O Brasil é legítimo palco de circo internacional cuja platéia se estarrece pelos deprimentes resultados dos seus atores. Não bastasse o ex-presidente da república acusar aos dirigentes econômicos portadores dos olhos azuis pelos desastres da economia na Europa e nos Estados Unidos em 2008, referindo-se especialmente aos europeus, agora a Presidente da República Dilma, promove outros shows pirotécnicos a parte. Além dos incidentes diplomáticos criados pelo Governo Federal no envolvimento desastroso e esdrúxula na nomeação da Senadora “Pavio Curto” Ideli Salvatti no cargo de articulação política, sobretudo, numa dança das cadeiras na sala anexa ao gabinete presidencial. Os três últimos cargos foram um desastre.
Nos bastidores da suave melodia da corrupção, políticos algozes com suas macabras negociatas, articulam políticas que envolvem bilhões de reais, dinheiro dos contribuintes em troca da duvidosa governabilidade. A República das Bananas, armadilha a espalhar suas cascas pelas agências reguladoras e de fomento, ladeiam pela habilidade em não escorregar em suas próprias armadilhas. Um país sem referência a nada para ninguém.
A federação mutilada imposta aos brasileiros a partir da Constituição da República Nova, vem causando o bancarrota dos entes políticos federados e municípios. A concentração de rendas em regiões que, embora improdutivas no passado, passaram a receber um imenso parque industrial por conta de programas de incentivo governamental às custas de regiões que levaram anos para se estruturarem por conta de seu esforço. Frisamos que nunca é demais, informar que a Zona Franca de Manaus deixa de recolher aos cofres da União, cerca de 20 bilhões de reais/ano em tributos por conta de benefício dos incentivos fiscais. Não bastasse a migração de verbas tributárias geradas no Sul e Sudeste para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país sob o auspicioso programa de combate a pobreza, miséria, desigualdade regional, o modelo imundo de representação parlamentar nos causa náuseas. Os programas sociais daquelas regiões que recebem repasses constitucionais contemplaram nos últimos 20 anos aporte financeiro e econômico três vezes maior que foi o Plano Marshall em 1947, programa estadunidense de auxílio financeira para a reconstrução dos países europeus devastados durante a Segunda Guerra Mundial que foi em torno de 13 bilhões de dólares e que precisaram ser devolvidos.
O que fica claro com os acontecimentos de Brasília é o fato de que estamos na iminência de criar mais duas novas unidades federativas no norte do Brasil com o desmembramento do Estado do Pará, na criação do Estado de Tapajós e Carajás, mantendo o Estado do Pará com menos de um terço do seu território. Caberá, novamente ao Sul e Sudeste arcar com a estrutura de mais 6 Sarneys da vida (serão mais 6 senadores) que serão escolhidos pelos indígenas do Norte além de uma avalanche de deputados estaduais e federais saídos da terra vizinha do Sarney que completarão o quadro da maravilhosa ciranda de distribuição de mais verbas públicas pagos pelos otários sulistas e sudoeste. Enquanto isto, os hospitais, estradas, escolas, professores, agentes de segurança pública mínguam a cada ano. E-amil:cos.schneider@gmail.com
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Reféns da Estupidez
Um dito popular chinês diz que a juventude é provisória, e a velhice é eterna. A razão não falta ao provérbio. Cada indivíduo encontra em cada etapa da vida a proporção certa vinculado aos valores carregados desde a infância. Afinal, somos o que pensamos ser.
O estilo de vida, o comportamento social, o convívio familiar se reveste de formas de aprimoramento adquiridos em modelos paradigmáticos irradiados em programas de televisão, sobretudo, as telenovelas; as revistas com suas modas loucas e comportamentos sexuais; os jornais com seus comerciais ousados mostrando que chegamos ao fundo do poço da dignidade humana.
Os chineses se abastecem dos idosos a fim de buscar conhecimento, conselho, dissipar dúvidas. São os idosos que auxiliam aos pais a criarem seus filhos e não as babás eletrônicas ou as boxeadoras de plantão, oportunistas e obcecadas em se abastecer de ódio e raiva da classe social mais privilegiada, trucidando pobres criaturinhas, filhos (as) de trabalhadores (as) que por falta de outra opção, entregam suas crianças a estranhos para guarda insegura.
O Rio do Sinos em toda sua extensão, é lixo de depósito humano. Muitas grávidas, piores que animais, pois animais cuidam de suas crias, com gravidez indesejada, provocam abortos e depositam os fetos nas águas turvas do rio como se santuário fosse.
Situações constrangedoras encontram ressonância em todas as matizes sociais. Enquanto os insurgentes do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, irresignados com os baixos salários, em média de R$ 900,00 resolveram protestar invadindo o quartel general de onde saíram presos por desordem, reivindicando melhores salários. Não se presta o artigo sair em defesa dos insurgentes, mas quem de nós se omitiria nesta hora sem se mostrar inconformado? Enquanto os bombeiros, que salvam vidas arriscando a sua, os políticos vivem em outra esfera planetária.
Além dos salários criados por eles mesmos, zombam dos trabalhadores de quem sacam, via impostos, os seus salários imorais.
