Bananeiras onde o povo é soberaníssimo, existem convenções eleitorais em que votam os eleitores filiados, embora não tendo comparecido. Em Paris, por exemplo, em algumas eleições constatou-se que grande número de eleitores não residiam sequer, nas moradas indicadas, e ninguém sabia deles. Paris também terá sido escola? O resultado foi como se toda a gente os conhecesse na intimidade. E perante o resultado das eleições, se lia na mais ponderada e ortodoxa imprensa democrata, que o Povo soberano não queria o que os vitoriosos estão fazendo! Se a maioria, se o voto, se o número pertence à maioria da fauna demagoga. Que têm os democratas que discutir que observar que contrapor? Nada!. O Voto, o Número, a Maioria, numa palavra, a Democracia decidiu. Logo, aos vencidos cumpre obedecer. Mistificação? Sim, uma burla, um engano, para nós e, a quem nada repugna tanto, como ver o nosso pensamento dominado, como ver a nossa cultura vencida, como ver a nossa competência inutilizada por apenas dois, dez, cem, mil votos. Mas para os democratas, para os partidários do sufrágio do voto nos moldes atuais, do "Número", para os democratas — não. Esses devem sujeitar-se, submeter-se às conclusões lógicas dos seus princípios. Ou o voto só é bom, quando é a meu favor? O voto só é livre, quando vota em mim? O Número só é legítimo, quando está comigo? Não há mais movimento social reacionário. Faleceu a identidade do voto consciente, com poucas exceções. Povo soberano! O que fizeram do Povo, quando o proclamaram Soberano? O que era uma força útil foi transformado em degrau para os aventureiros, para todos os traficantes, para todos os comediantes sem escrúpulos e sem vergonha para todos os criminosos. Novamente a camarilha de cima, sufoca o povo soberano de baixo. Alguém teria coragem e ousadia em dizer se podemos mudar esta realidade com o voto, ou melhor, com o voto eletrônico? Voto Soberano! E-mail: cos.schneider@gmail.com