A sociedade vive intolerante. Já não há mais o convívio entre pessoas do mesmo grupo familiar. Situação ainda agravada quando um dos familiares possui situação patrimonial privilegiada. Sempre há quem pense em alguém querer se aproveitar da situação. A televisão tomou o lugar da interação. As crianças, sobretudo as de pais desatentos, acumulam seus lixinhos em frente a televisão ou microcomputador. Não correm mais nos gramados do jardim da casa ou escola, lhes falta estrutura muscular, acumulam exageradas gorduras que em nada oxigenam a estrutura corporal. Matatis... Mutantis.
A questão que mais nos causa espanto é o fato que odiamos mais que amamos. Fala-se mais dos defeitos dos outros e das virtudes próprias, ao invés participar do exercício saudável de elevar a virtude do silencia e da tolerância. Assim mesmo, queremos acreditar em nosso vizinho, familiar, amigo de quem nos socorremos quando não temos mais ninguém a quem nos socorrer.
E-amil:cos.schneider@gmail.com
O estilo de vida, o comportamento social, o convívio familiar se reveste de formas de aprimoramento adquiridos em modelos paradigmáticos irradiados em programas de televisão, sobretudo, as telenovelas; as revistas com suas modas loucas e comportamentos sexuais; os jornais com seus comerciais ousados mostrando que chegamos ao fundo do poço da dignidade humana.
Os chineses se abastecem dos idosos a fim de buscar conhecimento, conselho, dissipar dúvidas. São os idosos que auxiliam aos pais a criarem seus filhos e não as babás eletrônicas ou as boxeadoras de plantão, oportunistas e obcecadas em se abastecer de ódio e raiva da classe social mais privilegiada, trucidando pobres criaturinhas, filhos (as) de trabalhadores (as) que por falta de outra opção, entregam suas crianças a estranhos para guarda insegura.
O Rio do Sinos em toda sua extensão, é lixo de depósito humano. Muitas grávidas, piores que animais, pois animais cuidam de suas crias, com gravidez indesejada, provocam abortos e depositam os fetos nas águas turvas do rio como se santuário fosse.
Situações constrangedoras encontram ressonância em todas as matizes sociais. Enquanto os insurgentes do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, irresignados com os baixos salários, em média de R$ 900,00 resolveram protestar invadindo o quartel general de onde saíram presos por desordem, reivindicando melhores salários. Não se presta o artigo sair em defesa dos insurgentes, mas quem de nós se omitiria nesta hora sem se mostrar inconformado? Enquanto os bombeiros, que salvam vidas arriscando a sua, os políticos vivem em outra esfera planetária.
Além dos salários criados por eles mesmos, zombam dos trabalhadores de quem sacam, via impostos, os seus salários imorais.
A sociedade vive intolerante. Já não há mais o convívio entre pessoas do mesmo grupo familiar. Situação ainda agravada quando um dos familiares possui situação patrimonial privilegiada. Sempre há quem pense em alguém querer se aproveitar da situação. A televisão tomou o lugar da interação. As crianças, sobretudo as de pais desatentos, acumulam seus lixinhos em frente a televisão ou microcomputador. Não correm mais nos gramados do jardim da casa ou escola, lhes falta estrutura muscular, acumulam exageradas gorduras que em nada oxigenam a estrutura corporal. Matatis... Mutantis.
A questão que mais nos causa espanto é o fato que odiamos mais que amamos. Fala-se mais dos defeitos dos outros e das virtudes próprias, ao invés participar do exercício saudável de elevar a virtude do silencia e da tolerância. Assim mesmo, queremos acreditar em nosso vizinho, familiar, amigo de quem nos socorremos quando não temos mais ninguém a quem nos socorrer.
E-amil:cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A Forja de um Articulsita
Uma das minhas vocações cultivadas desde a modesta infância, foi de questionar tudo o que via, vejo, ouço e leio. São hábitos que me foram passados na construção de minha existência desde a infância até os dias de hoje pretendo cultivá-los por toda vida.
Traduzir fatos em literatura é habilidade que nascem com cada um de nós. Uns com maior outros com menor grau facilidade. Todos as temos embora não desenvolvidas a seu tempo.
Sai da cidade de Ivoti, onde nasci em 1969 depois de concluir boa parte do meu ensino fundamental na Escola São José, cujo educandário foi demolido para dar lugar a igreja Matriz da cidade. Fixamos residência em Estância Velha a partir de então. Não há como esquecer das doces memórias de ensinamentos recebidos meus finados avos paternos Pedro e Leonilda Schneider e dos avos maternos Emmanuel e Olga Grohmann de quem herdamos boa parte de arte da leitura e escrita. O saudoso convívio familiar com primos, primas, tios e tias devolvem a memória das lembranças perdidas no tempo. Belos tempos, doces melodias da vida!
Meus pais, ainda vivos pela graça do Grande Arquiteto do Universo, me deram rumo com os primeiros passos da infância em direção a vida que levo hoje com meus familaires. Um mundo que procurei cultivar também com os amigos e amigas que alguns a memória do tempo levou. Honoráveis cidadãos e amigos de longa data como o Estélio Rogério Klabunde, músico exímio e talentoso profissioal executivo embora nem sempre reconhcido, minha sempre professora Irª. Martina, Irª. Marta, Prof. Vilmar Veckert entre outros (as), pertencem a galeria do tempo que a memória não apagará. As peladas de futebol na arena do extinto São José FC que nos finais de semana não me trouxeram talento aos pés com a bola, transferido o dom ao meu irmão Paulinho Schneider, hoje isntrutor da Escolinha de futebol com mais de 100 crianças sob seu comando.
Esta coluna, durante quatro anos mereceu minha dedicação trazendo interação com meus honrados leitores. Centenas de leitores... Sem desmerecer nenhum cito o particular amigo Eugênio Spier de Picada Café que certamente resgataria grande felicidade ao povo de Nova Petrópolis, aceitasse o desafio em assumir aquela Preitura. Creio que esta será apenas uma vontade que talvez não se realize. Outros ilustres leitores como Wilson, Rodrigo, Claire Dörr, Roberto e Renato Scheffer, a família Seger, entre tantos que não haveria espaço para relacioná-los aqui. Os familiares Grohmann e Schneider minha homenagem. Neste momento, quero me solidarizar e dizer o quanto sou grato pelas sugestões, participações nos artigos aqui publicados recebidos dos leitores. Aos vereadores e vereadoras, prefeitos, funcionários públicos que nos acompanharam ao longo destes quatro anos, minha sincera homenagem e agradecimento. A partir de hoje, como derradeiro artigo, todas as minhas publicações só poderão ser lidas em meu blog na Internet pelo endereço www.carlosotavioschneider.blogspot.com ou ainda no site da Central Sul de Jornais publicado no site www.centralsuldejornais.com.br ao lado de grandes articulistas como Percival Pugina, Rogério Mendelski, Paulo Sant’Ana, Laura Peixoto, Rosane de Oliveira, entre tantos outros colunistas já que minha coluna não mereceu o link de redirecionamento no Jornal O Diário na Internet . Vamos manter as publicações com novidades e debates que realizaremos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS em cujo pleno integro a condição de Conselheiro do Governador Tarso Genro. Rendo aqui minhas homenagens a todos que nos acompanharam nestes quatro anos no jornal O Diário. Obrigado aos colaboradores desta coluna, em especial ao reporter Fernando Santos e os redirecionao ao meu blog, na construção da proposta de integração e interação com os fatos que marcam nosso dia a dia. Aos meus familiares meu carinho e afeto. Aos meus leitores, até breve. E-mail: cos.schneider@gmail.com
Traduzir fatos em literatura é habilidade que nascem com cada um de nós. Uns com maior outros com menor grau facilidade. Todos as temos embora não desenvolvidas a seu tempo.
Sai da cidade de Ivoti, onde nasci em 1969 depois de concluir boa parte do meu ensino fundamental na Escola São José, cujo educandário foi demolido para dar lugar a igreja Matriz da cidade. Fixamos residência em Estância Velha a partir de então. Não há como esquecer das doces memórias de ensinamentos recebidos meus finados avos paternos Pedro e Leonilda Schneider e dos avos maternos Emmanuel e Olga Grohmann de quem herdamos boa parte de arte da leitura e escrita. O saudoso convívio familiar com primos, primas, tios e tias devolvem a memória das lembranças perdidas no tempo. Belos tempos, doces melodias da vida!
Meus pais, ainda vivos pela graça do Grande Arquiteto do Universo, me deram rumo com os primeiros passos da infância em direção a vida que levo hoje com meus familaires. Um mundo que procurei cultivar também com os amigos e amigas que alguns a memória do tempo levou. Honoráveis cidadãos e amigos de longa data como o Estélio Rogério Klabunde, músico exímio e talentoso profissioal executivo embora nem sempre reconhcido, minha sempre professora Irª. Martina, Irª. Marta, Prof. Vilmar Veckert entre outros (as), pertencem a galeria do tempo que a memória não apagará. As peladas de futebol na arena do extinto São José FC que nos finais de semana não me trouxeram talento aos pés com a bola, transferido o dom ao meu irmão Paulinho Schneider, hoje isntrutor da Escolinha de futebol com mais de 100 crianças sob seu comando.
Esta coluna, durante quatro anos mereceu minha dedicação trazendo interação com meus honrados leitores. Centenas de leitores... Sem desmerecer nenhum cito o particular amigo Eugênio Spier de Picada Café que certamente resgataria grande felicidade ao povo de Nova Petrópolis, aceitasse o desafio em assumir aquela Preitura. Creio que esta será apenas uma vontade que talvez não se realize. Outros ilustres leitores como Wilson, Rodrigo, Claire Dörr, Roberto e Renato Scheffer, a família Seger, entre tantos que não haveria espaço para relacioná-los aqui. Os familiares Grohmann e Schneider minha homenagem. Neste momento, quero me solidarizar e dizer o quanto sou grato pelas sugestões, participações nos artigos aqui publicados recebidos dos leitores. Aos vereadores e vereadoras, prefeitos, funcionários públicos que nos acompanharam ao longo destes quatro anos, minha sincera homenagem e agradecimento. A partir de hoje, como derradeiro artigo, todas as minhas publicações só poderão ser lidas em meu blog na Internet pelo endereço www.carlosotavioschneider.blogspot.com ou ainda no site da Central Sul de Jornais publicado no site www.centralsuldejornais.com.br ao lado de grandes articulistas como Percival Pugina, Rogério Mendelski, Paulo Sant’Ana, Laura Peixoto, Rosane de Oliveira, entre tantos outros colunistas já que minha coluna não mereceu o link de redirecionamento no Jornal O Diário na Internet . Vamos manter as publicações com novidades e debates que realizaremos no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS em cujo pleno integro a condição de Conselheiro do Governador Tarso Genro. Rendo aqui minhas homenagens a todos que nos acompanharam nestes quatro anos no jornal O Diário. Obrigado aos colaboradores desta coluna, em especial ao reporter Fernando Santos e os redirecionao ao meu blog, na construção da proposta de integração e interação com os fatos que marcam nosso dia a dia. Aos meus familiares meu carinho e afeto. Aos meus leitores, até breve. E-mail: cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O Crepúsculo dos Pedágios no RS.