sábado, 27 de setembro de 2014

A Toga Psicótica

O Título deste artigo se resume na prática intolerante de decisões judiciais desfocadas do mundo dos fatos sobretudo quando manipulados pelas práticas e de tendências bairristas inospidas fomentadas por uma mídia senssacionalsita como ocorreu com aquela menina da torcida gremista no jogo do Grêmio versus Santos pela Copa do Brasil flagrada chamando o goleiro aranha do Santos de “macaco”. O futebol, a toga psicótica decidiu o jogo e o torneio pela via transversa dos resultados extra campo. Psicose? Sim senão vejamos. A Psicose nada mais é que um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, e pela psicologia clínica e pela psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contato com a realidade", sendo esta entendida como séries de saberes, constructos e símbolos compartilhados e validados socialmente. A toga perdeu contato com a realidade cultural do povo BRASILEIRO. Indiscutível é a desorganização psíquica da toga julgadora que eliminou o Grêmio da Copa do Brasil. Se chamar de primata como ocorreu com aquela menina torcedora do Grêmio, no auge do calor de um atleta que visivelmente se prestou a incitar a torcida com suas ceras técnicas provocativas se constitui em ofensas tão violentas, o que dizer das pobres meninas gordinhas quando chamadas de “hipopótamos” , de “anta” ou ainda em coro qualificar os gaúchos presentes em qualquer estádio de futebol do Brasil, como “viados”? Racismo ou homofobia? Qual a diferença. A toga psicótica atua tal qual a situação do Aranha? Que campeonato é esse? Resposta? Coisas do Brasil. A discriminação está na cabeça de quem a incita a todo instante. O racismo ou a homofobia somente será eliminado no dia em que o Sol nascer quente, ou o papagaio tiver dente. A humanidade não é uma construção social de ciência exata. Nunca haverá no mundo a absoluta hegemonia verbal em relação aos próprios seres humanos. Porque não se toma medidas judiciais contra a discriminação dos Bacharéis e Bacharelas em Direito, qualificados como “incompetentes” para o exercício da profissão mesmo diplomados? Porque as filas enormes em bancos indicam discriminações econômicas? Onde está a toga? Qual a diferença da discriminação para o caso “Aranha”? O Brasil vive a ditadura da toga. Se não se pode imprimir os fatos pela via das ações no campo dos embates, entra em jogo a toga para desfazer o que os melhores fizeram e restabelecer o que os piores não conseguiram. É o bairrismo medieval anacrônico imposto pelas tendências de um grupo psicótico para resguardar o direito de atuar sobre a paixão do futebol, a alegria do povo. Se o Direito existe para promover a “Paz Social” neste caso, como em muitos outros, a toga sepultou a paz social. Lutarei sempre para que as desigualdades impressas pela mídia marrom, que as injustiças sejam supridas e que os olhos possam contemplar os seres humanos iguais dentro de suas diferenças e diversidades étnicas, econômicas e religiosas. Aranha ou aracnídeo da família dos arachnidas, já não poderia ser qualificativo do goleiro aranha do Santos, pois aqueles os bichinhos de oito pernas não se confundem com o goleiro de duas pernas que estava em campo naquele momento. Macaco, pela via do qualificativo emprestado ao goleiro do Santos pela torcedora Gremista, encontra maldosa interpretação na cabeça dos caçadores de notícias, tal qual os que confundem as histórias da anatomia biológica. Macaco poderia ser utilizado como expressão “de repetir” “copiar” as coisas do “homo spiens “que poderia ser também qualificativo de “homem sabido”, tal qual reproduz o “Macaco”. Confundir aranha pela cor? Ora me poupem. Cor não é raça, como querem alguns nos impor. A moça por acaso falou raça? Ou ainda em macaco preto? Mico preto? A torcedora por acaso falou do macaco de bunda “vermelho”? Do Primata branco? Ela expressou macaco, pela demora proposital de por em jogo a bola em campo de futebol onde a paixão explode pela alegria de alguns e tristeza de outros. Aranha conseguiu matar o jogo com o placar em 2 x 0 e, seu favor. Conseguiu terminar com o futebol em campo, acabar com a alegria do povo que é a paixão pelo futebol e eliminou, geniosamente por seus defensores extra campo, um clube de tradição centenária do futebol brasileiro da competição. O árbitro em campo percebeu claramente a intenção do goleiro santista a tal ponto que o advertiu. Não vi nenhuma repercussão semelhante quando torcedores do Flamengo são chamados de “urubuzada” ou “urubus” pelo fato do time flamenguista ostentar o urubu como símbolo do clube. Ainda não vi nenhuma reação judicializada por conta da torcida da Ponte Preta chamada de “macaca”. O que teria acontecido com o Grêmio por conta da eliminação da competição brasileira? Bairrismo, xenofobia e psicose judicializada. A mania é de perseguição centenária aos gaúchos como vem acontecendo no apito, quanto na política e no campo de batalhas. Isto desde o tempo do império. Enquanto aqui, em solo gaúcho os valentes soldados do império guarneciam as fronteiras do país, esfarrapados, famintos e passando frio, nada recebiam da corte do Rio de Janeiro, ao passo que no restante do Brasil, soldados repousavam em profunda paz, alimentados com roupas e soldos sempre em dia, as custas do sangue, suor e lágrima dos esfarrapados gaúchos. A imprensa vil gaúcha, brasileira e mundial passou semanas adulando o episódio simplório do goleiro “Aranha”, feito alienígena em planeta alheio, em desrespeito a toda comunidade gaúcha atribuindo aos pampeanos a pecha de racistas quando o termo racismo tem conotação muito além do que alguns psicóticos defendem. E-mail: cos.schneider@gmail.com

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Liberdade Vigiada da Opinião Pública