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul finalmente toma uma decisão que há muito já deveria ter sido tomada. Por interesses privados ou não o fato que o modelo de pedágios das 38 praças instaladas no Rio Grande do Sul, faliu, pela ineficácia, altos custos sustentados pelos usuários e a crescente onda de acidentes sem horizontes promissores.
O modelo de concessão das rodovias iniciou muito nebuloso ainda no Governo Brito que na ocasião levou a leilão o patrimônio público gaúcho. Transferiu para a iniciativa privada a CRT, a CEEE, as Rodovias entre outros bens pertencentes a população gaúcha sob a alegação da necessidade de recursos para o cumprimento de deveres do Estado como o caso dos precatórios. As tarifas de Energia Elétrica, telefonia, em alguns casos tiveram aumento de mais de 1500% por conta desta manobra genial do Governo leiloeiro.
São tão nebulosas as concessões de rodovias no Estado que em muitas das praças de pedágios instaladas no interior, sequer tem previsão legal. Quem transita de Norte a Sul e Leste a Oeste do Rio Grande do Sul, vai passar por 38 praças de pedágios. Dessas, 15 são em rodovias estaduais e 23 em rodovias federais. Estas quando ainda estavam sob administração do Estado, desonerando os cofres da União quando ela, União, deveria assumir o encargo da conservação para a qual cobra e muito caro dos usuários. Aquelas foram adequadas, em tese.
Voltemos o olhar ainda sobre o modal de transporte nas rodovias gaúchas sob concesão à iniciativa privada. Dos 15 pólos, três são administradas pelo Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem – DAER. As demais (12) estão sob a administração da iniciativa privada. As rodovias estaduais administradas pelo DAER são as que cobram a menor tarifa de pedágio, em média de R$ 2,40, bem conservadas e duplicadas. São as rodovias RS-239, cujo pedágio está localizado no município de Campo Bom. A RS-240, cujo pedágio está localizado na cidade do Portão em apenas um sentido com o valor de R$ 4,80 e a de Sertaozinho, próximo a Passo Fundo com o preço de R$ 3,70 apenas um sentido.
Além da duplicação das rodovias administradas pelo DAER, os recursos arrecadados foram investidos nessas rodovias, ao passo que as administradas pela iniciativa, poucas investiram. Mantiveram as rodovias sinalizadas, porém sem duplicação, pista de rolagem ruim, acostamentos quase que inexistentes. O custo de quilometragem, o mais caro pago pelos usuários. Em algumas praças de pedágios o valor cobrado é de R$ 12,00 em ambos os sentidos enquanto em outras, em sua grande maioria, o valor é de R$ 6,00, também nos dois sentidos. Os volumes arrecadados nesses pólos privados são astronômicos.
Diante disso, o modal de pedágios nas rodovias gaúchas vive o crepúsculo da eficácia. Não creio que os pedágios comunitários sejam a solução como se pretende encaminhar a questão ao Conselhão. Primeiro porque o simples fato de serem administrados por um conselho comunitário, não retira os efeitos de um estudo técnico mais aprofundado quanto aos custos por quilômetro rodado bem como e se já não existem os meios para dar subsistência a abertura, manutenção e conservação das rodovias em solo gaúcho. Segundo, o corpo gestor deve ter parâmetros técnicos para implantar o novo modal dos pedágios e por fim, deve-se pagar pelo tanto quanto se usa. A temática de ontem encaminhou as propostas neste sentido. O resultado será submetido ao Pleno do Conselhão em Julho dando por encerrado o tema neste foro. Blog.: www.carlosotavioschneider.blogspot.com E-mail: cos.schneider@gmail.com
O modelo de concessão das rodovias iniciou muito nebuloso ainda no Governo Brito que na ocasião levou a leilão o patrimônio público gaúcho. Transferiu para a iniciativa privada a CRT, a CEEE, as Rodovias entre outros bens pertencentes a população gaúcha sob a alegação da necessidade de recursos para o cumprimento de deveres do Estado como o caso dos precatórios. As tarifas de Energia Elétrica, telefonia, em alguns casos tiveram aumento de mais de 1500% por conta desta manobra genial do Governo leiloeiro.
São tão nebulosas as concessões de rodovias no Estado que em muitas das praças de pedágios instaladas no interior, sequer tem previsão legal. Quem transita de Norte a Sul e Leste a Oeste do Rio Grande do Sul, vai passar por 38 praças de pedágios. Dessas, 15 são em rodovias estaduais e 23 em rodovias federais. Estas quando ainda estavam sob administração do Estado, desonerando os cofres da União quando ela, União, deveria assumir o encargo da conservação para a qual cobra e muito caro dos usuários. Aquelas foram adequadas, em tese.
Voltemos o olhar ainda sobre o modal de transporte nas rodovias gaúchas sob concesão à iniciativa privada. Dos 15 pólos, três são administradas pelo Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem – DAER. As demais (12) estão sob a administração da iniciativa privada. As rodovias estaduais administradas pelo DAER são as que cobram a menor tarifa de pedágio, em média de R$ 2,40, bem conservadas e duplicadas. São as rodovias RS-239, cujo pedágio está localizado no município de Campo Bom. A RS-240, cujo pedágio está localizado na cidade do Portão em apenas um sentido com o valor de R$ 4,80 e a de Sertaozinho, próximo a Passo Fundo com o preço de R$ 3,70 apenas um sentido.
Além da duplicação das rodovias administradas pelo DAER, os recursos arrecadados foram investidos nessas rodovias, ao passo que as administradas pela iniciativa, poucas investiram. Mantiveram as rodovias sinalizadas, porém sem duplicação, pista de rolagem ruim, acostamentos quase que inexistentes. O custo de quilometragem, o mais caro pago pelos usuários. Em algumas praças de pedágios o valor cobrado é de R$ 12,00 em ambos os sentidos enquanto em outras, em sua grande maioria, o valor é de R$ 6,00, também nos dois sentidos. Os volumes arrecadados nesses pólos privados são astronômicos.
Diante disso, o modal de pedágios nas rodovias gaúchas vive o crepúsculo da eficácia. Não creio que os pedágios comunitários sejam a solução como se pretende encaminhar a questão ao Conselhão. Primeiro porque o simples fato de serem administrados por um conselho comunitário, não retira os efeitos de um estudo técnico mais aprofundado quanto aos custos por quilômetro rodado bem como e se já não existem os meios para dar subsistência a abertura, manutenção e conservação das rodovias em solo gaúcho. Segundo, o corpo gestor deve ter parâmetros técnicos para implantar o novo modal dos pedágios e por fim, deve-se pagar pelo tanto quanto se usa. A temática de ontem encaminhou as propostas neste sentido. O resultado será submetido ao Pleno do Conselhão em Julho dando por encerrado o tema neste foro. Blog.: www.carlosotavioschneider.blogspot.com E-mail: cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Polo Naval Gaúcho
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul terá a incumbência de debater a partir de hoje, tema de alta relevância e complexidade na instalação hoje do Polo Naval, Petróleo, Gás Natural e Setor Energético no Centro Administrativo Fernando Ferrari, de cuja temática integro como Conselheiro. A temática terá a incumbência de debater o Estado em torno de temas de extrema relevância que afetam economia gaúcha.
Seguramente o Pólo Naval no Estado contempla uma realidade exigida há muitos anos abandonada pelo setor público do estado em razão dos lobbyes praticados pela indústria automobilística do país, dominando o cenário do transporte de carga e passageiros.
O segmento naval e energético exigem esforços do setor governamental do Estado, mas também, e principalmente, da União no sentido de proporcionar o ambiente necessário para sua efetiva consecução e instalação. Primeiro porque o domínio das águas pertence a União cujo regulamento do uso do ambiente lacustre, fluvial ou marítimo, está insculpido nos princípios constitucionais e em acordos internacionais, tendo como signatários um grande número de países de alta tecnologia como Inglaterra, Alemanha, entre eles também agora, o Brasil. Segundo, talvez o mais importante, o emprego da complexa tecnologia necessária para o conjunto de operações que cada etapa exige no emprego da construção dos pólos.
Pouco explorado no país, exceto pelos órgãos estatais, principalmente pela Petrobras,o modal de transporte naval passou a merecer destaque no Governo Lula que vislumbrou a existência de um Estado que tem muito para crescer. E vem crescendo substancialmente nos últimos tempos, sobretudo, no transporte de cargas no modal rodoviário.
Os mecanismos dinâmicos que o mundo dos negócios cada vez mais globalizados exige hoje, especialmente rapidez na consecução e fornecimento de serviços, novo enfoque será atribuído ao pólo naval, gás natural e setor energético. Contudo, não há como negar que o modal de transporte marítimo vem conquistando largo espaço na exploração desta atividade econômica, principalmente na área de turismo. Por outro lado, o Estado precisa abandonar a idéia de que é Estado vocacionalmente exportador, sem que tenha a infraestrutura necessária para tratar do escoamento de sua produção. Rodovias em péssimo estado. Custos de transporte elevados, serviços de despachos portuários e aeroportuários cada vez mais ineficazes.
A diversificação da produção relacionado a economia, encontra ambiente muito propício no Rio Grande do Sul. O agronegócio tem sido o sustentáculo da economia do país. Faz-se necessário repensar urgentemente as exportações de grãos “in natura”, pois o valor agregado faz a diferença especialmente para um estado que precisa ocupar mão de obra e gerar tributos. As atividades industriais, prioritariamente também passam pelas questões energéticas em toda sua dimensão e complexidade. A partir de 2013 o país poderá ser atingido por outro apagão se não forem tomadas as medidas necessárias a seu tempo. Isto que a Temática a ser instalada hoje, irá discutir. Evitar para que a ausência de um planejamento do setor governamental provoque como consequência, a perda de grandes oportunidades históricas de crescimento econômico e social há muitos anos ausente no Estado.
Blog.: www.carlosotavioschneider.blogspot.com E-mail: cos.schneider@gmail.com
Seguramente o Pólo Naval no Estado contempla uma realidade exigida há muitos anos abandonada pelo setor público do estado em razão dos lobbyes praticados pela indústria automobilística do país, dominando o cenário do transporte de carga e passageiros.