Liberdade Vigiada da Opinião Pública “É livre a manifestação do pensamento, vedado seu anonimato”. A frase não é minha e sim dos mais antigos conceitos de garantias e direitos fundamentais expressos na atual constituição federal do Brasil no seu artigo 5º Inc. IV. O verbete “livre a manifestação do pensamento” no entanto, esbarra em outras garantias e liberdades constitucionais, como ampla defesa, contraditório, processo legal, liberdade de locomoção, provas materiais, etc, etc. Ressalto o mérito do título da liberdade de expressão como fórmula de combate ao modelo predatório da liberdade de expressão da opinião seja pessoal, jornalístico midiático, sobretudo, por questões de vaidade, outras por interesse e terceiro até por má-fé. Esta sempre revestidas de interesses obscuros e mal intencionadas. Guardada sua devida proporção, li o artigo do articulista Paulo Santana do Jornal Zero Hora de domingo passado dia 27.07.2014 insinuando o uso da malversação do dinheiro público durante o período do atual Governo do Estado do Rio Grande do Sul, sem trazer as devidas provas materiais objeto da acusação. O Direito ao contraditório e da ampla defesa, não pode soar como letra morta no ordenamento jurídico constitucional, sobretudo, no Estado Democrático de Direito. Não tenho nenhum poder em advogar em favor do atual governador acusado pelo articulista da RBS, usando seus canhões de comunicação para espalhar inverdades ou levantar suspeitas falsas ou sem prova. O fato é que como cidadão e operador do Direito, sinto-me na obrigação em externar meu ponto de vista embasado na ampla moldura da dignidade da pessoa humana. Estamos em época de campanha eleitoral e mentiras e verdades afloram sobre o tecido social, sobretudo, de eleitores. Até aí tudo certo. O temporal surge, nasce quando um articulista, eivado de dúvidas e intrigas, se utiliza de instrumentos poderosos para atacar pessoas, de forma inconsequente, para formar opinião de que, suas inverdades ou seus argumentos carentes de prova, comecem a emprestar relevo à dúvida e até mesmo, a honra. Assim, com o devido respeito que merece o dito articulista e a emissora a qual está vinculado, agiu ele de forma irresponsável, inconsequente. Ao acusar o Governador do objeto da irregularidade, que seriam o desvio de um volume muito grande de dinheiro retirado do erário sem destinação comprovada, não trouxe provas. E mais. Agiu em defesa de outro candidato ao Governo do Estado que declaradamente, se traduz no candidato do Grupo de Comunicação do Rio Grande do Sul, desequilibrando a relação isonômica nas eleições majoritárias de 2014. Volto a dito de que não possuo legitimidade em advogar em favor de um ou em desfavor de outro. É minha opinião baseado nos dispositivos legais constitucionais inscritos nos diplomas reguladores da sociedade como um todo. Acusações devem ser provadas, sob pena de caírem no vazio e no modelo predatório da mesquinharia. Acusar quando provado, sem dúvida alguma, é obrigação sobretudo, tratando se desapropriação da res pública. Fora isso, agiu o dito cidadão às margens da ordem legal, penal, constitucional. As consequências são danosas quando nos mesmo sentido da reparação do mal causa. Se o país quer emprestar às eleições disputas justas, o ranço e a agressão devem ser reprovados pelo eleitor. A insatisfação do povo brasileiro com o atual modelo de campanhas políticas se manifestará no dia das eleições. Queira Deus que o nível seja dos debates e do enfrentamento seja no sentido da construção de uma sociedade objetivamente de prosperidade e não de violações das garantais e direitos fundamentais, tendo base a mentira, a intriga e a intolerância. O povo não merece mais ser ludibriado, nem por políticos e muito menos por articulistas, jornalistas mal intencionados revestidos de interesses econômicos e midiáticos. O peso da lei deve pesar sobre seus ombros e também em seus bolsos, como fonte de defesa dos nefastos resultados emprestados a opinião pública manipulada. Volto a afirmar, não estou aqui para advogar a favor ou contra mas sim, em defesa do império da lei e da ordem. E-amil: cos.schneider@gmail.com

sábado, 5 de julho de 2014

A Farra dos Compadres

Existem milhares de ditos populares espalhados literatura a fora que por vezes nos remetem a pensar sobre seus efeitos e suas verdades. Um deles estabelece que “é impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade”. Outra realidade é a de natureza econômica que nos induz pensar dizendo que “por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber”. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Ou será que pode? Quando metade da população brasileira entender a idéia de que não precisa trabalhar para receber, pois a outra metade da população irá sustentá-la, esta outra metade quando entender que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegarão ao começo do fim de uma nação. No Brasil, uma nova maneira de governar foi criado com a farra dos compadres. Na capital dos brasileiros, como em alguns outros estados deste país continental existe o passe livre para os ex - dirigentes dos movimentos sindicais, especialmente os ligados a partidos de esquerda ou extrema esquerda. Para essas pessoas tudo indica que as portas e janelas são mais largas do que o normal apontando para caminhos menos sinuosos. Implantou-se em Brasília a tenebrosa casta dos integrantes da República Sindical Brasileira. "Nunca na história deste País" tantos ex - dirigentes sindicais ocuparam tantos postos chaves no comando do destino da Nação. Querem ver como isto é verdade? Pois vamos lá o que faziam estes dirigentes e o que estão fazendo agora. Alguém se lembra do Sr. Jair Meneguelli que foi torneiro mecânico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC? Ele havia sumido e sabem onde pode encontrado? Em Brasília. Está como Presidente do Conselho Nacional do Sesi e comanda um orçamento de R$ 34.000.000,00 por um salário de R$ 25.000,00, enquanto seu salário anterior (no tempo de sindicalista) era de R$ 1.671,61. Outro ex – sindicalista chamado Heiguiberto Navarro, ex-presidente do Sindicato dos metalúrgicos do ABC também está em Brasília. É assessor do secretario nacional de estudos e políticas da Presidência da República. Seu salário atual é de R$ 6.396,00 como encarregado de articular os eventos da Presidência da república quando ocorrem fora do palácio do planalto. Só para não esquecer, a época de ferramenteiro ganhava um salário de R$ 1.671,61. A farra não para por aí. O bancário e ex – presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo Sr. João Vacari Neto, também está em Brasília. Foi indicado para ser membro do Conselho Nacional de Itaipu auxiliando na alocação do orçamento de Itaipu, um orçamento de R$ 4.500.000.000,00, com um salário de R$ 13.000,00. Seu salário anterior era de R$ 4.909,20. Seguimos. O Sr. Paulo Okamoto que era fresador e ex - tesoureiro da CUT ligeiramente sumido do noticiário, por coincidência está em Brasília. Função? Presidente do SEBRAE. Salário de R$ 25.000,00 comandando um orçamento de R$ 1.800.000.000,00. Seu salário anterior, quando fresador era de R$ 1.671,61. Luis Marinho ex-presidente da CUT e pintor de veículos sem esforço cada um vai adivinhar onde está. Sabem o que está fazendo em Brasília? Se tornou Ministro da Previdência Social com um salário de R$ 8.363,80 administrando um orçamento de R$ 191.000.000.000,00. Ao seu tempo de pintor recebia salário de R$ 1.620,40. Capacidade administrativa ou não, o Sr. Wilson Santarosa ex - operador de transferência e estocagem e ex - presidente do sindicato dos petroleiros de Campinas foi para o Rio de Janeiro ocupar a gerência de comunicação da Petrobrás se tornando membro do conselho deliberativo da Petros. Seu salário é R$ 39.000,00 comandando um orçamento de R$ 250.000.000,00. Percebia anteriormente salário de R$3.590,90. O professor de Desenho e História da Arte e ex-presidente da CUT Sr. João Antonio Felício foi outro a parar no Rio de Janeiro para se tornar membro do conselho do BNDES percebendo salário de R$ 3.600,00 para participar de reunião da qual é direito a transporte, recebendo mais hospedagem e ajuda de custo. É um dos responsáveis pela aprovação do orçamento do BNDES de R$ 65.000.000.000,00. É consultor também para opinar sobre a destinação de investimentos e acompanhar a execução. Seu salário anterior era de R$1.590,00. Por sua vez, o escriturário e ex-presidente da confederação nacional dos bancários se encontra em Brasília também. É presidente do Previ, um Fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, recebendo salário de R$ 15.000,00 para comandar um orçamento de cerca de R$106.000.000.000,00. Seu salário anterior era de R$ 4.500,00. O ex-presidente do Sindiminas de Sergipe, hoje Sindipetro e geólogo Sr. José Eduardo Dutra se encontra em Brasília onde é presidente da BR Distribuidora com um salário de R$ 44.000,00. Comandou entre 2008 a 2012, um orçamento de R$ 2.600.000.000,00. Seu Salário anterior era de R$ 10.000,00. O analista de investimentos Sr. Wagner Pinheiros era Diretor da Federação dos Bancários de São Paulo se tornou presidente da Petros, um recheado fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, recebendo salário de R$ 44.000,00 para comandar um patrimônio de R$ 32.400.000.000,00. Seu salário anterior? R$ 5.232,29 como dirigente sindical. Não bastassem estes nomes acima citados outros tantos sindicalistas levados pela força do voto ao congresso. São eles Vicentinho, Prof. Luizinho, João Paulo Cunha, este envolvido e condenado no Mensalão. Chego a triste conclusão de que sou incompetente na escolha do meu destino. Fui cometer a bobagem de estudar para ser um advogado, tentando trabalhar honestamente e quanto mais tento ser honesto, mas apanho com os qualificativos que me foram impostos como “trouxa”. Não que tenha algo contra era torneiro mecânico ou fresador, bancário ou coisa do gênero. Pelo contrário. O fato é que cada um com sua ocupação apta. Nada mais. Porém prefiro continuar sendo assim como sou a me locupletar pela via de corrupção, da mesquinharia, da incompetência. Pode ser que um dia o povo acorde e esta realidade mude. E-amil: cos.schneider@gmail.com