O segmento naval e energético exigem esforços do setor governamental do Estado, mas também, e principalmente, da União no sentido de proporcionar o ambiente necessário para sua efetiva consecução e instalação. Primeiro porque o domínio das águas pertence a União cujo regulamento do uso do ambiente lacustre, fluvial ou marítimo, está insculpido nos princípios constitucionais e em acordos internacionais, tendo como signatários um grande número de países de alta tecnologia como Inglaterra, Alemanha, entre eles também agora, o Brasil. Segundo, talvez o mais importante, o emprego da complexa tecnologia necessária para o conjunto de operações que cada etapa exige no emprego da construção dos pólos.
Pouco explorado no país, exceto pelos órgãos estatais, principalmente pela Petrobras,o modal de transporte naval passou a merecer destaque no Governo Lula que vislumbrou a existência de um Estado que tem muito para crescer. E vem crescendo substancialmente nos últimos tempos, sobretudo, no transporte de cargas no modal rodoviário.
Os mecanismos dinâmicos que o mundo dos negócios cada vez mais globalizados exige hoje, especialmente rapidez na consecução e fornecimento de serviços, novo enfoque será atribuído ao pólo naval, gás natural e setor energético. Contudo, não há como negar que o modal de transporte marítimo vem conquistando largo espaço na exploração desta atividade econômica, principalmente na área de turismo. Por outro lado, o Estado precisa abandonar a idéia de que é Estado vocacionalmente exportador, sem que tenha a infraestrutura necessária para tratar do escoamento de sua produção. Rodovias em péssimo estado. Custos de transporte elevados, serviços de despachos portuários e aeroportuários cada vez mais ineficazes.
A diversificação da produção relacionado a economia, encontra ambiente muito propício no Rio Grande do Sul. O agronegócio tem sido o sustentáculo da economia do país. Faz-se necessário repensar urgentemente as exportações de grãos “in natura”, pois o valor agregado faz a diferença especialmente para um estado que precisa ocupar mão de obra e gerar tributos. As atividades industriais, prioritariamente também passam pelas questões energéticas em toda sua dimensão e complexidade. A partir de 2013 o país poderá ser atingido por outro apagão se não forem tomadas as medidas necessárias a seu tempo. Isto que a Temática a ser instalada hoje, irá discutir. Evitar para que a ausência de um planejamento do setor governamental provoque como consequência, a perda de grandes oportunidades históricas de crescimento econômico e social há muitos anos ausente no Estado.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Instabilidade Política e Social
A semana que ora finda foi marcada por uma série de eventos que chamaram atenção do mundo empresarial e governamental do Rio Grande do Sul. Um deles foi o episódio do encerramento das atividades industriais da Indústria de Calçados Azaléia no município de Parobé. Os efeitos danosos desta prática, marcam o desgastante modelo de renúncias fiscais, também denominado de “isenções fiscais” ou ainda “isenções tributárias” inócuas em sua concessão.
É preciso assimilar o alcance destas manobras maquiavélicas que envolvem a política econômica e tributária do país. Brasil, gigante deitado eternamente em berço esplêndido com futuro sem espelhar grandezas, orientado pela pátria mãe gentil (sic) a seus filhos bastardos (leia Estados e Municípios sulistas) revestindo-se de aberrações gritantes causando arrepios a qualquer mortal, impondo a seus “filhos” o sacrifício secular de pagar a conta da inconveniente e instável política social do país.
A retirada premeditada da indústria de calçados Azaléia da cidade de Parobé, irradiará efeitos perversos a todo o setor industrial Gaúcho. Primeiro ressalte-se que o Diretor Presidente do Calçados Azaléia, também é Presidente da Abicalçados e do Grupo Vulcabras Alpargatas, cuja matriz do parque industrial está sediada em solo paulista. Seria uma forma de contribuir novamente com o desgaste de um partido político gaúcho a exemplo de 2000 e 2001?
Acusado de deixar escapar a Ford do Rio Grande do Sul para a Bahia, o tema nos remete ao governo Olívio Dutra em 1999 a 2002 quando no comando o Partido dos Trabalhadores. Curiosamente, bastou o PT reassumir o governo no Estado para que, outra vez, novo episódio viesse a marcar o governo petista com efeitos políticos devastadores.
Divagando ou não, são conclusivas as evidências de que um grupo de empresários paulistanos ligados ao PSDB, que se apoderou de indústrias gaúchas patrocine novo escândalo a fim de atrair a instabilidade na administração pública recém iniciada pelo PT aqui. A atitude da direção da Azaléia irá repercutir forte na administração dos futuros atos do Governo quando da concessão de novos incentivos fiscais. Em outras palavras, a empresa Azaléia ao virar o cocho onde comeu, impôs inconvenientes restrições a concessão de benefícios fiscais a novas empresas que por ventura vierem se instalar no RS. Assim, serviu-se dos incentivos fiscais para, ao final, extinguir mais de 800 empregos diretos deixando a cidade de luto. É a total irresponsabilidade social.
Por outro lado, os Estados do Norte e Nordeste brasileiro vêm aliciando, sistematicamente, os empreendedores instalados há anos no Sul e Sudeste a se instalarem naquelas regiões em troca de benefícios fiscais, causando desemprego, quebradeira e instabilidade econômica por conta da guerra fiscal fratricida. Aliás tudo retirado astutamente da Constituição Federal do Brasil.