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O Poder Oculto e a Insatifação Social

Há muito tempo, o tempo nos emprestou sua natureza magistral de dizer o que a natureza celebra e o que rejeita. Nós, humanos, inseridos na natureza, passamos pelo tempo sem notar, sem pestanejar, acreditando que nossas convicções são únicas, verdadeiras, imutáveis. Será? Faço a citação ao tempo para afirmar, sem medo de errar, que nós eleitores, cidadãos destinatários do poder e titulares do poder, nos tornarmos reféns dos nossos próprios vícios e problemas bem como também das nossas soluções. Falo da ciência Política, se é que podemos chamá-la de ciência. Ao longo dos anos vimos e sentimos que partidos políticos e seus candidatos e titulares de cargos eletivos, desceram pela porta dos fundos de suas pretensões ideológicas e morais. Nos bastidores do poder popular, repousam os miseráveis titulares do poder outorgado pela cidadania, que se tornaram os protagonistas da dor, desesperança, sofrimento da plebe, do “polis”, dos cidadãos e das cidadãs deste país. Nunca nos últimos 100 anos, se viu no nosso país tamanha corrupção, desinteresse popular pela participação da vida política, como nas atuais circunstâncias e contemporâneo. Percebe-se com solar clareza que não é só no universo político brasileiro que reverberam a ondas negativas da insanidade e da imoralidade. Os cidadãos e cidadãs deste país continental sentem que há algo muito errada e fora de sintonia com as leis, com a sociedade e com a política. Se for do povo a emanar o poder e em nome dele exercido, porque o exercício do poder não muda de direção? Está claro que a insatisfação popular é generalizada e a desconfiança de quem nunca ocupou cargos públicos é somado às críticas mesmo sem vez e voz nas decisões políticas. Listados os enormes problemas que afligem a sociedade brasileira, a habilidade do poder constituído pelo voto, empresta à triste realidade atual, espetáculo circense nebuloso, deslocando o eixo das notícias do centro da corrupção para outros eventos manipuladoras. Copa do Mundo e Eleições são parcerias perfeitas a atrair as massas cegas e apaixonadas em torno do espetáculo futebolístico, momento em que os bastidores da política se utilizam da paixão cega para costurar as macabras ações antidemocráticas. Infelizmente a grande mídia, com honrosas exceções, tem responsabilidade neste processo. Evidenciam em seus noticiários, protagonistas causadores da destruição social, dos valores e, das ideologias. Alimentados por grandes e vultosas quantias de verbas públicas, não deixarão de protagonizar dito espetáculo na divulgação das causas e dos efeitos nojentos despejado no ralo da privado palaciana e dos palcos futebolísticos de elevadíssimo custo para a sociedade brasileira. O que resta para os mortais cidadãos e cidadãs neste marasmo de conflitos de interesse? Mudar a direção do voto? Emprestar relevo aos espetáculos postos para o consumo dos “ismos” feudais? Que cidadãos e cidadãs foram moldados e forjados pela passagem do tempo neste tempo todo? Quem moldou os protagonistas para que pudessem reagir aos sentimentos de insatisfação popular? Sem sombra de dúvida que nunca é tarde para mudar. Mudar para melhor, ou ao menos, começar a mudar. A única perversão existente neste processo todo, em que há a participação do poder do voto, é aquele em que nenhum dos protagonistas das eleições tem acesso: a urna eletrônica. A maldição imposta a todos nós sem que nos é dado do direito sequer de denunciar. O Poder não emana mais do povo, mas da urna eletrônica. E-mail: cos.schneider@gmail.com