O tema merece a seguinte indagação: se é possível conceder benefícios fiscais às empresas que se instalam nas regiões Norte e Nordeste brasileiro, porque não concedê-los também aqui no Sul? Pois é... O Norte do Brasil, sobretudo, a Zona Franca de Manaus, deixa de arrecadar mais de 15 bilhões de reais por ano aos cofres da União, enquanto só no Rio Grande do Sul são retirados mais de 35 bilhões de reais/ano remetidos a Brasília. O Nordeste, região que conta com o maior número de parlamentares no Congresso Nacional, torna a situação quase impossível de ser modificada. Os incentivos fiscais concedidos naquelas regiões são retirados dos tributos arrecadados nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. É de solar clareza a tamanha discriminação imposta ao Sul e Sudeste por conta da erradicação da pobreza e desigualdades regionais do Norte e Nordeste quando se está, por outro lado, a patrocinar a erradicação da produção de bens de consumo no Sul e Sudeste brasileiro. E-mail: cos.schneider@gmail.com
É preciso assimilar o alcance destas manobras maquiavélicas que envolvem a política econômica e tributária do país. Brasil, gigante deitado eternamente em berço esplêndido com futuro sem espelhar grandezas, orientado pela pátria mãe gentil (sic) a seus filhos bastardos (leia Estados e Municípios sulistas) revestindo-se de aberrações gritantes causando arrepios a qualquer mortal, impondo a seus “filhos” o sacrifício secular de pagar a conta da inconveniente e instável política social do país.
A retirada premeditada da indústria de calçados Azaléia da cidade de Parobé, irradiará efeitos perversos a todo o setor industrial Gaúcho. Primeiro ressalte-se que o Diretor Presidente do Calçados Azaléia, também é Presidente da Abicalçados e do Grupo Vulcabras Alpargatas, cuja matriz do parque industrial está sediada em solo paulista. Seria uma forma de contribuir novamente com o desgaste de um partido político gaúcho a exemplo de 2000 e 2001?
Acusado de deixar escapar a Ford do Rio Grande do Sul para a Bahia, o tema nos remete ao governo Olívio Dutra em 1999 a 2002 quando no comando o Partido dos Trabalhadores. Curiosamente, bastou o PT reassumir o governo no Estado para que, outra vez, novo episódio viesse a marcar o governo petista com efeitos políticos devastadores.
Divagando ou não, são conclusivas as evidências de que um grupo de empresários paulistanos ligados ao PSDB, que se apoderou de indústrias gaúchas patrocine novo escândalo a fim de atrair a instabilidade na administração pública recém iniciada pelo PT aqui. A atitude da direção da Azaléia irá repercutir forte na administração dos futuros atos do Governo quando da concessão de novos incentivos fiscais. Em outras palavras, a empresa Azaléia ao virar o cocho onde comeu, impôs inconvenientes restrições a concessão de benefícios fiscais a novas empresas que por ventura vierem se instalar no RS. Assim, serviu-se dos incentivos fiscais para, ao final, extinguir mais de 800 empregos diretos deixando a cidade de luto. É a total irresponsabilidade social.
Por outro lado, os Estados do Norte e Nordeste brasileiro vêm aliciando, sistematicamente, os empreendedores instalados há anos no Sul e Sudeste a se instalarem naquelas regiões em troca de benefícios fiscais, causando desemprego, quebradeira e instabilidade econômica por conta da guerra fiscal fratricida. Aliás tudo retirado astutamente da Constituição Federal do Brasil.
O tema merece a seguinte indagação: se é possível conceder benefícios fiscais às empresas que se instalam nas regiões Norte e Nordeste brasileiro, porque não concedê-los também aqui no Sul? Pois é... O Norte do Brasil, sobretudo, a Zona Franca de Manaus, deixa de arrecadar mais de 15 bilhões de reais por ano aos cofres da União, enquanto só no Rio Grande do Sul são retirados mais de 35 bilhões de reais/ano remetidos a Brasília. O Nordeste, região que conta com o maior número de parlamentares no Congresso Nacional, torna a situação quase impossível de ser modificada. Os incentivos fiscais concedidos naquelas regiões são retirados dos tributos arrecadados nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. É de solar clareza a tamanha discriminação imposta ao Sul e Sudeste por conta da erradicação da pobreza e desigualdades regionais do Norte e Nordeste quando se está, por outro lado, a patrocinar a erradicação da produção de bens de consumo no Sul e Sudeste brasileiro. E-mail: cos.schneider@gmail.com
quinta-feira, 5 de maio de 2011
T R U x IPVA
Toda administração pública deve necessariamente passar por reformulações a fim de que seus dirigentes não confundam o Estado com entidades privadas. O Estado é a princípio, de todos, não podendo haver confusão com o patrimônio pessoal dos seus dirigentes. Quer dizer, não deveria.
Nesta semana a polêmica no Estado gira novamente em torno do aumento da tributação especialmente na área da previdenciária e do Transporte e Infraestrutura.
Em retrospectiva, no passado o governo estadual usou todos os recursos cobrados a título de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), sobre os combustíveis repartindo-os entre a União, Estados e Municípios, a fim de que estes recursos fossem investidos em projetos, abertura, manutenção, sinalização de novas rodovias. Como de costume, o governo federal no afã da gastança fácil se apropriou de parte destes recursos a fim de pagar rubricas que nada tinham a ver com transporte público ou infraestrutura.
Pois bem. Agora a figura da Taxa Rodoviária Única mais conhecida como TRU instituída em 1969 no governo militar é substituída pelo Imposto de Veículos Automotores – IPVA, instituído em 1982 por substituição. Mudou apenas de nome sendo o tributo o mesmo. Deveria estar vinculado aos investimentos no sistema de transportes e infraestrutura como a TRU. Tributo chegou a arrecadar mais de 7% do PIB brasileiro. Esses valores foram utilizados, sobretudo nos governos militares, para criar a malha viária que hoje existe em todo Brasil.
Como de costume hoje, estes recursos da TRU foram pouco a pouco desviados da área de transporte para serem utilizados para outros fins. No ano de 1982, passaram a integra o caixa do governo integralmente. Portanto no último ano do governo militar. Em 1985, já sob o novo regime de governo, este criou o IPVA em substituição da TRU, que, por ser imposto, não está mais vinculado a qualquer tipo de atividade ao transporte.
Não me proponho, aqui, incentivar o restabelecimento de um regime com suas máculas. Mas que obras importantes foram realizadas pelo governo civil no período de 30 anos, senão a mega corrupção em que os honoráveis bandidos, quinta colunistas, emergidos do regime militar se apoderando do poder civil instalando um nefasto covil de lobos?
As diferenças de um regime para outro, são gritantes a começar pelo salário mínimo. Foram criados 13 milhões de empregos; empresa estatal Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo no período; estruturou as grandes construtoras nacionais; incrivelmente tudo realizado com um PIB – Produto Interno Bruto de apenas14%. Hoje é de 38%, ou seja, quase duas vezes mais do que na época. Naquele período foram construídos também quatro grandes portos e recuperados outros 20; foi criado no período a Eletrobras; a Nucleobras e sua subsidiária; quem não se lembra da Embratel e Telebras; a usina Angra I e Angra II; a industria aeronáutica, naval, bélica e automotiva, embora esta última para produzir carroças. Foi restabelecida a autoridade perdida por 21 anos.
Rodovias importantes e pontes como Rio-Niteroi, BR 116, Rodovia Ayrton Sena em S. Paulo, foram construídas sem os recursos dos malditos pedágios. Quase todos os principais estádios de futebol, portos e aeroportos construídos com a arrecadação de 17% do PIB. Será que é preciso cobrar ainda mais tributos no Estado ou no País para satisfazer a voracidade fiscal?
E-mail: cos.schneider@gmail.com
Nesta semana a polêmica no Estado gira novamente em torno do aumento da tributação especialmente na área da previdenciária e do Transporte e Infraestrutura.
Em retrospectiva, no passado o governo estadual usou todos os recursos cobrados a título de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), sobre os combustíveis repartindo-os entre a União, Estados e Municípios, a fim de que estes recursos fossem investidos em projetos, abertura, manutenção, sinalização de novas rodovias. Como de costume, o governo federal no afã da gastança fácil se apropriou de parte destes recursos a fim de pagar rubricas que nada tinham a ver com transporte público ou infraestrutura.
Pois bem. Agora a figura da Taxa Rodoviária Única mais conhecida como TRU instituída em 1969 no governo militar é substituída pelo Imposto de Veículos Automotores – IPVA, instituído em 1982 por substituição. Mudou apenas de nome sendo o tributo o mesmo. Deveria estar vinculado aos investimentos no sistema de transportes e infraestrutura como a TRU. Tributo chegou a arrecadar mais de 7% do PIB brasileiro. Esses valores foram utilizados, sobretudo nos governos militares, para criar a malha viária que hoje existe em todo Brasil.
Como de costume hoje, estes recursos da TRU foram pouco a pouco desviados da área de transporte para serem utilizados para outros fins. No ano de 1982, passaram a integra o caixa do governo integralmente. Portanto no último ano do governo militar. Em 1985, já sob o novo regime de governo, este criou o IPVA em substituição da TRU, que, por ser imposto, não está mais vinculado a qualquer tipo de atividade ao transporte.
Não me proponho, aqui, incentivar o restabelecimento de um regime com suas máculas. Mas que obras importantes foram realizadas pelo governo civil no período de 30 anos, senão a mega corrupção em que os honoráveis bandidos, quinta colunistas, emergidos do regime militar se apoderando do poder civil instalando um nefasto covil de lobos?
As diferenças de um regime para outro, são gritantes a começar pelo salário mínimo. Foram criados 13 milhões de empregos; empresa estatal Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo no período; estruturou as grandes construtoras nacionais; incrivelmente tudo realizado com um PIB – Produto Interno Bruto de apenas14%. Hoje é de 38%, ou seja, quase duas vezes mais do que na época. Naquele período foram construídos também quatro grandes portos e recuperados outros 20; foi criado no período a Eletrobras; a Nucleobras e sua subsidiária; quem não se lembra da Embratel e Telebras; a usina Angra I e Angra II; a industria aeronáutica, naval, bélica e automotiva, embora esta última para produzir carroças. Foi restabelecida a autoridade perdida por 21 anos.
Rodovias importantes e pontes como Rio-Niteroi, BR 116, Rodovia Ayrton Sena em S. Paulo, foram construídas sem os recursos dos malditos pedágios. Quase todos os principais estádios de futebol, portos e aeroportos construídos com a arrecadação de 17% do PIB. Será que é preciso cobrar ainda mais tributos no Estado ou no País para satisfazer a voracidade fiscal?
E-mail: cos.schneider@gmail.com
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